O Pólipo Nasal

Pólipos nasais são um motivo frequente de consultas nos consultórios de otorrinolaringologia. Enquanto pólipos nos intestinos, na bexiga ou útero levantam suspeita de um tumor maligno, os pólipos nasais raramente estão relacionados ao câncer. É mais comum que eles se apresentem em pessoas com asma, rinite alérgica ou sinusites de repetição. Os sintomas podem variar, dependendo da localização e dimensão das lesões dentro do nariz. Pólipos pequenos podem ser assintomáticos. Devido a sua capacidade de ocupar várias regiões das cavidades nasais e paranasais, a doença recebe o nome de polipose nasal.

Sintomas

• Nariz entupido (obstrução nasal)
• Espirros
• Gotejamento pós-nasal
• Secreção nasal
• Dores na cabeça e na face
• Alterações do olfato e do paladar
• Sinusites de repetição

O que Causa os Pólipos Nasais?

Pólipos nasais são bem mais comuns após os 40 anos de idade, embora eles possam ocorrer mais cedo. Nas raras vezes em que aparecem em crianças, é importante investigar a possibilidade de fibrose cística. Bem mais comum é a relação da polipose nasal com a rinite alérgica, asma, alergia à aspirina, e sinusites. No passado era comum considerar que alergias eram a causa de todos casos. Atualmente há muita discussão sobre o assunto e parece mais correto dizer que os pólipos tendem a se formar em ambientes nasais cronicamente inflamados, seja qual for a causa da inflamação.

Como Diagnosticar?

Os sintomas descritos acima podem levantar a suspeita de polipose, mas o diagnóstico é realizado na consulta com o otorrinolaringologista. Quadros muito extensos e que se desenvolveram durante anos, podem formar pólipos facilmente visíveis no exame clínico com a luz frontal (luz que o médico usa presa a testa). Entretanto, o mais comum é que a lesões possam ser observadas através da vídeo-endoscopia nasal (rígida ou flexível). Trata-se de um exame simples e realizado em consultório, com ou sem a aplicação de anestesia tópica no nariz através de um spray.

A aparência dos pólipos é a de uma bolsa ou um abaulamento amarelado ou bege, de consistência amolecida. Algumas vezes, seu aspecto pode ser diferente, gerando dúvida no examinados quanto a natureza da lesão (pólipo ou tumor no nariz). Nesses casos, uma biópsia pode ser necessária.
A tomografia computadorizada dos seios da face é usada para avaliar a extensão dos pólipos dentro das cavidades nasais e paranasais. Sua avaliação minuciosa também é importante para a estudar a anatomia e programar abordagem cirúrgica, quando essa for indicada.

Qual o Tratamento?

MEDICAMENTOS
Pólipos nasais pequenos e que não crescem podem ser assintomáticos, podendo ser apenas acompanhados, sem o uso de medicamentos. Entretanto, é mais provável que os pólipos tragam alguns do sintomas acima descritos, necessitando de tratamento.
Os medicamentos mais utilizados são os corticosteroides, tanto por via oral quanto pulverizados diretamente no nariz através de um spray. Uma parte dos pacientes apresenta excelente resposta com esses corticoides tópicos. Sua propriedade de “encolher” os pólipos pode controlar a doença clinicamente em diversos casos, sem necessidade de cirurgia. As formulações modernas fazem efeito quase que exclusivamente no nível local, com baixo risco de efeitos colaterais. Devido a soma de sua eficacia e segurança, eles se tornaram o “padrão ouro” no tratamento clínico dos pólipos nasais.
Antibióticos e antialérgicos também podem ser empregados em pessoas que também apresentam quadros de sinusites e rinite alérgica.
O uso livre de solução fisiológica nasal ajuda a manter as cavidades nasais limpas e desobstruídas.

CIRURGIA
Para uma parte dos pacientes não é possível o controle clínico da polipose nasal. Nesses casos podemos indicar a cirurgia, hoje realizada pela via endoscópica. Usando um instrumental específico para a dimensão estreita das fossas nasais e assistido por fibras óticas com um sistema de imagem em alta definição, o cirurgião pode “entrar” na cavidade nasal com muita precisão. Trata-se da cirurgia endoscópica funcional das cavidades paranasais (em inglês, FESS), que pode ser feita sob anestesia geral ou local.
Na maioria das vezes, os pacientes operados podem retornar para casa no mesmo dia, com a recomendação de usar alguns medicamentos orais por poucos dias. O desconforto pós-operatório é pequeno, sendo incomum a queixa de dor. A boa recuperação costuma permitir que a pessoa retome as atividades profissionais ou acadêmicas em poucos dias.
Algumas medidas podem ser adotadas para se evitar sangramento além do normal, como a dieta líquida fria e o uso de travesseiros mais altos por alguns dias. Na maioria das vezes recomendamos evitar a atividade esportiva ou esforços físicos maiores por pelo menos 3-4 semanas.

Rinite e Asma

A Rinite Alérgica é uma alergia respiratória, que compromete pelo menos 30% da população mundial. Os sintomas da rinite são: nariz entupido, coriza, espirros e coceira, que aparecem com frequência no nariz, garganta e olhos.
Ela também pode levar a complicações como infecção nos ouvidos, sinusites, roncos noturnos, respiração bucal e alteração na posição dos dentes que ficam para frente (devido à respiração bucal).
Um dos novos conceitos apresentados pelo Aria (sigla em inglês para Rinite Alérgica e seu Impacto sobre a Asma), projeto desenvolvido em colaboração com a OMS, revolucionou o modo como a asma e a rinite são vistas, tratadas e definidas. Hoje, pode-se afirmar que ambas caminham juntas.
Todo paciente com Rinite Alérgica deve ser questionado sobre a presença de sintomas de asma, e o inverso também é verdadeiro. Rinite e Asma decorrem de um processo inflamatório na mucosa (camada de pele que reveste nossos órgãos por dentro), atingindo tanto a parte nasal, como a das vias aéreas inferiores (brônquios).
Estudos apontam que 70% dos asmáticos podem apresentar sintomas de rinite alérgica, enquanto 30% a 50% dos pacientes com rinite desenvolvem os sintomas da asma. O recomendado é que o paciente trate a rinite para ter ampliadas as respostas do tratamento da asma.

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS DESENCADEADORES DA ASMA E DA RINITE ALÉRGICA?
• Alérgenos inalatórios (ácaros, fungos, polens e epitélio de animais) e fatores irritantes.
• Infecções virais e as rinossinusites.
• Atividade física (asma induzida pelo exercício).
• Doença do refluxo gastresofágico.
• Alguns medicamentos.

ALGUMAS SUBSTÂNCIAS NÃO ALERGÊNICAS TAMBÉM DESENCADEIAM ASMA, POIS SÃO IRRITANTES À MUCOSA DAS VIAS AÉREAS:
• Os poluentes do ar, tais como a fumaça de cigarro, fumaça da combustão da madeira (fruto das queimadas, muito comuns em nossa região);
• Exposição ocupacional a alérgenos e substâncias irritantes nasais;
• Substâncias irritantes com odores fortes, tais como perfumes, produtos de limpeza da casa, tintas, etc.
O tratamento se baseia em três pilares: controle ambiental, controle das crises e no tratamento de manutenção.
Em relação com controle ambiental, orientamos que não se fume em casa, que os ambientes sejam limpos e arejados, evitando o acúmulo de poeira e umidade (devido aos fungos).
Feito o diagnóstico, o que se deseja é evitar as crises, usando o tratamento medicamentoso preventivo, que é a base do tratamento da rinite alérgica e da asma. Há também a Imunoterapia (vacina contra alergia), recomendado para casos específicos.

QUAIS OS OBJETIVOS NO CONTROLE DA ASMA BRÔNQUICA?
• Evitar crises, idas à emergência e hospitalizações;
• Permitir atividades normais – trabalho, escola e lazer;
• Manter a função pulmonar normal ou a melhor possível;
• Reduzir a necessidade do uso de broncodilatador para alívio dos sintomas;
• Prevenir a morte.
Teste Cutâneo (Prick Test) – Teste de Alergia
No consultório realizamos o teste cutâneo alérgico apenas para alérgenos inalatórios, para investigação de Rinite Alérgica e Asma Brônquica.
É um método diagnóstico seguro e indolor. Pode ocorre algum desconforto devido ao prurido (coceira) na área testada. Na maioria das vezes é realizado no antebraço após higiene local com algodão e álcool.
O resultado é obtido em 15 a 20 minutos e a reação positiva consiste na formação de uma pápula vermelha, semelhante à uma picada de mosquito.
É necessária a interrupção de medicação antialérgica 5 a 7 dias antes do teste, não havendo impedimento para uso de medicação tópica nasal (casos de Rinite) ou inalatória (casos de Asma).

DICAS DE HIGIENE AMBIENTAL CONTRA ALERGIAS
A poeira de casa (doméstica) é formada por uma mistura de descamações de pele humana e de animais (cão e gato), seres vivos como os ácaros, fungos, dejetos de baratas, etc, são os alérgenos inalatórios, os principais causadores de alergias respiratórias. Para os que já possuem alguma tendência à alergia, sua casa requer alguns cuidados especiais.
Entretanto, cerca de 30% dos pacientes com rinites inflamatórias (não infecciosas), apresentam quadro de Rinite Não Alérgica, porém os cuidados com o ambiente devem ser os mesmos indicados para os Alérgicos.

Septoplastia

A cirurgia nasal é uma das cirurgias mais freqüentes dentro da otorrinolaringologia. E a septoplastia e turbinectomia são as mais comumente realizadas.

Chamamos de septoplastia a correção do desvio do septo nasal por motivos funcionais. Chamamos de turbinectomia a diminuição dos cornetos nasais (“carne esponjosa” popularmente conhecida).
Nariz entupido com frequência, sinusites de repetição, dores de cabeça frequentes são alguns dos sintomas mais comuns nesses casos.

ANTES DA CIRURGIA
Alguns pontos devem ser bem avaliados antes de partir para a septoplastia e turbinectomia. Diante da queixa dos problemas respiratórios devemos avaliar a existência ou não de um quadro de rinite alérgica associada, uma vez que a cirurgia não trata a rinite, mas pode sim ajudar muito na questão da obstrução.

Um exame físico completo é necessário pois em alguns casos apenas a correção do desvio do septo e a diminuição dos cornetos não serão suficientes para melhora das queixas obstrutivas. A avaliação da área da válvula nasal, da ponta do nariz e de outras estruturas é primordial para um correto diagnóstico e solução do problema do paciente.

Então, cirurgião e paciente devem discutir sobre os objetivos da cirurgia.

Quadro 1: Queixas à serem tratadas na Septoplastia e Turbinectomia
Obstrução nasal (nariz entupido)
Sinusites de repetição
Dores na cabeça e na face justificadas pelo desvio
Diminuição do olfato
Voz anasalada (hiponasal)
Piora dos sintomas obstrutivos da rinite alérgica
De posse do diagnóstico e planejamento cirúrgico completos, solicitamos exames pré-operatórios para avaliar o estado geral de saúde do paciente.

A CIRURGIA
A melhora das técnicas anestésicas, associada a evolução nas técnicas cirúrgicas, permite que o dia da cirurgia seja bem mais tranquilo.
Após a saída da sala de cirurgia, o paciente deve permanecer em repouso por algumas horas. Isso ajuda a eliminar completamente os medicamentos anestésicos e sedativos. A primeira refeição líquida acontece cerca de 2-3 horas após o fim da cirurgia. O paciente pode ser liberado para casa no mesmo dia ou no dia seguinte dependendo de cada caso.

APÓS A CIRURGIA
Pacientes submetidos a septoplastia saem do hospital com um curativo tipo “bigode” (foto) para absorver algum sangue e secreções que possam sair nos primeiros 2 ou 3 dias.
O que mais incomoda o paciente nos primeiros dias é a obstrução do nariz, devido ao edema, secreção ou curativos, mas que rapidamente se resolvem com a lavagem nasal contínua com soro fisiológico. Dor não é um sintoma tão comum, e é bem resolvido com uso de analgésicos. O afastamento do trabalho ou dos estudos costuma ser de 5 a 7 dias. Exercícios físicos não são indicados nos primeiros 20-30 dias.

CONCLUSÃO
O segredo do sucesso de uma Septoplastia e Turbinectomia é o diagnóstico correto e completo. Aspectos estéticos e funcionais devem ser avaliados em conjunto e servir de base para um planejamento cirúrgico preciso.

 

Tudo o que você precisa saber sobre a sinusite

Como se inicia a sinusite?
Sinusite é uma resposta inflamatória da mucosa de revestimento das cavidades paranasais (seios da face), que se estende às fossas nasais. Hoje, o termo correto seria “Rinossinusite”, pois a rinite pode manifestar-se isoladamente, mas a sinusite quase sempre é acompanhada de rinite.
Existem quatro pares de cavidades paranasais: maxilar, etmoidal, frontal e esfenoidal. Essas cavidades participam na ressonância vocal, auxiliam na filtração, aquecimento e umidificação do ar, amortecem choques contra a cabeça, reduzem o peso do crânio, secretam muco e contribuem para o desenvolvimento da face.
A cavidade nasal é divida ao meio pelo septo nasal e lateralmente estão localizados 3 cornetos de cada lado, inferior, médio e superior. Todas as cavidades aéreas da face são comunicadas com o nariz, através dos óstios de drenagem e ventilação que ficam nos meatos médios e recessos da cavidade nasal.
Ela pode ter diversas causas ou está relacionada a algo específico?
Quaisquer alterações estruturais ou inflamatórias que venham obstruir esses óstios de drenagem, irão produzir uma pressão negativa no interior do seio ocluído, provocando acúmulo de líquido, que irá se infectar causando a sinusite.
Como alguém identifica que está com sinusite?
A rinossinusite pode ser aguda ou crônica.
Os sintomas da sinusite aguda são: tosse, dor de cabeça, dor e pressão na face, obstrução nasal com deglutição de secreção e diminuição do olfato. Eventualmente poderá ocorrer febre, mau hálito, dor de dente e ouvido.
Após 3 meses sem tratamento e persistirem os sintomas, ela passa a ser considerada crônica.
As principais causas das rinossinusites são de origem viral (gripes e resfriados) que acometem a população no inverno. Esses vírus destroem os cílios da mucosa nasal, dificultando a autolimpeza dessas cavidades, acarretando infecções secundárias por bactérias ou fungos.
O diagnóstico é feito através de um exame, a vídeo-endoscopia nasal, que irá nos mostrar se há secreção descendo pelos meatos médios, recessos frontais ou esfeno-etmoidais, confirmando a suspeita de rinossinusite. Nesse exame, também é possível avaliar alterações estruturais intranasais que bloqueiam a drenagem dessas secreções como desvios septais, cornetos médios pneumatizados, paradoxais ou globosos, processos unciformes curvos ou bolhosos e pólipos. O diagnóstico por imagem através da Tomografia Computadorizada também é muito valioso e muitas vezes imprescindível.

Quais são os tratamentos disponíveis atualmente?
O tratamento a princípio é clínico com uso de antibióticos, corticóides (oral / nasal), e como terapia coadjuvante irrigação nasal com soluções salinas que aumentam o batimento dos cílios reduzindo a inflamação da mucosa.
Após o tratamento clínico, não debelar a rinossinusite, é solicitada uma Tomografia Computadorizada dos seios da face, para confirmar as alterações estruturais intra-nasais já observadas no exame endoscópico e alterações estruturais intra-sinusais, células de Haller, osteomas, espessamento mucoso e das paredes ósseas, nível líquido e se há secreções aeradas (bactérias anaeróbicas, que vivem sem oxigênio), focos radiopacos no interior dos seios (fúngos) e saber quais seios estão comprometidos.
Na sinusite crônica deve-se procurar as causas responsáveis por essa cronicidade. Deve-se investigar não só a terapêutica utilizada, mas os fatores anatômicos e funcionais da drenagem, e também eventuais doenças básicas, como alergia, AIDS, etc…
Com os resultados dos exames endoscópico e de imagem, chega-se a uma conduta, que poderá ser um novo tratamento clínico ou uma “SINUSOPLASTIA VÍDEO-ENDOSCÓPICA” em consultório ou uma “ CIRURGIA VÍDEO-ENDOSCÓPICA NASOSSINUSAL” em hospital.
A Sinusoplastia Vídeo-Endoscópica, sob anestesia local, consiste em introduções de balões insufláveis nos óstios para fazer uma dilatação desses e restabelecer suas funções, embora este procedimento seja indicado em casos muito específicos apenas.
A Cirurgia Vídeo- Endoscópica Nasossinusal, sob anestesia geral, consiste em resolver as alterações anatômicas estruturais previamente diagnosticadas, como desvio de septo, hipertrofia dos cornetos médios, processos uncinados, que prejudicam a saída da secreção e ampliar o diâmetro desses óstios (ostioplastias).
Há como evitar?
Além de adotar um estilo de vida saudável, vale evitar mudanças bruscas de temperatura, manter as narinas limpas e umidificadas com a ajuda de soro fisiológico, tratar rinite, resfriado ou gripe assim que os sintomas aparecerem, procurar um otorrinolaringologista e evitar sempre a automedicação.

Tudo sobre o Olfato

O olfato é um dos cinco sentidos e é através dele que os odores podem ser percebidos e distinguidos.
O órgão responsável pelo olfato varia de acordo com as espécies. Enquanto os seres humanos utilizam o nariz para perceber os odores, os insetos utilizam as antenas.
De extrema utilidade, o olfato auxilia na sobrevivência dos animais, que conseguem sentir o cheiro do seu predador para fugir. Já para os seres humanos, o olfato pode evitar acidentes ao sentir o cheiro de gás vazando.
Como funciona o olfato?
Diferentemente da visão, que consegue notar uma série de cores ao mesmo tempo, o olfato é capaz de identificar apenas um odor de cada vez, mesmo que esse seja uma combinação de vários odores.
Se dois odores coexistirem em um mesmo local, predominará o mais intenso, e no caso de ambos serem intensos, a percepção do cheiro alternará entre um e outro odor.
O processo de percepção dos odores acontece quando o ar que possui as moléculas aromáticas passa pelas fossas nasais e entra em contato com a mucosa olfativa.
Mucosa Olfativa
A mucosa olfativa está localizada no alto da cavidade nasal e é rica em terminações nervosas. Essas terminações possuem células olfativas que enviam impulsos ao cérebro para que estes sejam interpretados. O resultado desse processo é a identificação dos cheiros.
Essa mucosa é sensível a ponto de ser estimulada a produzir impulsos, mesmo com uma quantidade muito pequena de moléculas aromáticas.
No entanto, quanto maior for a quantidade dessas moléculas no ar, maior será a quantidade de estímulos transmitidos ao cérebro e consequentemente, maior a sensação/percepção do odor.
Essa sensação, mesmo quando muito intensa, é rapidamente assimilada pelo olfato. Ou seja, ele “acostuma-se” ao odor intenso passado pouco tempo e passa a senti-lo de forma mais amena.

Na parte inferior da cavidade nasal, está localizada a mucosa composta por diversos vasos sanguíneos.
É formada por glândulas secretoras de muco, que por sua vez são responsáveis por manter a região úmida.
Durante um resfriado, por exemplo, essas glândulas produzem muco em excesso fazendo assim com que o nariz fique entupido.
Relação entre olfato e paladar
Apesar de ser o sentido relacionado com os odores, o olfato é fundamental também para o paladar.
As papilas gustativas, localizadas majoritariamente na língua e responsáveis pela percepção dos sabores, identificam os sabores, distinguindo entre doce, salgado, amargo e ácido.
Os odores, por sua vez, são identificados pelos nervos que estão localizados no nariz. Dessa forma, as sensações são transmitidas ao cérebro de modo que os sabores possam ser reconhecidos.
Somente alguns sabores mais complexos, que misturam ácido e doce, por exemplo, exigem tanto o paladar quanto o olfato.
Muitas vezes os odores são fundamentais para identificar gostos diferentes entre sabores iguais. É possível diferenciar, por exemplo, o sabor de uma maçã do de uma pera, apesar de ambas terem sabor doce.
Quando a capacidade olfativa não está funcionando corretamente, o paladar também fica comprometido fazendo com que tenhamos a sensação de que aquilo que ingerimos está “sem gosto”.
O olfato dos animais
O olfato humano é bem menos desenvolvido que o olfato dos animais. Para se ter uma ideia, nos seres humanos, as células olfativas cobrem 10 cm2 do nariz, nos cachorros 25 cm2 e nos tubarões 60 cm2.
Enquanto uma pessoa tem cerca de 20 milhões de células sensoriais, cada uma com 6 pelos sensoriais, um cachorro, por exemplo, possui mais de 100 milhões de células sensoriais, cada uma com pelo menos 100 pelos sensoriais.
Para um cachorro sentir um determinado cheiro ele necessita de cerca de 200 mil moléculas de uma substância por metro cúbico do ar. Já para o ser humano, é preciso mais de 500 milhões de moléculas dessa substância por metro cúbico para que o odor possa ser sentido.
Isso explica a capacidade que os animais têm de sentir odores imperceptíveis pelos humanos. Além disso, justifica o fato de sentirem odores que estão a quilômetros de distância e que as pessoas só conseguem sentir quando já estão mais próximos.
Doenças do olfato
O olfato pode apresentar alguns distúrbios que afetam a sensibilidade e capacidade de percepção de cheiros e odores.
As doenças do olfato podem interferir na degustação dos aromas de bebidas e comidas, ou ainda na identificação de substâncias químicas e gases que podem gerar graves consequências.
Essa sensibilidade podem ser causadas por algum fator externo ou estarem relacionadas a algum distúrbio do organismo.
• Anosmia: representa a perda total ou parcial do olfato e atinge cerca de 1% de toda população mundial. Pessoas com anosmia não conseguem distinguir sabores específicos, somente reconhecer determinadas substâncias.
• Hiposmia: é a baixa sensibilidade olfativa.
• Parosmia: é a percepção alterada do olfato que leva a modificação de determinados cheiros.
Veja a seguir o que pode causar a distorção do sentindo do olfato:
• Infecções dos seios paranasais
• Infecções bucais
• Higiene oral insuficiente
• Dano dos nervos olfatórios
• Depressão
Algumas doenças específicas podem influenciar a percepção dos cheiros e odores, comprometendo o olfato. São elas:
• Alzheimer
• Doenças endócrinas
• Distúrbios neurológicos
• Distúrbios nutricionais
• Intoxicação por chumbo
• Parkinson
• Problemas respiratórios
• Traumatismos da face ou base do crânio
• Tumores no nariz ou cérebro
É importante destacar que os idosos apresentam diminuição do olfato, pois a a partir dos 50 anos de idade a capacidade de sentir cheiros e sabores passa a decrescer gradualmente. Essa mudança se justifica pela deterioração dos nervos responsáveis pelo olfato.

O teste da orelhinha

Quando fazer
O teste da orelhinha é um teste obrigatório e é indicado logo nos primeiros dias de vida ainda na maternidade, sendo normalmente realizado entre o 2º e o 3º dia de vida. Apesar de ser indicado para todos os recém-nascidos, alguns bebês possuem maior chance de desenvolver problemas auditivos, sendo, por isso, o teste da orelhinha muito importante. Assim, o risco do bebê ter o teste da orelhinha alterado é maior quando:

Nascimento prematuro;
Baixo peso ao nascer;
Caso de surdez na família;
Mal formação dos ossos da face ou que envolva a orelha;
A mulher teve alguma infecção durante a gravidez, como a toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus, herpes, sífilis ou HIV;
Fizeram uso de antibióticos após o nascimento.
Nesses casos é importante que, independente do resultado, o teste seja repetido após 30 dias.

O que fazer se o teste da orelhinha der alterado
O teste pode dar alterado em apenas uma orelha, quando o bebê apresenta líquido no ouvido, que pode ser o líquido amniótico. Nesse caso, deve-se repetir o teste após 1 mês.

Quando o médico identifica alguma alteração nas duas orelhas, poderá indicar imediatamente que os pais levem o bebê ao otorrinolaringologista ou fonoaudiologista para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento. Além disso pode ser preciso observar o desenvolvimento do bebê, tentando perceber se ele ouve bem. Aos 7 e 12 meses de idade, o pediatra pode realizar novamente o teste da orelhinha para avaliar como está a audição do bebê.

A tabela a seguir indica como se dá o desenvolvimento auditivo da criança:

Idade do bebê O que ele deve fazer
Recém nascido Se assusta com sons fortes
0 a 3 meses Se acalma com sons moderadamente fortes e músicas
3 a 4 meses Presta atenção nos sons e tenta imitar sons
6 a 8 meses Tenta descobrir de onde vem o som; fala coisas como ‘dada’
12 meses começa a falar as primeiras palavras, como mamã e entende ordens claras, como’ dá tchau’
18 meses fala, pelo menos, 6 palavras
2 anos fala frases usando 2 palavras como ‘ qué água’
3 anos fala frases com mais de 3 palavras e quer dar ordens
A melhor forma de saber se o bebê não escuta bem é levá-lo ao médico para realizar exames. No consultório médico o otorrino poderá realizar alguns testes que evidenciam que a criança possui alguma deficiência auditiva e se esta for confirmada, poderá indicar o uso de um aparelho auditivo que pode ser feito sob medida.

Você sente dor de garganta? Esse artigo é pra você.

Quando a criança ou o adulto apresenta uma dor na garganta ao engolir, normalmente deve se tratar de uma inflamação na faringe. Crianças muito pequenas normalmente param de comer ou choram ao se alimentar quando estão com a garganta inflamada.


A maioria das inflamações da garganta são causadas por vírus, como na gripe ou nos resfriados. Cerca de 10% dos casos porém, são causados por bactérias. O exame clínico com ajuda ou não de exames complementares como o hemograma, a cultura ou o teste rápido ajudam a diferencias estas duas situações. Entre as bactérias causadoras de faringoamigdalites, destaca-se o Streptococcus beta hemolítico. As Infecções faríngeas causadas por este germe devem ser prontamente tratadas, pois podem levar a complicações cardíacas sérias.

A amigdalite é uma inflamação específica das amígdalas, que se localizam na faringe. Nesta situação, as amígdalas se encontram inchadas, vermelhas e doloridas, eventualmente cobertas por uma secreção branca-amarelada.
Pessoas que dormem com a boca aberta podem apresentar dor da garganta pela manha pelo ressecamento da faringe durante a noite. Neste caso, além do tratamento para correção da respiração bucal, pode-se usar alguma forma para umedecer o ambiente.
Infecções nasais como as sinusites, que resultam em drenagem de secreções do nariz para a garganta, também podem causar dor.
Os tumores malignos da faringe também podem trazer dor de garganta, embora sejam bem mais raros.
Embora logicamente a duração da dor de garganta dependa da sua causa, na maioria das vezes a faringite é viral e dura de 3-5 dias. Na infecção bacteriana os sintomas regridem rapidamente após o início dos sintomas, em cerca de 24-36hrs, período após o qual o quadro deixa de ser contagioso. O retorno a atividade escolar ou o trabalho está indicado quando não houver mais febre.


Como podemos aliviar o quadro?
• Alívio da dor e da febre. Deve-se fazer uso de medicação analgésicas na dose apropriada para o peso e a idade, como a dipirona, o paracetamol ou o ibuprofeno, sempre atento à possíveis alergias ou intolerâncias medicamentosas.
• Dieta. A inflamação torna a garganta inchada e dolorida o que dificulta a ingestão de alimentos sólidos. Prefira a consistência líquida ou pastosa.
Erros comuns no tratamento da dor de garganta:
• Evite o uso de sprays analgésicos pois além de serem pouco ou nada efetivos, podem causar alergia ou irritação.
• Nunca faça uso de antibióticos por sua própria conta. A chance de você errar na escolha, dose, tempo de uso ou hora de começar é enorme. Além disto, a maioria das inflamações na garganta são de origem viral o que não requer o uso de antibióticos.
• Quando devo procurar um atendimento de emergência?
• Caso não se possa engolir nem líquidos
• Caso haja dificuldade de respirar
• Caso a criança ou o adulto pareçam muito doentes (mal estado geral)

Você sabia que a PERDA AUDITIVA pode levar a uma exaustão física e mental?

A EXAUSTÃO pela perda auditiva ocorre pelo trabalho mental extra e excesso de atenção necessária que as pessoas com alguma perda auditiva precisam no seu dia-a-dia.


▶️ A energia gasta para escutar faz com que a performance no trabalho ou mesmo em atividades rotineiras caiam.
Conversar com as pessoas num grupo de amigos, uma reunião ou escutar os sons da rua… todas essas são tarefas MUITO MAIS CANSATIVAS para quem tem perda auditiva. Além do próprio cansaço físico e mental, esse esforço pode levar a dores de cabeça, no corpo, dificuldade de concentração, ansiedade e depressão.
E NÃO é apenas em adultos que isso ocorre. Em crianças em idade escolar, MESMO UM GRAU LEVE de perda auditiva pode ser suficiente para levar a fadiga e desatenção em num dos principais momentos da vida dela: A FASE DO APRENDIZADO (levando a baixa performance escolar com o tempo).


▶️ É MUITO IMPORTANTE que os pacientes fiquem atentos para o que já esta acontecendo com seu corpo como resultado dessa perda, mesmo que ainda não seja facilmente percebido.


✅ Se você tem uma perda auditiva, a primeira etapa do tratamento é MELHORAR A AUDIÇÃO!
Isso leva a um menor gasto de energia no dia-a-dia, se refletindo rapidamente em MELHORA na qualidade de vida e melhora de performance no trabalho ou escola.
E você? Já sentiu ou está se sentindo exausto e acredita que esse cansaço possa ter relação com uma perda auditiva?
Já não é de hoje que se sabe que a perda auditiva não afeta somente o sistema auditivo. A dificuldade em ouvir prejudica o convívio social e pode ser a causa de doenças como, por exemplo, a depressão.
Contudo, além de afetar psicologicamente os pacientes, a perda auditiva pode estar relacionada ao desenvolvimento de fadiga severa e à baixa disposição física.
Essa constatação foi feita a partir de um estudo realizado por pesquisadores do Departamento de Audição e Ciência da Fala, da Universidade Vanderbilt Bill Wilkerson nos Estados Unidos. No estudo foram analisados os resultados de 149 pesquisas dos participantes com a idade média de 66 anos, os quais foram consultados acerca de suas dificuldades auditivas.
É importante notar que esses sintomas de cansaço acima do normal foram notados em pacientes com perda auditiva que não faziam uso de aparelhos auditivos. Mostrando uma relação clara entre a deficiência na audição e o cansaço físico.
Umas das revelações obtidas com o estudo foi a de que adultos que procuram ajuda para dificuldades auditivas são mais propensos a relatar baixo vigor e uma escala menor de aumento de cansaço, comparado com a população em geral. A fadiga severa, na verdade, foi o duas vezes mais elevada no grupo de pacientes analisado.
Além disso, o aumento de risco de fadiga severa e problemas de disposição parece não estar relacionados com o nível de perda auditiva. De modo geral, isso pode significar que a perda auditiva leve pode causar as mesmas sensações de baixa disposição que a perda auditiva severa causaria.
Ainda, segundo o estudo, as consequências psicológicas negativas da perda auditiva estão fortemente associadas com avaliações subjetivas de fadiga, em todos os domínios e disposição. Tal conclusão vem como forma de comprovação das sensações sentidas pelos próprios pacientes com perda auditiva.
Contudo, inúmeros estudos e diversas pesquisas feitas pelos maiores centros médicos do mundo têm revelado que a utilização de aparelhos auditivos é capaz de melhorar a qualidade de vida da maioria dos usuários de maneira significativa. Reduzindo drasticamente os impactos negativos de deficiência auditiva.
O estudo revelou que usuários de aparelho auditivo desfrutam melhor de sua saúde que os não usuários. Pessoas que usam aparelho auditivo afirmam também que se sentem menos cansadas e exaustas. Os maiores efeitos positivos causados pelo uso de aparelho auditivo estão relacionados à vida social dos usuários, ao participarem em atividades de grupo, e nas relações familiares.

Pólipo Nasal: o que é, quais os sintomas e como tratar?

O que é Polipo nasal?

O pólipo nasal é uma massa benigna originada dentro da cavidade do nariz ou nos seios da face gerada por uma inflamação e edema da mucosa existente no nariz

Tende a ser mais comum em adultos com pico por volta dos 40 anos de idade. Mas o pólipo nasal pode ocorrer em mulheres e mais raramente em crianças.

O que causa o Pólipo nasal?

As causas dos pólipos nasais ainda não são completamente conhecidas, apesar dos enormes avanços nos últimos anos em relação ao conhecimento de sua origem. Existem fatores relacionados a própria pessoa como genética, alergia, anatomia, imunidade e fatores externos como os microorganismos, estilo de vida, etc. A junção de vários fatores leve a inflamação da mucosa do nariz gerando o crescimento dos pólipos nasais.

Quais os Fatores de Risco para Pólipos nasais?

O pólipo nasal pode estar associado a:

  • Asma
  • Alergia a AAS, Dipirona e Anti-inflamatórios
  • Rinite alérgica
  • Fibrose Cística
  • Discinesias ciliares

Quais os principais sintomas do Pólipo Nasal?

O pólipo nasal geralmente esta associado a um quadro de Rinossinusite Crônica. No inicio podem gerar poucos sintomas, mas a medida que o tempo passa e não se realiza um tratamento, podem aumentar de número e tamanho, ocupando toda a cavidade nasal.

Os principais sintomas dos pólipos nasais são:

  • Congestão nasal,
  • Obstrução nasal,
  • Dor facial,
  • Secreção nasal,
  • Perda ou diminuição do olfato

Diagnosticando o Pólipo Nasal

O médico especialista no diagnóstico e tratamento do pólipo nasal é o Otorrinolaringologista. Ele irá realizar uma consulta completa com uma série de perguntas sobre os sintomas, estilo de vida, historia familiar, alergias, presença de outras doenças, etc.

Ao exame físico será acrescido de um exame de filmagem do nariz, chamado Nasofibroscopia flexível ou rígida, de forma a identificar a existência e extensão da polipose na cavidade nasal. Também pode ser necessário um exame de Tomografia Computadorizada para avaliar o acometimento dos seios da face, com avaliação de riqueza de detalhes da anatomia de cada paciente.

Alguns exames de sangue, ou testes alérgicos eventualmente também podem ser necessários para direcionar o tratamento mais adequado.

Tratamento do Pólipo Nasal

O tratamento do pólipo nasal com rinossinusite depende do fator associado, mas baseia-se essencialmente no tratamento clínico com medicamentos, associado a cirurgia para casos que não melhoram.

– Tratamento Clínico

O objetivo do tratamento clinico é a diminuição da inflamação dentro do nariz. O tratamento de escolha são os corticoides nasais tópicos, que funcionam como um anti-inflamatório. Mas devem ser indicados de forma correta sempre por um especialista, pois existem efeitos colaterais que devem ser avaliados individualmente, já que serão utilizados por um período longo.

Em casos selecionados, antibióticos podem ser prescritos, assim como tratamentos antialérgicos, entre outros. Medicamentos chamados imunobiológicos tem uma grande promessa para melhora da inflamação nasal e estão aos poucos chegando no Brasil para tratar casos específicos e graves de Rinossinusite crônica com pólipo nasal.

– Tratamento Cirúrgico do Pólipo Nasal

O tratamento cirúrgico do pólipo nasal com rinossinusite tem papel complementar e está direcionado a falha do tratamento clínico. Os objetivos são restaurar a drenagem dos seios da face e melhorar a respiração.

As técnicas variam de acordo com cada caso, desde cirurgias mais conservadoras, até cirurgias extensas, a depender do grau da doença.

O Pólipo Nasal tem cura?

A cirurgia não oferece uma solução definitiva, pois os pólipos tendem a reaparecer com o tempo. Por isso é importante manter o tratamento medicamentoso, mesmo após a cirurgia.

Existem outras Doenças que se parecem com Pólipo Nasal

Devem ser avaliadas minuciosamente pelo médico otorrinolaringologista para o diagnóstico diferencial pois os tratamento diferem entre si.

  • Papiloma invertido
  • Angiofibroma
  • Tumores benignos
  • Tumores malignos
  • Pólipo antrocoanal

Fonte: Modificado de Tratado de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial 2 ed.

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Como identificar os diferentes tipos de otites?

Otite é a inflamação do ouvido que pode ter causas bacterianas, virais ou por fungos.

COMO IDENTIFICAR?

Os sintomas variam de acordo com o tipo de otite. Os sintomas mais evidentes são diminuição da audição, dor local, podendo ocorrer febre. O exame de otoscopia, realizado pelo otorrino, visualizando o canal auditivo e a membrana timpânica ajudarão no diagnóstico. Abaixo temos os 3 principais tipos de otite:

OTITE MÉDIA
Ocorre quando há acumulo de liquido no ouvido médio- atrás do tímpano, onde deveria ter apenas ar. Esses fluidos costumam a aparecer após quadro de gripe, resfriado, sinusite. Com o acúmulo de liquido, pode haver proliferação de vírus e bactérias. Ela costuma acontecer mais em bebês e crianças, mas adultos também são susceptíveis.

A depender da causa da infecção (se bacteriana ou viral), a condição pode ser tratada com o uso de medicamentos tópicos ou comprimidos. O diagnóstico deve ser feito por um médico e não é recomendado o tratamento por conta própria.

OTITE EXTERNA
A otite externa ocorre principalmente por conta de água que entrou no ouvido e não saiu ou traumas e manipulação excessiva do conduto auditivo. Nesse caso, a inflamação ocorre na porção externa do ouvido, como o pavilhão auricular ou o meato acústico externo. A forma de detectar esse tipo de otite é a sensação de ter água no ouvido e o abafamento de sons.

É importante que o paciente não tente resolver o problema com o uso de cotonetes ou outros objetos que podem perfurar o tímpano e causar um estrago ainda maior.

OTITE INTERNA
A otite interna atinge os canais internos do ouvido (cóclea e canais semicirculares), que são responsáveis pelo equilíbrio. Qualquer inflamação nessa região pode causar vertigem, tontura e outros sinais comuns da labirintite. Por ser considerada outro tipo de doença, requer acompanhamento médico para que seja tratada.

COMO PREVENIR?

Não introduzir nenhum corpo estranho no ouvido. Também devemos manter os ouvidos longe de umidade, sempre os deixando secos após o banho. Para as otites médias a prevenção é a mesma em relação a gripes e resfriados. Vacinas contra gripe também auxiliam na prevenção.

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