O que é Ceratocone? Qual sua relação com Rinite Alérgica?

O Ceratocone é uma doença dos olhos que atinge diretamente a córnea. Com isso, essa estrutura fica curvada para fora do olho, semelhante a um “cone”. A principal causa é o HÁBITO DE COÇAR OS OLHOS e os sintomas variam de acordo com o grau da doença.
Por isso algumas alergias podem acelerar seu desenvolvimento, como a Rinite Alérgica que faz o paciente coçar os olhos com frequência.

O que é o Ceratocone?
O ceratocone é uma doença ocular que deixa a córnea do olho curvada para a frente, ficando semelhante a um cone — daí a terminologia da doença.

A córnea é uma estrutura transparente localizada na parte anterior do olho, que pode ser comparada ao “vidro de um relógio”. Ela é responsável por proteger o restante do olho contra poeira e substâncias nocivas, além de regular a entrada da luz que é projetada na retina.

O ceratocone ocorre com mais frequência na adolescência, podendo se estabilizar com o tempo ou prolongar-se aproximadamente até os 35 anos de idade. Sua progressão geralmente é lenta, e os seus sintomas — como visão desfocada e sensibilidade à luz — podem ser facilmente confundidos com outras doenças, em especial, o astigmatismo.

Nesse sentido, consultar-se regularmente com o oftalmologista permite identificar o quanto antes o ceratocone, bem como descartar a possibilidade de outras doenças.

Causas e Fatores de Risco do Ceratocone
Ainda não é possível determinar a causa exata da ceratocone. Estudos sugerem que ela ocorre devido a inúmeros fatores, tanto hereditários quanto ambientais. Contudo, existem alguns fatores de risco que podem contribuir ou acelerar o desenvolvimento da doença. São eles:

-Histórico familiar de ceratocone;
-Coçar ou esfregar o olho com frequência;
-Possuir algumas condições alérgicas que instiguem a coçar o olho, como RINITE ALÉRGICA, asma ou dermatite (alergia de pele);
-Ser portador da Síndrome de Down ou da Síndrome de Ehlers-Danlos.
-Por que coçar os olhos pode contribuir para o ceratocone?
-Esfregar os olhos com frequência favorece o surgimento e agravamento do ceratocone porque o trauma contínuo sofrido pelo olho, vai, gradativamente, fragilizando e rompendo as fibras que mantêm a córnea estável.

Nesse sentido, é muito importante evitar ou eliminar os fatores que levam a sentir vontade de coçar os olhos, como evitar alergênicos, como poeira e pólen, ou tratar crises alérgicas decorrentes de tais substâncias.

Sintomas do Ceratocone
Existem casos específicos em que o ceratocone não apresenta sintomas. No entanto, quando eles aparecem, podem variar de acordo com o grau do ceratocone.

A seguir, conheça os principais sintomas que podem ocorrer:

-Desfoque da visão (podendo evoluir com o agravamento da doença);
-Aumento da sensibilidade à luz (fotofobia);
-Dificuldades para enxergar à noite;
-Dificuldades para realizar atividades rotineiras, como ler e dirigir;
-Visão dupla (diplopia);
-Surgimento ou aumento de miopia e astigmatismo.
-Para quem já trata algum erro refrativo, o ceratocone pode aumentar o grau ocular, sendo necessário adequar os óculos e as lentes de contato, ou reaver o tratamento.

Além dos sintomas citados acima, o ceratocone pode evoluir e gerar complicações mais graves.

É o caso, por exemplo, do chamado Sinal de Munson — que é quando a pálpebra inferior do olho recua quando a pessoa olha para baixo — e a hidropsia corneana — que gera uma perda aguda da visão.

Diagnóstico
Para que o diagnóstico da doença seja realizado, o oftalmologista irá avaliar o seu histórico médico e familiar, e realizar alguns exames oculares para avaliar o estado do seu olho e da sua córnea.

É o médico quem irá avaliar a necessidade de cada exame, ou indicar a realização de demais exames complementares.

É possível prevenir?
Como o ceratocone ainda possui uma causa exata desconhecida, não existe uma maneira comprovada de prevenir a doença. Contudo, sabe-se que o seu desenvolvimento está associado ao hábito contínuo de coçar os olhos. Por isso, é altamente recomendado que você evite essa prática ao máximo.

E onde entra o otorrino nessa história? O diagnóstico e tratamento correto da Rinite auxilia MUITO na prevenção e controle do ceratocone. Utilização do controle ambiental e uso das medicações corretas implicam em melhor qualidade de vida para o nariz e para os olhos também!!

👉🎥Veja o vídeo abaixo mostrando em exame de ressonância magnética o que acontece quando coçamos os olhos.. como um simples movimento causa um trauma ocular:

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‍👩‍⚕ Dra Milene Lopes Frota
Otorrinolaringologista dramilenefrota.com.br
Av. Raja Gabáglia 2000, Torre 2, salas 505/506
Luxemburgo – BH/MG / WhatsApp: (31) 99839-6075

O uso inadequado dos fones de ouvido pode prejudicar sua audição

Somos frequentemente avisados sobre os perigos que nossa audição pode sofrer, caso não tenhamos cuidado com ela. Um dos assuntos mais comentados nesse sentido tem relação com música: os fones de ouvidos fazem mesmo mal para a saúde auditiva?

No caso dos fones de ouvido, se você ouvir música com o volume acima da metade, já estará com uma emissão de 90 dB! Isso significa que com algumas horas de música nessa altura, poderá ter muitos danos negativos em sua audição.

Alguns dos problemas mais comuns que acontecem a partir desse hábito é o zumbido no ouvido.
Atualmente é comum vermos jovens que passam parte do dia com fones nos ouvidos. Mas são poucos os que usam este equipamento adequadamente e que sabem que seu uso prolongado e com potência elevada pode causar danos irreversíveis à audição. Por isso, especialistas acreditam que a Perda Auditiva Induzida por Ruído dentro de alguns anos será comum nessa nova geração.

O tempo de permanência com os fones, aliado ao volume inadequado, são os principais fatores que podem danificar a audição.
Vale ressaltar que usar apenas um fone revezando o ouvido que é exposto não diminui os riscos de sofrer uma lesão.

Mas quem não consegue deixar os fones de lado, uma dica é sempre dar um descanso de pelo menos 10 minutos aos ouvidos a cada 1h de uso do fone. Outra questão é escolher o tipo de equipamento adequado. A sugestão seria de optar pelos fones externos, tipo concha, que não são tão invasivos.

O problema não está no fone em si, mas no volume que você escuta!
Se você perceber que está ouvindo música muito alta nos fones de ouvido, passe a reduzir e escutar as canções no volume médio ou abaixo dele, para não desenvolver um problema no futuro.

Dra. Milene Lopes Frota
Otorrinolaringologista
Belo Horizonte/BH
(31)99839-6075
otorrino@dramilenefrota.com.br

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5 Problemas na língua e suas causas

A língua é um músculo muito importante para o funcionamento correto do corpo humano. É por meio dela que podemos sentir o sabor de nossas comidas preferidas, conversar com os amigos e digerir os alimentos corretamente. Entretanto, essa parte do corpo também sofre com problemas e doenças e, para mantê-la saudável, é preciso ficar atento a alguns cuidados.
Além de doenças específicas, a língua também pode sinalizar outros problemas como doenças virais, anemias, etc. Por isso, é necessário dar atenção à sua aparência e textura para identificar sinais estranhos e alterações.
Neste post, vamos apresentar a você os problemas na língua mais comuns, suas causas, como tratar e as melhores formas de prevenção. Quer entender melhor o assunto? Então confira na leitura!

1. Língua pilosa


A língua pilosa não é um problema grave. Ela acontece quando existe um acúmulo de ceratina, fungos ou bactérias nas papilas gustativas, que ficam mais alongadas, dando uma aparência de pelos na língua. Esse tipo de alteração pode estar associado ao escurecimento das papilas, também conhecido como língua pilosa negra.
O problema pode ser causado por má higiene, tabagismo, infecções e reação adversa a alguns medicamentos. Seu tratamento é simples, sendo necessário apenas focar na higiene bucal, suspender o uso de tabaco e consultar um médico para substituir medicamentos, caso essa seja a causa.
Melhorando a higiene da língua, os sintomas devem desaparecer após uma semana. No entanto, caso persistam, procure um otorrinolaringologista para verificar a necessidade de recorrer a medicamentos antifúngicos ou antibióticos.

2. Afta


A afta é outro problema bastante comum, que afeta tanto a língua, quanto a boca por completo. É caracterizada por pequenas lesões arredondadas que causam muita dor e, muitas vezes, dificultam a alimentação e a fala. Seu aparecimento pode estar relacionado a fatores como:
• consumo de alimentos cítricos como abacaxi e limão;
• alteração do pH da boca, causado pela má digestão;
• carência de vitaminas;
• mordida na língua;
• alergias alimentares;
• estresse;
• doenças autoimunes;
• uso de aparelho.
Normalmente, as aftas desaparecem de forma espontânea após 7 ou 10 dias, sem deixar cicatrizes.
Durante esses dias, algumas dicas podem ajudar a lidar com o desconforto. É útil, por exemplo, aplicar gelo local gentilmente próximo a lesão para anestesiar e utilizar um enxaguante bucal sem álcool com regularidade com orientação profissional.

3. Macroglossia


Pacientes com macroglossia apresentam aumento das dimensões da língua, podendo sofrer com dificuldades na respiração, fala, mastigação e lacerações devido ao constante trauma dos dentes com a borda do músculo.
A condição, mais frequente em crianças e adultos jovens, pode estar associada a vários fatores como:
• tumores na língua;
• más-formações congênitas;
• síndrome de Down;
• alergias;
• diabetes neonatal;
O diagnóstico é feito por exame clínico e investigação de outras doenças associadas ao problema. Já o tratamento depende da gravidade do caso. Casos muito brandos não exigem nenhum tratamento, enquanto outros, mais graves, podem demandar aparelhos ortodônticos e até cirurgias.

4. Sapinho


O sapinho ou candidíase oral é uma doença caracterizada pelo surgimento de placas esbranquiçadas na língua e interior da boca, vermelhidão, sensação de ardência e sabor desagradável. Ela ocorre devido a uma infecção causada por fungos e não é contagiosa.
Alguns fatores como falta de higiene, fumo e uso de medicamentos podem favorecer o desenvolvimento da doença.
No entanto, alguns grupos de pessoas são mais susceptíveis ao problema. É o caso de bebês recém-nascidos, usuários de próteses dentárias, pessoas em tratamento com antibióticos, com alimentação inadequada ou sistema imunológico debilitado (caso, por exemplo, de pacientes com HIV e transplantados).
O tratamento é feito com remédios antifúngicos em forma de gel ou creme aplicados de forma tópica. Após o início do tratamento, os sintomas devem desaparecer em duas semanas. No caso do sapinho causado por medicamentos, é preciso conversas com seu médico para verificar a possibilidade de mudar a dosagem ou substituir a medicação.
Apesar de ser uma doença que não causa grandes complicações, é preciso ficar atento quando a candidíase oral acontece em bebês. Isso porque a infecção pode gerar dificuldades na ingestão de alimentos, levando a perda de peso e prejudicando a saúde. Portanto, caso note os sintomas, é preciso procurar um médico para evitar outros danos.

5. Câncer bucal


Mais grave que os anteriores, o câncer bucal também é um problema que pode afetar essa parte da boca. É mais frequente em homens com mais de 40 anos e tem como principais fatores de risco o consumo excessivo de álcool e fumo, combinados.
Esse tipo de câncer deve ser diagnosticado precocemente. Entre os sintomas, estão:

• feridas e lesões no interior da boca que não apresentam melhora;
• dificuldade de mastigar e engolir;
• caroços ou inchaços endurecidos que não melhoram;
• falta de sensibilidade ou sensação de dormência

Para prevenir a maioria das alterações na região da língua e boca, é necessário manter uma boa higiene bucal e evitar maus hábitos como o fumo. Não esqueça que a língua também deve ser escovada para complementar a limpeza dos dentes.

Visitar um dentista com regularidade também é fundamental para garantir a saúde da sua boca e, assim, evitar problemas que podem gerar transtornos. Ao notar qualquer alteração na aparência e textura da língua, não hesite em procurar um otorrinolaringologista.

Cefaleia Rinogênica: tudo o que você precisa saber e como tratar

Cefaleia Rinogênica – Que atire a primeira pedra quem nunca sentiu dor de cabeça ao menos uma vez na vida. Esta dor chata pode ter várias causas e uma delas é nasal. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) a dor de cabeça é considerada umas das 20 dores mais impactantes que alguém pode ter.

“a dor de cabeça é mais conhecida entre os médicos como cefaleia. E quando a dor é persistente e recorrente há inúmeras causas a serem investigadas antes de iniciar o tratamento”.

Cefaleia Rinogênica

Existe um tipo de dor de cabeça chamada cefaleia rinogênica. O nome que esse tipo de dor de cabeça recebeu é por ser de origem de problemas nasais. Normalmente a causa desse problema fica localizada na região da face, mais precisamente na região nasal, ao redor dos olhos e frontal.
Esse tipo de cefaleia costuma ser confundida com sinusite. E é por este exato motivo, que o diagnóstico precisa ser feito com eficácia e corretamente, pois o tratamento da cefaleia rinogênica é muito diferente de uma sinusite.

Otorrinolaringologista é o médico especialista para esse diagnóstico
Justamente por ser facilmente confundido com sinusite, outra doença que o otorrino trata, esse tipo de enfermidade, deve ser tratada por um otorrinolaringologista. Essa especialidade médica tem os conhecimentos necessários para distinguir uma doença da outra e oferecer o tratamento mais adequado.

A Cefaleia Rinogênica costuma ser causada por grandes desvios de septo ou cornetos médios bolhosos. O diagnóstico pode ser feito através da história clínica e do exame otorrinolaringológico.

E como tratar a Cefaleia Rinogênica?

Na maioria dos casos a cirurgia para a correção do septo pode ser a solução, pois a principal causa da cefaleia rinogênica é o desvio do septo nasal. Quando o desvio é acentuado, há um contato entre as estruturas no interior do nariz. Isso leva a um processo inflamatório que resulta na dor. “mais de 20% da população brasileira sofre deste tipo de desvio nasal”.

A dor por cefaléa rinogênica requer um tratamento específico. Além disso, o tratamento errado pode prejudicar ainda mais o paciente. “A automedicação, ou seja, sem orientação médica, na tentativa de aliviar a dor é prejudicial e pode, muitas vezes, levar o paciente à quadros mais graves, pois pode esconder sintomas mais sérios. A dor de cabeça, apesar de comum, é um problema sério e requer atenção em todos os casos. Consulte sempre um otorrino para realização de diagnóstico correto. Sua saúde agradece.

Videonasolaringoscopia: o que é e como é realizado esse exame?

A videonasofaringolaringoscopia trata-se de um exame de imagem indicado pelo médico otorrinolaringologista para visualizar as estruturas do nariz, faringe e laringe. De forma geral, o procedimento é realizado com o objetivo de investigar as causas de obstrução nasal, tosse crônica, ronco, rouquidão, dificuldade para engolir,por exemplo.

O otorrinolaringologista é o médico responsável pelo estudo, cuidado e tratamento de áreas como ouvido (oto), nariz (rino) e garganta (laringo). Por isso, é este profissional que está apto a investigar as queixas trazidas pelo paciente, diagnosticar distúrbios ou doenças através de uma análise clínica ou de exames solicitados, como é o caso da videonasofaringolaringoscopia.

Como é feito o exame de videonasofaringolaringoscopia?

A videonaso, como é popularmente chamada, é um exame que pode ser realizado no próprio consultório médico do otorrino ou em uma enfermaria, em função de sua simplicidade e rapidez. O exame é realizado com a auxílio de um aparelho formado de uma fibra ótica flexível que possui uma microcâmera acoplada em uma das suas extremidades, o qual pode ser inserido pela abertura nasal do paciente, a fim de serem observadas as estruturas ali presentes, como por exemplo as cavidades nasais, rinofaringe e hipofaringe e laringe. Durante o procedimento, o médico poderá solicitar que o indivíduo fale ou respire de forma orientada por ele. Assim, a câmera pode captar, registrar ou ampliar imagens ou sons produzidos que poderão fornecer material para realização de diagnóstico.

Para alguns pacientes pode haver um pequeno desconforto durante a realização do procedimento, e por isso pode ser realizado com ou sem anestésicos tópicos. No entanto, não há restrições após o exame, de forma que o paciente pode voltar à sua rotina normal no mesmo dia. O exame pode ser realizado em todas as idades a partir da avaliação e pedido do médico otorrinolaringologista. O médico otorrinolaringologista pode realizar o exame no próprio consultório

Quando esse exame é indicado?

O principal objetivo do exame de videonasofaringolaringoscopia é a visualização ou identificação de alterações presentes na cavidade nasal, faringe e laringe, os quais podem indicar doença não identificáveis sem o aparelho. De forma geral, é solicitado este exame para observação de:

• Presença de alterações nas cordas vocais
• Sinusites
• Tosse crônica;
• Rouquidão;
• Dificuldade para engolir;
• Alterações que possam ser indicativas de câncer;
• Causa de dificuldade respiratória;
• Aumento das adenóides em crianças;
• entre outros casos.

O exame também pode ser solicitado para investigar a condição das pregas vocais de artistas, cantores, palestrantes ou pessoas que fazem uso da voz de maneira mais apurada e precisam ficar atentos à alterações na qualidade da voz. Assim, a videonasofaringolaringoscopia poderá auxiliar na identificação de lesões anatômicas e distúrbios funcionais, quando houver.

Quando procurar um otorrinolaringologista?

Dentre os sintomas mais comuns que merecem atenção e são um indicativo de que você deve procurar este profissional estão: obstrução nasal, sangramento no nariz, secreção crônica, dificuldades para engolir, sensação de ouvidos tampados, rouquidão; alergia das vias respiratórias; ronco e apneia do sono; entre outros. Ao sentir alguns desses sintomas é importante buscar orientação médica, uma vez que há diversas doenças relacionadas a esses quadros, e quanto antes forem diagnosticadas, melhores e mais eficazes serão os tratamentos.

Caso os sintomas não sejam duradouros, mas ocorram muitas vezes ao ano, como por exemplo; sinusites, doenças alérgicas, sangramentos… o ideal é procurar o otorrino para investigar se há alguma alteração congênita ou quadro crônico de doenças que devem ser acompanhados ou até mesmo solucionadas através de medicações ou cirurgias.

Veja abaixo um exemplo de videonasofaringolaringoscopia:

Sangramento nasal ou epistaxe: quais são as causas? O que se deve fazer? O que não fazer quando o nariz sangra? E após o sangramento?

O sangramento nasal, também chamado epistaxe, é a perda de sangue pelo nariz, que geralmente ocorre em apenas uma das narinas. Os sangramentos esporádicos e eventuais são muito comuns e a maioria deles acontece por causas banais, como uma irritação da mucosa nasal por um agente agressor ou um resfriado comum. No entanto, o sangramento nasal pode também ser denunciador de problemas mais graves, como uma pressão arterial muito elevada ou transtornos da coagulação do sangue, por exemplo. Para alguns pacientes o sangramento nasal de qualquer natureza pode ser assustador, mas raramente representa alguma ameaça séria à saúde.

Os sangramentos nasais são mais frequentes no inverno, quando os fatores ambientais predisponentes são mais comuns. A maioria deles tem sua origem na parte anterior do septo nasal e podem ser facilmente contidos. Os sangramentos nasais que ocorrem na porção mais alta do septo podem ser de mais difícil controle.

Por que o nariz sangra?
O nariz é muito vascularizado por pequenos vasos sanguíneos, sobretudo em sua porção anterior, os quais se rompem e sangram facilmente, seja por condições locais ou por repercussão de problemas gerais. Basta a mucosa se ressecar pelo ar que penetra no nariz que ela forma crostas que podem sangrar quando irritadas ou retiradas. Muitas vezes o sangramento ocorre pelo simples ato de assoar o nariz ou acontece por causa da baixa umidade ou de alguma outra afecção nasal simples, como alergias ou resfriados, por exemplo. Pode também acontecer que a pessoa exteriorize pelo nariz um sangue que não tenha origem nasal, como no caso de traumatismos ou tumores de regiões vizinhas.

Epistaxe
Quais são as causas de sangramento nasal?
São múltiplas as razões de sangramento pelo nariz, indo desde causas mecânicas até outras devidas a constituições hereditárias. Entre as causas mecânicas estão incluídos:

Traumatismos nasais causados por objetos estranhos introduzidos no nariz.
Ato de assoar o nariz com muita força.
Hábito de levar o dedo ao nariz.
Ar muito frio e/ou seco.
Espirros repetidos.
Substâncias irritantes.
Cirurgias nasais ou perinasais, etc.
Os sangramentos pelo nariz também podem acontecer em razão de rinites, uso excessivo de descongestionantes ou infecção das vias respiratórias superiores.

Sangramentos repetitivos e muito frequentes também podem ser sinal de telangiectasia hemorrágica hereditária (Síndrome de Osler-Weber-Rendu), de tumor no nariz ou nos seios nasais. Alguns anticoagulantes podem precipitar ou agravar sangramentos nasais.

O que fazer quando o nariz sangra?
A grande maioria dos sangramentos nasais é autolimitada e se resolve sem intervenção do médico. Inicialmente, a pessoa deve manter-se confortavelmente assentada, inclinada para frente, procurando encostar o queixo no peito, para evitar engolir sangue ou que ele escorra para as vias aéreas, e comprimir o nariz por cinco minutos fazendo uma pinça com os dedos polegar e indicador, de modo que as narinas fiquem fechadas, respirando pela boca. Depois desse tempo, deve descomprimir lentamente o nariz. Algumas pessoas só precisarão fazer isso por cinco minutos, mas se ao final desse tempo o sangramento não tiver parado, devem repetir o procedimento por dez minutos ou mais, antes de verificar de novo se o sangramento parou. Além disso, deve-se aplicar gelo ou compressas frias sobre dorso do nariz. A maior parte dos sangramentos nasais cede com esses procedimentos. Se mesmo assim o sangramento continuar, pode-se usar localmente um algodão embebido em um vasoconstritor (Afrin ou NeoSinefrina, por exemplo) na tentativa de fechar os vasos sanguíneos menores. Como a maioria dos sangramentos nasais ocorre a partir da parte anterior e frontal do nariz, esses procedimentos geralmente bastam. Apenas em casos excepcionais, em que o sangramento não pare, mantenha o nariz comprimido e recorra ao médico. Sangramentos na parte alta ou posterior do nariz ou em pessoas com distúrbios da coagulação do sangue podem exigir procedimentos médicos mais incisivos.

O que não se deve fazer quando o nariz sagra?

Não deite ou incline a cabeça para trás enquanto houver um sangramento nasal. Isso tanto facilita a circulação do sangue na direção do nariz, quanto facilita que o sangue se dirija para a parte posterior dele e seja engolido ou que escorra para as vias respiratórias ou forme grandes coágulos que possam obstruí-la.

Evite fungar ou assoar o nariz durante várias horas após um sangramento nasal, porque isso pode remover o coágulo que esteja tamponando o sangramento e ele pode recomeçar.

E depois do sangramento, o que fazer?
Se você ficou em dúvida quanto à causa do sangramento, procure um médico para esclarecê-la e tratá-la, se for o caso.
Suspender, ou não o uso de anticoagulantes deve ser criteriosamente discutido com o médico.
Evite espirros violentos.
Se o tratamento tiver sido a cauterização( em alguns casos) utilize o creme ou a pomada que seu médico orientou
Evite ambiente muito seco ou frio. Evite ar condicionado.
Hidrate o nariz com soro fisiológico.

Por que o ar frio e seco pode ocasionar sintomas de rinite irritativa e obstrução nasal?

👉 Uma hipótese para isso acontecer é que a mucosa que reveste o nariz dos indivíduos sensíveis ao ar frio e seco não é capaz de compensar a perda de água que ocorre com essa mudança ambiental.

❓O que fazer?

👃🏻Lavar o nariz com soro fisiológico é efetivo para diminuir os sintomas.

👉O uso do soro para lavar a cavidade nasal é :
❗️capaz de deixar o muco menos espesso,
❗️o torna mais facilmente removível,
❗️melhora o batimento dos cílios existentes na mucosa do nariz, ❗️além de retirar alguns agentes irritantes responsáveis por desencadear a obstrução nasal, secreção, espirros e coceira.

💦Pode ser utilizado por meio de sprays, seringa, ou garrafinhas.

👍🏼É seguro,barato e fácil de realizar!

☃️🧣Você é dessas pessoas que sofrem com mudança drástica de temperatura?

Você sente coceira no ouvido?

Por mais que pareça um sintoma simples e comum, a queixa de coceira no ouvido pode ser decorrente de várias situações. Isso se deve a anatomia e composição do ouvido externo, que é uma região mais delicada do corpo, além de manter contato com o meio externo, e pode inclusive manifestar doenças sistêmicas.

A seguir, saiba mais sobre a condição!
Quais as causas mais comuns da coceira no ouvido?
A coceira no ouvido pode revelar uma série de condições e, dentre elas, destacamos:

1) Infecção
Também chamada de otite externa, trata-se de um quadro em que ocorrem infecção e inflamação da pele que recobre o conduto auditivo externa. Assim, há infecção por microorganismos, que podem ser fungos, vírus ou bactérias.
Outros sintomas podem estar presentes, como a dor, febre e secreções. O tratamento é feito conforme a causa do quadro.

2) Pele seca
Na orelha externa, existem glândulas responsáveis pela produção do cerúmen, que tem como função proteger e lubrificar o tecido. A deficiência na produção deste composto também pode ser a causa da coceira.

3) Lesão do tecido
O uso de hastes flexíveis (cotonetes), palitos ou quaisquer outros objetos no interior do ouvido podem lesionar o epitélio (que é o tecido de revestimento) e, assim, causar infecção e prurido. A própria remoção excessiva do cerume pode causar coceira, ou déficit na sua produção, por perda do fator de proteção.

4) Doenças autoimunes
Em algumas condições autoimunes, como a psoríase, uma das primeiras manifestações da doença pode ser na pele do conduto auditivo e, inclusive, como a coceira no ouvido.

Por isso, sempre é importante investigar tal sintoma!
O que deve ser feito quando há coceira no ouvido?
“Quando o sintoma estiver interferindo na qualidade de vida do indivíduo e causando incômodos, deve-se procurar um especialista, que é o otorrinolaringologista. O tratamento, na maioria dos casos, é bem efetivo e feito através do uso de medicamentos e de medidas protetivas. Para maiores esclarecimentos, consulte um profissional de sua confiança!

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Água no ouvido, quando e como se livrar?

A sensação de água no ouvido é muito comum, e pode acontecer quando tomamos banho, entramos na piscina ou ao visitar o cabeleireiro. Por exemplo, quando mergulhamos, a água tem pressão para entrar no conduto auditivo, mas não tem pressão suficiente para sair.
Em algumas situações, quando temos excesso de cera no ouvido, essa cera pode obstruir a passagem da água que entrou, causando a sensação de água no ouvido. Ou essa sensação pode ser porque entrou só a água mesmo, sem obstrução por cerume.

Se o problema for a cera é preciso retirar essa cera para que a água consiga sair. Nesse caso o ideal é procurar a ajuda de um otorrinolaringologista, já que, conforme contamos aqui, o uso de hastes flexíveis pode empurrar essa cera mais para o fundo, causando um dano ainda maior.

Chacoalhar pode funcionar!
Porém, se o problema for a presença de água no ouvido, cuidado com as dicas que ouvimos por aí. Inicialmente, podemos chacoalhar levemente a cabeça, a fim de facilitar a saída da água.
O importante é o acompanhamento frequente com otorrinolaringologista, especialmente quem pratica atividades aquáticas e antes de viagens. Vale lembrar que apenas um médico tem o conhecimento e instrumentos necessários para saber diferenciar os dois casos, então, na dúvida, consulte um médico.

Algumas pessoas sofrem mais com problema de acúmulo de água no ouvido. Isso porque a orelha tem um conduto tortuoso, ou seja, normalmente ele não é reto. Se a tortuosidade for grande, pode predispor ao acúmulo de cera e/ou de água, e isso pode acontecer mais de um lado do que de outro.
Se a pessoa perceber que está acumulando água com frequência no ouvido deve procurar um médico, bem como nos casos em que a região estiver muito ressecada. Entrar água no ouvido é normal, por isso o organismo produz a cera, uma proteção natural. Além de proteger, o cerume hidrata, impermeabiliza e impede a entrada de bichinhos.

Usa descongestionante? ATENÇÃO!

O nariz entupido é uma queixa muito frequente que está relacionada, principalmente, com doenças alérgicas (como a rinite) e quadros de gripe ou resfriado. Uma das formas de tentar conter o desconforto é através do uso do descongestionante nasal, que é aplicado diretamente nas narinas.

Como o descongestionante nasal age?

O principal mecanismo de ação do descongestionante está sobre os vasos sanguíneos do nariz, que ao receberem o medicamento, tendem a estreitar, e assim, diminuir o fluxo de sangue e desobstruir as fossas nasais.
Com isso, é de se esperar que a ação seja local e amenize os desconfortos dos pacientes. Entretanto, devem ser utilizados com muita cautela, por 3 a 5 dias, no máximo.

Caso sejam utilizados com frequência, ou de forma crônica, podem trazer inúmeros efeitos colaterais, alguns deles muito sérios e perigosos. Isso porque esse tipo de medicação tende a ser muito absorvido pela mucosa nasal, e gerar efeitos sistêmicos, isto é, no corpo todo.

Quais as consequências do uso de descongestionante?

Basicamente, o mesmo efeito que ocorre no nariz, vai ocorrer nas artérias e veias de todo o corpo, podendo resultando em:

• Aumento da pressão arterial;
• Aumento da frequência cardíaca;
• Acidente vascular encefálico;
• Arritmias;
• Alterações no sistema nervoso central;
• Alterações renais;
• Dores de cabeça.

Além disso, o uso contínuo do medicamento por mais de 5 dias pode predispor a dependência ao mesmo, necessitando de doses cada vez maiores para obter algum efeito.

<<Riscos que a perda do olfato traz>>

Como agir?

A forma consciente de usar um descongestionante é através da dose recomendada pelo seu médico, apenas quando os sintomas estiverem muito intensos e em situações muito específicas. O ideal é não utilizá-los de forma rotineira, sem indicação médica. Existem medicações mais apropriadas para desobstruir o nariz de forma segura e duradoura, que atuam somente no nariz, com pouca repercussão no restante do organismo. Procure seu otorrinolaringologista de confiança para um seguimento adequado e individualizado.

Evitar a automedicação também é essencial para reduzir os riscos e as complicações. Portanto, só utilize descongestionante nasal quando houver prescrição médica. Descontinue o uso no aparecimento de qualquer sintoma. E avise sempre seu médico se você tiver algum problema cardiovascular, respiratório ou metabólico.