Afinal, Qual a forma correta de limpar os ouvidos?

As orelhas produzem cera apenas na porção externa dos ouvidos ( canal auditivo). Dessa forma, a cera é naturalmente expulsada para fora. Você não precisa E NÃO DEVE, usar cotonete para removê- la.

O cotonete pode até retirar o que está nas bordas, mas EMPURRARÁ o restante para perto da membrana do tímpano!! Dessa forma você ficará com sensação de surdez e entupimento. Nesse caso, APENAS o otorrino está apto a realizar a remoção.

É importante entender que a cera tem o papel de hidratar e proteger os ouvidos de agressões externas que sofremos a todo momento( poeira, água, microorganismos, etc)

Então? Como limpamos os ouvidos?

A melhor maneira de realizar essa limpeza de maneira segura é com uma toalha enrolada na ponta do dedo após o banho e costuma ser muito eficiente na maioria das vezes.

Existem exceções… aquelas pessoas que produzem bastante cera e não conseguem somente com a toalha remover o excesso.. Nesses casos, manter consulta periódica com otorrino é essencial para remover o excesso de cera do canal e acabar com a sensação de ouvido tampado causado pela rolha que se forma.

Existe algo que possa se fazer para não produzir tanta cera?

NÃO!! Como falei a cera é um componente natural do organismo e na verdade uma grande proteção para todos nós! Assim como algumas pessoas tem cabelos oleosos, outros tem cabelos secos, uns tem a pele mais ressecada e outros a pele mais oleosa, alguns indivíduos tem maior produção de cera que outros… o que é absolutamente normal e variável de pessoa para pessoa.

E de quanto em quanto tempo devo ir ao otorrino para realizar a limpeza?

Só se deve realizar a lavagem dos ouvidos aquelas pessoas que estão com sintomas de ouvido tampado e realmente apresentem rolha de cera obstrutiva. O otorrino irá examinar e avaliar o melhor método para remoção.

O intervalo entre as consultas varia para cada um.

Espero ter ajudado. Comente aí se você possui alguma dúvida e se gostou do post.

Como prevenir crises de Rinite?

1. Evitar tapetes, carpetes e cortinas nos quartos.

2. Limpar o quarto preferencialmente com pano úmido, evitar varrer ou usar espanador pois acaba espalhando a poeira.

3. Identificar e eliminar o mofo e a umidade. Camas e berços não devem ficar encostados na parede, se não for possível, encostá-los à parede menos úmida e mais ensolarada.

4. Dar preferência pisos laváveis no quarto como o vinílico e cerâmica.

5. Travesseiros de paina ou pena devem ser evitados. Dê preferência aos de espuma, fibra ou látex. Outra dica é cobrir colchões e travesseiros com material plásticos. Essas ações evitam o acúmulo de poeira e ácaros. 

6. Deixar a luz do sol entrar no quarto e deixá-lo sempre arejado e ventilado.

7. Evitar bichos de pelúcia, estante de livros, caixas de papelão, revistas e tudo que possa acumular poeira e ácaros. 

8. Não fumar e não deixarem que fumem no ambiente do quarto. 

09. Ambientes que ficaram fechados por longos períodos como quartos de  casa da praia e campo, devem ser limpos e arejados 24horas antes da chegada do indivíduo alérgico

10. Pragas – ratos e baratas também são fontes de alergia. Para evitá-los em casa, as recomendações incluem lavar a louça e esvaziar o lixo diariamente; não deixar migalhas de alimentos pela casa e bloquear rachaduras por onde eles possam entrar.

Comente aí se gostou

Mas afinal, por que eu preciso fazer lavagem nasal?

Temos o hábito de escovar os dentes diariamente, limpar o rosto, os olhos, MAS, por que não lavamos o nariz?

A irrigação nasal com solução salina isotônica (soro fisiológico ou cloreto de sódio a 0,9%) é um procedimento sem contra-indicações ou limites de idade, barato e eficaz. Mas por que devemos realizá-lo?

Para entender sua importância é interessante que saibamos um pouco mais sobre o funcionamento do nariz e dos seios da face (ou seios paranasais).

O nariz e seios paranasais são extensas superfícies recobertas de mucosa, determinada por saliências e reentrâncias no crânio e ossos da face que são responsáveis pelo equilíbrio da temperatura e umidade do ar inspirado, tem função olfatória e de “filtro” para o ar inspirado (por ação de agentes imunológicos e enzimas presentes no muco nasal), além de atuar na ressonância da voz. Tais processos são dinâmicos e variam de acordo com mecanismos internos e em resposta à estímulos externos. Nesse tecido respiratório, temos cílios microscópicos, que se movimentam de forma harmoniosa para remover continuamente o muco para fora dos seios.

Para que essa atividade aconteça adequadamente, é necessário que as condições sejam boas para o funcionamento dos cílios, como temperatura adequada (normalmente entre 18 e 33°C), pH próximo a 7, por exemplo. Toxinas específicas, como as produzidas por bactérias (que também podem lesar o cílio diretamente) ou inaladas, assim como uma variedade de viroses, causam redução do batimento ciliar. O movimento dos cílios comprometidos e/ou acúmulo de secreções mais espessas que o normal, pode predispor a instalação de processos infecciosos.

O soro fisiológico, em diversas formas de apresentação e aplicação, é utilizado para o tratamento clínico das rinossinusites (incluindo as rinites), pois seus benefícios incluem a limpeza do muco nasal, diminuição da inflamação local (pois reduz mediadores inflamatório como prostaglandinas, leucotrienos e histamina), das secreções purulentas, restos de células e crostas, além de melhorar o funcionamento do sistema mucociliar como um todo. É o tratamento mais conservador e mais simples de todos

 Para a lavagem nasal em bebês e crianças pequenas podemos nos deparar com várias dúvidas e inseguranças. Para isso, podemos usar algumas dicas:

 – Sinta-se confortável para fazê-lo: você pode começar com pequenos volumes de soro fisiológico e com pouca pressão! Depois que tiver mais confiança e que a criança estiver mais habituada, aumente! Se quiser, também pode-se usar uma pera para aspiração nasal após colocar o soro.

 – Prefira deixar a posição sentada ou em pé: as crianças possuem a tuba auditiva (canal que liga o nariz até a orelha média) mais curta e horizontal, que facilita com que haja refluxo de líquidos para esta região, principalmente se a criança estiver deitada.

 – Escolha a forma de aplicação mais adequada para você: nos estudos, não houve diferença entre a aplicação com sprays ou seringa!

– Segurar a respiração ou falar “Ah!” por alguns segundos: em crianças maiores e com maior compreensão, pode-se ensinar a prender a respiração ou falar “Ah!” durante alguns segundos. Isto diminui o desconforto do líquido ir para a garganta. Depois é só cuspir e/ou assoar o nariz.”

Quantos mL posso colocar em cada narina?

Não existe uma quantidade fixa para isso, nem por idade. Isso varia muito se a criança está mais secretiva, se tem algum processo infeccioso associado, ou se é somente para limpeza nasal. Comece com pequenas quantidades, como 0,5 a 1 ml em cada narina para os bebês, e depois repita quantas vezes forem necessárias. Conforme você adquire segurança ao fazê-lo, pode aumentar a quantidade se houver necessidade. No vídeo, vemos que a mãe coloca uma quantidade de 5ml.

Qual a temperatura que o soro precisa estar?

O ideal é o soro estar em temperatura ambiente ou morno, nunca gelado. Dessa forma, mesmo a secreção mais espessa consegue ser eliminada.

 Qual a posição do bebê quando fizer a lavagem?

O bebê ou criança deve estar sentado ou em pé, com a cabeça levemente reclinada para frente.

A boca do bebê precisa ficar aberta ou fechada?

O ideal é que a boca do bebê esteja levemente aberta. Para adulto, que conseguem deglutir o soro, é indiferente.

A secreção precisa sair pela outra narina? 

Não, não precisa! A secreção pode sair ou não, a depender da quantidade de soro colocada, a quantidade de secreção, e o jato. O mais comum é  sair um pouco de soro pela própria narina, o soro sair pela boca ou a criança engolir o soro com a secreção, e aí saí pelas fezes né…

O bebê pode engasgar? Pode dar otite? Perfurar o ouvido? O catarro ir pro pulmão?

Quando feita de forma segura, com o bebê sentado, com a cabeça reclinada para frente, o soro com a secreção sairá pela própria narina ou será deglutido. O nariz, ouvido e garganta estão interligados, portanto a secreção acumulada já está lá, se há um processo infeccioso. O soro irá mobilizar essa secreção. A lavagem com soro não “causa” otite, muito menos pneumonia, nem é capaz de perfurar o ouvido! O processo infeccioso instalado, sim.

Preciso fazer todo dia? 

O nariz está em constante contato com o meio externo. A higiene nasal é interessante ser feita, mas não necessariamente todo dia, nem precisa ser a seringa. Você pode usar sprays, jato contínuo, conta gotas. Se há mais secreção, provavelmente precisará aumentar a frequência e o volume do soro.

Eai? Vamos começar a lavar o nariz das crianças e adultos?

Comente se possuir alguma dúvida.

Fonte: Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e blog Pediatria Descomplicada

É normal criança roncar?

Roncos eventuais e respiração pela boca podem ocorrer quando a criança está gripada ou resfriada. Mas quando ocorre de forma recorrente pode ser sim um problema como a apnéia do sono.

Quando a respiração de uma criança é interrompida durante o sono, o corpo percebe que há algo errado. A frequência cardíaca aumenta, a pressão arterial aumenta, o cérebro é despertado e o sono é interrompido. Os níveis de oxigênio no sangue também podem cair.

Quais são os sintomas?


Os possíveis sintomas e consequências dos distúrbios da respiração na criança não tratados podem incluir:

-Ronco – o ronco alto está presente na maioria das noites. O ronco pode ser interrompido pelo bloqueio completo da respiração, com ruídos ofegantes e bufantes associados ao despertar do sono.

– Irritabilidade – Uma criança com distúrbios da respiração pode ficar irritada, com sono durante o dia ou ter dificuldade em se concentrar na escola. Ele ou ela também pode exibir um comportamento hiperativo.

– Enurese – ou seja, aumento da produção de urina à noite.

– Dificuldades de aprendizagem – Crianças podem se tornar mal-humoradas e perturbadoras, ou não prestar atenção, tanto em casa quanto na escola. Os distúrbios da respiração  também podem ser um fator que contribui para os distúrbios do déficit de atenção em algumas crianças.

– Crescimento lento – crianças podem não produzir hormônio de crescimento suficiente, resultando em crescimento e desenvolvimento anormalmente lentos.

– Dificuldades cardiovasculares – a apneia do sono pode estar associada a um risco aumentado de pressão alta ou outros problemas cardíacos e pulmonares.

– Obesidade – os distúrbios da respiração  podem fazer com que o corpo aumente a resistência à insulina, e a fadiga durante o dia pode levar à diminuição da atividade física. Esses fatores podem contribuir para a obesidade.

Quais são as causas mais comuns?

Uma causa comum do estreitamento das vias aéreas que contribui para a apnéia do sono é o aumento das amígdalas e adenóides.

– Crianças com excesso de peso têm maior risco de apnéia do sono, porque depósitos de gordura ao redor do pescoço e garganta também podem restringir as vias aéreas.

-Crianças com anormalidades envolvendo a mandíbula ou a língua inferiores, ou déficits neuromusculares como paralisia cerebral, apresentam maior risco de desenvolver apnéia do sono

Como apnéia do sono é diagnosticada?


Se você notar algum dos sintomas descritos neste artigo, leve o seu filho a um otorrinolaringologista. O diagnóstico é realizado com base na história e no exame físico.

Em outros casos, como crianças com suspeita de apneia grave devido a síndromes craniofaciais, obesidade mórbida, distúrbios neuromusculares ou crianças com menos de três anos de idade, podem ser recomendados testes adicionais, como um teste de sono.

Quais as opções de tratamento?

Se você notar algum dos sintomas descritos neste artigo, leve o seu filho a um otorrinolaringologista.

O diagnóstico é realizado com base na história e no exame físico. Em outros casos, como crianças com suspeita de apneia grave devido a síndromes craniofaciais, obesidade mórbida, distúrbios neuromusculares ou crianças com menos de três anos de idade, podem ser recomendados testes adicionais, como um teste de sono.

Amígdalas e adenóides aumentadas são uma causa comum de apnéia do sono em crianças. A remoção cirúrgica das amígdalas e adenóides, denominada amigdalectomia e adenoidectomia é considerada um dos tratamentos se os sintomas forem significativos e as amígdalas e adenóides forem aumentadas.

Nem toda criança com ronco precisa passar por cirurgia da retirada das amigdalas e adenóides.

Se os sintomas são leves ou intermitentes, o desempenho e o comportamento no aprendizado não são um problema, as amígdalas são pequenas ou a criança está próxima da puberdade (porque amígdalas e adenóides geralmente encolhem na puberdade).

Pode ser recomendável que uma criança com roncos seja acompanhada conservadoramente e tratada cirurgicamente somente se os sintomas piorarem.

Às vezes, podem ser necessários tratamentos adicionais, como perda de peso, uso de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) ou procedimentos cirúrgicos adicionais.

Alguma dúvida? Comente aqui.

Sangramento Nasal ( Epistaxe)

Sangramentos nasais (chamados epistaxe) são causados ​​quando vasos sanguíneos no nariz se rompem.  Sangramentos nasais são muito comuns e afetam muitas pessoas em algum momento de suas vidas.

Quais são os sintomas do sangramento nasal?

Existem duas categorias de hemorragias nasais. Os sangramentos nasais anteriores ocorrem quando o sangramento vem da frente do nariz e os sangramentos nasais posteriores ocorrem quando o sangramento se origina mais profundamente no nariz, geralmente onde a fonte do sangramento não pode ser vista sem exame. Sintomas comuns podem incluir:

-Os sangramentos nasais anteriores começam com fluxo de sangue através de uma ou ambas as narinas

-Os sangramentos nasais posteriores podem começar mais para trás no nariz e podem fluir pela garganta

Quais as causas de sangramento nasal?


A maioria dos sangramentos nasais começa no septo nasal, a parede que separa os dois lados do nariz. O septo contém vasos sanguíneos que podem ser facilmente danificados. A irritação de assoar o nariz ou raspar com a ponta de uma unha é suficiente para danificar os vasos e causar sangramento no nariz. Os sangramentos nasais anteriores também são comuns em climas secos, ou durante os meses de inverno, quando o ar seco desidrata as membranas nasais e aumenta a probabilidade de ruptura dos vasos sanguíneos.

  • As causas de sangramentos nasais recorrentes ou frequentes podem incluir:
  • Alergias, infecções ou ressecamento nasal
  • Assoar o nariz vigorosamente
  • Distúrbios genéticos ou de coagulação hereditários ( hemofilias, doença de von Willebrand)
  • Medicamentos que alteram a coagulação do sangue
  • Fraturas do nariz ou base de crânio
  • Telangectasia hemorrágica hereditária, um distúrbio que envolve o crescimento de vasos sanguineos de forma frágil, com facilidade de se romperem

Quais as opções de tratamento?

É importante tentar determinar se o sangramento nasal é anterior ou posterior. Os sangramentos nasais posteriores costumam ser mais graves e quase sempre requerem cuidados médicos.

Sangramentos nasais anteriores – Quando se acredita que o ar seco é a causa do sangramento nasal, pode resultar em crostas, rachaduras e sangramentos. Isso pode ser evitado hidratando o nariz com soro fisiológico e utilizando algumas pomadas hidratantes na região do septo.

Siga estas etapas para parar um sangramento nasal anterior:

  1. Mantenha a calma ou ajude uma criança pequena a manter a calma. Uma pessoa que está agitada pode sangrar mais profusamente do que alguém que se sente seguro e apoiado.
  2. Sente-se e mantenha a cabeça acima do nível do coração.
  3. Incline-se um pouco para a frente para que o sangue não escorra para o fundo da garganta.
  4. Usando o polegar e o dedo indicador, aperte todas as partes moles do nariz.
  5. Mantenha a posição por cinco minutos. Se ainda estiver sangrando, segure-o novamente por mais 10 minutos.

Se o sangramento continuar depois disso, você deve procurar atendimento médico. Pode ser necessário uma cauterização do vaso sangrante, tamponamento ou outras técnicas.

Sangramentos nasais posteriores – mais raramente, um sangramento no nariz pode começar profundamente dentro do nariz e fluir pela parte posterior da boca e garganta, esteja o paciente sentado ou em pé. Os sangramentos posteriores do nariz diferem dos sangramentos anteriores porque a pressão direta na parte externa do nariz não interrompe o sangramento. É importante procurar atendimento médico imediato se o sangramento não parar para impedir a perda de sangue.

Sangramentos nasais posteriores são mais prováveis ​​de ocorrer em pessoas mais velhas e em pessoas com cirurgia nasal ou sinusal prévia ou lesão no nariz ou na face. Geralmente, o tratamento inclui cautela e / ou tamponamento do nariz.

Quais as dicas para prevenção de sangramento nasal?

  1. Mantenha as unhas das crianças curtas
  2. Neutralize os efeitos do ar seco usando um umidificador.
  3. Use soro fisiológico para umedecer a mucosa do nariz.
  4. Parar de fumar. Fumar seca o nariz e o irrita.
  5. Não assoe o nariz após a interrupção do sangramento inicial.
  6. Não force nem se abaixe para levantar algo pesado após a interrupção do sangramento inicial.
  7. Ligue para o seu médico se o sangramento persistir

Gostou das informações? Comente abaixo se possui alguma dúvida sobre o tema.

Rinite ou Sinusite?

Nariz entupido, diminuição do olfato e secreção nasal. Com base nesse quadro, você acharia que é Rinite ou Sinusite? Ficou na dúvida? 🤧

 Que Rinite é a inflamação das mucosas do nariz, já sabemos. Mas por que ela ocorre? Qual a diferença da Sinusite?

Na Rinite Alérgica, o corpo tem uma super reação a algum estímulo do ambiente chamado de alérgeno (ácaro, mofo, pólem ,etc). Esses alérgenos entram no nariz e alertam nossas células sobre a sua presença.

Em pessoas normais, a reação da célula é: “È apenas um grão de poeira, não terá grandes problemas”

Já em pessoas com rinite alérgica, essa célula terá uma reação exagerada, liberando moléculas de histamina, que irá gerar uma grande inflamação ocasionando:

▫ Coceira no nariz, olhos, céu da boca e garganta;
▫ Espirros;
▫ Coriza;
▫ Congestão nasal;
▫ Ardência e vermelhidão nos olhos;
▫ Dor de cabeça;
▫ Tosse seca.

Além da Rinite alérgica, existe também a Rinite não alérgica, que pode ser causada por mudanças bruscas de temperatura ou por uma infecção, seja ela viral (como gripe ou resfriado), bacteriana ou fúngica.

Ou seja, na Rinite Alérgica, existe uma sensibilidade aumentada de determinadas pessoas a vários estímulos, levando a esses sintomas desagradáveis quando expostas.

 Já a Sinusite Aguda, as cavidades presentes na face (seios paranasais) se inflamam devido a um edema na área de saída da secreção, de forma que o muco não pode ser escoado para o nariz, obstruindo os seios da face, podendo ser uma complicação da própria Rinite, por exemplo.

Dessa forma, um dos sintomas de Sinusite famoso é a dor na face, mas ela não vem sozinha e não é o principal, mas sim os seguintes:

▫ Congestão nasal;
▫ Coriza;
▫ Secreção que escorre do nariz para a garganta e Diminuição do olfato

Então, há muitas semelhanças entre Rinite e Sinusite, mas são doenças diferentes e exigem cuidados específicos.

Comente aí se gostou e pergunte o que tiver de dúvida! Confira o instagram @milenefrota.otorrino

Pigarro e Bólus Faríngeo

Todos nós  já experimentamos a sensação de gotejamento ou muco pós-nasal e pigarro, principalmente após uma infecção viral ou quando estamos desidratados.

Sabe-se que cerca de 20 a 40 ml de muco são secretados pelo nariz “normal” todos os dias. Esse muco então é movido pelos cílios da frente do nariz para  a nasofaringe, onde pode ser engolido ou expectorado.

Entretanto, muitas vezes os pacientes estão convencidos que esse sintoma é advindo de uma sinusite e não raramente os exames dos seios paranasais encontram-se normais ou com pequenas alterações e achados radiológicos que não justificam o sintoma.

Entretanto, existem várias hipóteses diagnósticas para esse gotejamento pós nasal, como por exemplo, os pacientes com rinite alérgica que podem apresentar sintoma de muco na garganta, mas que melhoram com o tratamento adequado da rinite.

Além disso, outra causa é o refluxo faringolaríngeo.

Quando o conteúdo gástrico sai do estômago e sai do esôfago (ou seja, refluxo extra-esofágico ou laringofaríngeo), eles causam uma irritação química da laringe, faringe e nasofaringe. Sabemos que isso ocorre e existem evidências na literatura para apoiá-lo.

Dessa forma, na prática podemos ver isso clinicamente como alterações edematosas na laringe contribuindo para o pigarro crônico e tosse inexplicável.

Assim, o tratamento deve ser conjunto entre otorrinolaringologista e o gastroenterologista para diagnóstico diferencial e melhor acompanhamento do paciente.

Perda de olfato inexplicada e Covid-19

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Hiposmia ou anosmia que é a diminuição ou perda do olfato respectivamente é uma complicação relativamente comum após uma infecção viral de gripe ou resfriado, mas pode ser mais específico no Coronavírus-19.

Tem-se aumentado os relatos de anosmia ou distúrbios olfatórios em pacientes que se infectaram com Coronavírus-19, independente da gravidade dos outros sintomas. A perda do olfato parece ser mais comum em pacientes com Covid do que em infecções virais comuns. Em muitos casos, pacientes reportam a anosmia sem associação com mais nenhum sintoma.


Para muitos, a percepção de anosmia é a perda de “sabor dos alimentos”. Embora seja pouco provável que o sabor seja afetado pelo coronavírus-19, a percepção do sabor dos alimentos é 80% contribuída pelo cheiro retronasal. À medida que mastigamos o alimento, os odores da comida entram em nossa cavidade nasal e contribui para percepção do sabor ( figura)

Os odores podem vir diretamente pela cavidade nasal ou de forma retronasal, quando mastigamos o alimento

O que fazer se você tiver uma suspeita de perda de olfato e CoVid?

Se você tiver uma experiência recente de distúrbio do olfato, não hesite em contactar um especialista para receber as informações sobre o que fazer. Você será considerado com alta chance de apresentar uma recente infecção pelo Coronavírus-19, mas lembre-se que existem outras causas de anosmia; portanto, a infecção por CoVid não é o único problema.

Pratique a higiene das mãos e o distanciamento social.

Sinusite Odontogênica

Sinusite Odontogênica

Resultado de imagem para CT ODONTOGENIC SINUSITISSinusite odontogênica maxilar a esquerda. A seta vermelha evidencia um abscesso periapical em 1 molar superior esquerdo como foco da sinusite.

Causas

A sinusite odontogênica tem como causas as doenças periodontais (gengivite, periodontite), caries, extrações dentárias, complicações de implantes dentários, traumas, dentre outras. Ocorre quando há uma ruptura da membrana que reveste o seio maxilar ( membrana de Schneider) ocasionando uma comunicação da cavidade oral com o seio. Os dentes molares superiores são os que mais apresentam relação com o maxilar, sendo os mais frequentemente envolvidos na doença da sinusite odontogênica.

Sintomas e Diagnóstico

Os sintomas podem ser: dor facial unilateral, gotejamento posterior na garganta, obstrução nasal unilateral, hipersensibilidade no maxilar, odor desagradável na boca, após história de procedimento dentário ou infecção de dente.

Para auxiliar no diagnóstico deve ser realizado um exame de Tomografia Computadorizada dos seios da face que irá evidenciar sinais como espessamento do seio maxilar, perda óssea do assoalho, ruptura da membrana e alterações dentárias.

Tratamento

O tratamento envolve o uso de antibióticos e cirugia. A eliminação da fonte de infecção na sinusite odontogênica é absolutamente essencial para prevenir persistência dos sintomas. A cirurgia odontológica junto da cirurgia endoscópica nasal frequentemente se fazem necessária para eliminar todo o foco da infecção. A sinusite odontogênica é um fenômeno muitas vezes subdiagnosticado com mecanismos fisiopatológicos, microbiologia e tratamentos diferentes daqueles visto na Sinusite Crônica. É essencial uma equipe multidisciplinar para avaliar cada paciente individualmente e eliminar as fontes de infecção. Falha na identificação fontes odontogênicas de sinusite resultam em persistência dos sintomas e falha médica e cirúrgica intervenções