Síndrome da Boca Ardente

A síndrome da boca ardente, ou SBA, é caracterizada pela ardência de qualquer região da boca sem que hajam alterações clínicas visíveis. Essa síndrome é mais comum em mulheres entre 40 a 60 anos, mas pode acontecer em qualquer pessoa.

Nessa síndrome há dor que piora ao longo do dia, boca seca e gosto metálico ou amargo na boca, sendo importante consultar o dentista ou o otorrinolaringologista para que sejam avaliados os sintomas e seja feito o diagnóstico, que é feito baseado nos sintomas, história clínica do paciente e resultado de exames que buscam identificar a causa da síndrome.

O tratamento é feito de acordo com a causa e tem como objetivo aliviar os sintomas, podendo ser feito com o uso de medicamentos ou mudança no estilo de vida, ou seja, por meio de uma alimentação saudável e que não contenha alimentos apimentados, além de atividades que promovam o relaxamento, uma vez que o estresse pode ser uma das causas da SBA.

Principais sintomas

Os sintomas da síndrome da boca ardente podem aparecer de repente ou serem progressivos, havendo principalmente dor intensa na boca, alteração no paladar, como gosto metálico ou amargo, e boca seca, também conhecida por xerostomia, sendo esses sintomas conhecidos como a tríade sintomática da SBA. No entanto, nem sempre as pessoas que possuem a síndrome possuem a tríade, podendo surgir outros sintomas como:

– Sensação de queimação na língua, lábios, interior das bochechas, gengivas, palato ou garganta;
– Aumento da sede;
– Formigamento ou sensação de ardência na boca ou na língua;
– Perda do apetite;
– Dor que aumenta durante o dia;
– Alteração na quantidade de saliva produzida.

Os sintomas podem aparecer em qualquer parte da boca, sendo mais comum de acontecer na ponta da língua e nas bordas laterais da boca. Em alguns casos a dor da SBA surge durante o dia e possui intensidade progressiva, podendo atrapalhar até mesmo o sono. Além disso, algumas atitudes podem favorecer a ardência e queimação da boca, como comer alimentos picantes ou quentes e tensão, por exemplo.

Possíveis causas da síndrome

As causas da síndrome da boca ardente não são muito bem estabelecidas, no entanto podem ser classificadas em dois tipos principais, a síndrome da boca ardente primária e a secundária:

– Síndrome da boca ardente primária ou idiopática, em que são observados os sintomas, mas a causa desencadeante não é identificada. Além disso, nesse tipo de SBA não são observadas evidências clínicas ou laboratoriais que confirmem a causa da SBA;

– Síndrome da boca ardente secundária, em que é possível determinar a causa da síndrome, podendo ser devido a alergias, infecções, deficiências nutricionais, refluxo, próteses mal ajustadas, estresse, ansiedade e depressão, uso de alguns medicamentos, diabetes e síndrome de Sjögren, por exemplo, além de alteração nos nervos que controlam o paladar a dor.

O diagnóstico da síndrome da boca ardente deve ser feita pelo médico de acordo com os sintomas apresentados pela pessoa, histórico clínico e resultado de vários exames, como hemograma, glicemia em jejum, dosagem de ferro, ferritina e ácido fólico, por exemplo, com o objetivo de diagnosticar deficiências nutricionais, infecções ou doenças crônicas que possam causar a SBA.

Além disso, o médico pode solicitar a realização de testes para doenças auto-imunes e testes de alergias a produtos dentários ou alimentares, por exemplo.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a síndrome da boca ardente é feita de acordo com a causa, podendo ser recomendada ajuste na prótese dentária, terapia, no caso da SBA causada por transtornos psicológicos, ou tratamento com medicamentos no caso da SBA causada por refluxo e infecções.

No caso da SBA causada por alergias, é importante identificar a causa da alergia e evitar o contato. Já no caso da síndrome que surge devido a deficiências nutricionais, é normalmente indicada suplementação nutricional, que deve ser feita conforme orientação do nutricionista.

Nos períodos de crise, ou seja, quando a dor é muito intensa, é interessante chupar gelo, pois o gelo além de aliviar a dor, ajuda a umedecer a boca, evitando a xerostomia, por exemplo. Além disso, é importante evitar situações que possam favorecer o aparecimento dos sintomas, como tensão, estresse, falar muito e consumo de alimentos muito apimentados, por exemplo.

A SAB primária pode ser difícil de tratar, pois não tem uma causa conhecida. No entanto, o paciente pode tentar reduzir a gravidade dos sintomas:

– Evitar alimentos ácidos ou picantes
– Reduzir o estresse
– Evitar quaisquer outros alimentos conhecidos desencadeadores de crises
– Praticar regularmente atividade física
– Mudar o creme dental
– Evitar enxaguatórios bucais contendo álcool
– Chupar lascas de gelo para amenizar a inflamação
– Evitar o álcool se o mesmo desencadeia sintomas
– Beber líquidos frios ao longo do dia
– Parar de fumar
– Adotar uma dieta balanceada
– Verificar medicamentos que possam agir como gatilhos de crises

Os sintomas da SAB secundária geralmente desaparecem quando a causa subjacente é tratada.

A síndrome da boca ardente pode ser dolorosa e irritante. Infelizmente, essa condição imprevisível pode durar vários meses e pode ocorrer novamente.

A SAB não causará mais complicações, mas o paciente ainda deve conversar com seu dentista sobre seus sintomas e procurar um médico otorrinolaringologista.​

👉Atenção!! A lingua é uma importante estrutura do nosso corpo e qualquer alteração deve ser investigada.

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‍‍⚕ 👩🏻‍⚕️Dra Milene Lopes Frota
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Diabetes e Otite. Qual a relação?

A maioria dos clínicos tem conhecimento que doenças infecciosas ocorrem com maior frequência e/ou são mais graves em pacientes com diabetes, muitas vezes associando-se a incrementos nos índices de morbimortalidade.

Uma série de evidências ‘in vitro’ demonstra que tal associação correlaciona-se a uma série de fatores consequentes ao ambiente hiperglicêmico, que caracterizam o paciente com diabetes mellitus, dentre os quais podemos ressaltar:

1. A atividade funcional dos neutrófilos encontra-se comprometida: evidencia-se em ambientes hiperglicêmicos redução da mobilização de leucócitos polimorfonucleares (PMN), assim como também se caracterizam deficiências em sua quimiotaxia e atividade fagocítica. Além disso, nesse mesmo ambiente observa-se inibição da atividade enzimática da glicose-6-fosfato-dehidrogenase e da transmigração transendotelial dos PMNs, ao mesmo tempo em que se eleva seu índice de apoptose. A atividade funcional dos linfócitos CD4 também se encontra prejudicada em pacientes nos quais o índice de hemoglobina glicada esteja acima de 8,0%.

2. Depressão dos sistemas antioxidantes: nos tecidos nos quais a presença de insulina não se faz necessária para o transporte de glicose, o ambiente hiperglicêmico circunjacente acarreta incremento nos níveis intracelulares de glicose, à qual é então metabolizada através do emprego de NADPH como co-fator. Destarte, o decréscimo nos níveis de NADPH acaba por impedir a regeneração de moléculas que têm papel fundamental nos mecanismos anti-oxidativos no interior da célula, acarretando por consequência elevação na suscetibilidade celular ao estresse oxidativo.

3. Comprometimento da imunidade humoral: tanto o sistema de ativação do complemento como a atividade funcional dos anticorpos podem se mostrar comprometidos em pacientes com diabetes. Dessa forma, alguns estudos demonstraram deficiência do componente C4 do complemento, enquanto outros demonstram que tal deficiência pode ser decorrente da disfunção dos PMNs. No que tange à produção de anticorpos, observa-se em pacientes diabéticos glicosilação da molécula de imuneglobulina, que se incrementa paralelamente à elevação dos níveis de Hb glicosilada, fato que pode acarretar seu comprometimento funcional.

4. Redução na produção de interleucinas: os macrófagos e monócitos de pessoas com diabetes secretam menor quantidade de interleucina 1 (IL-1) e IL-6 em resposta ao estímulo de lipopolissacarídeos, aparentemente em decorrência da presença de defeito intrínseco nas células do paciente diabético. Por outro lado, incremento na glicosilação pode vir a inibir a produção de IL-10, Fator de Necrose Tumoral (TNF) e interferon-gama pelas células mieloides. Da mesma forma, essa elevada glicosilação acarreta redução da expressão na superfície de células mieloides do complexo de histocompatibilidade (MHC) classe I e, por conseguinte, prejudicando todo encadeamento da resposta imunológica iniciada pela interação dos antígenos com esse complexo MHC.

Como consequência desses distúrbios mencionados, uma série de infecções é mais comumente evidenciada ou se expressa com maior gravidade em pacientes diabéticos, entre essas infecções está a Otite.

A otite externa maligna ocorre principalmente em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido e em pessoas idosas com diabetes. A infecção do ouvido externo é normalmente causada pela bactéria Pseudomonas, espalha-se para o osso temporal, causando uma infecção grave, com risco de vida. O Staphylococcus aureus resistente à meticilina (SARM) também foi identificado como uma causa.

Otite externa maligna, infecção invasiva do conduto auditivo externo e da base do crânio, é considerada complicação infecciosa “quase específica” do diabetes em pacientes imuno-comprometidos, pelo mal controle metabólico e/ou, por idade avançada.

Tem na Pseudomonas aeruginosa o agente infeccioso responsável em 95% dos casos. O tempo de evolução do diabetes, a presença de complicações micro e macrovasculares e o conseqüente comprometimento vascular contribuem para a maior freqüência e severidade da infecção.

Sintomas de otite externa maligna
As pessoas com otite externa maligna apresentam dor de ouvido intensa (frequentemente pior à noite), secreção do ouvido com odor fétido, pus e detritos no canal auricular e, geralmente, diminuição da audição. Em casos graves, pode ocorrer paralisia dos nervos da face à medida que a infecção se espalha pela base do crânio.

Diagnóstico de otite externa maligna
Exame de tomografia computadorizada (TC)
Cultura da secreção
Biópsia

O diagnóstico da otite externa maligna se baseia na clínica e em resultados de TC. É importante realizar uma cultura (uma amostra da secreção é cultivada em laboratório para identificar os micro-organismos). Os médicos precisam frequentemente retirar uma pequena peça de tecido do canal auricular e analisá-la sob um microscópio (biópsia) para se certificarem de que os sintomas não são causados por câncer.

Tratamento de otite externa maligna
Antibióticos
Controle da diabetes
Repetidas limpezas do canal auricular

Geralmente, a otite externa maligna é tratada dentro de 6 semanas com antibióticos por via endovenosa. Entretanto, as pessoas com uma infecção leve devem ser tratadas com altas doses de um antibiótico, como ciprofloxacino por via oral. As pessoas que têm um acometimento extenso do osso podem precisar de antibioticoterapia por um período mais longo.

É essencial fazer um controle meticuloso do diabetes . Se possível, os médicos param de administrar qualquer medicamento que suprima o sistema imunológico .

Embora uma cirurgia não seja, normalmente, necessária, repetidas limpezas e remoção de pele morta e tecido inflamatório (debridamentos) do canal auricular no consultório médico são necessárias até que a infecção desapareça.

Dra. Milene Lopes Frota
Otorrinolaringologista
Belo Horizonte/BH
(31)99839-6075
otorrino@dramilenefrota.com.br

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Teste cutâneo para rinite alérgica – Prick Teste.

O Prick test é um tipo de teste de alergia que é feito a partir da colocação de substâncias que poderiam causar alergia no antebraço, deixando reagir por cerca de 15 a 20 minutos para que se tenha o resultado final, ou seja, para que seja verificada se houve resposta do corpo ao agente potencialmente alergênico.

Apesar de ser bastante sensível e poder ser realizado em pessoas de todas as idades, o resultado é mais confiável a partir dos 5 anos, já que nessa idade o sistema imunológico já encontra-se mais desenvolvido. O teste de Prick é rápido, realizado no próprio consultório do alergologista e fornece resultados em poucos minutos, sendo importante para que seja iniciado o tratamento mais adequado.

Para que serve?
O teste de Prick é indicado para verificar se a pessoa possui algum tipo de alergia alimentar, como a camarão, leite, ovo e amendoim, por exemplo, respiratória, que pode ser causada por ácaros e poeira de casa, a picadas de insetos ou ao látex, por exemplo.

Na maioria das vezes, o teste de Prick é realizado juntamente com o teste para as alergias de contato, em que uma fita adesiva contendo algumas substâncias potencialmente alergênicas é colocada nas costas da pessoa, sendo retirada apenas após 48 horas. Entenda como é feito o teste da alergia.

Este teste é capaz de detectar sensibilidade a inalantes como, por exemplo:

Ácaros;
Gramíneas (pólens);
Fungos;
Epitélio de cão;
Epitélio de gato;
Penas;
Pode detectar também sensibilidade a alimentos como:

Leite e frações (alfa-lactoalbumina, beta-lactoglobulina e caseína);
Gema e clara de ovo;
Trigo;
Milho;
Amendoim;
Glúten;
Cacau;
Camarão;
Peixe;
Carne bovina;
Carne suína;
Carne de frango.

Como é feito?
O Prick test é rápido, simples, seguro e não causa dor. Para que esse teste possa ser feito, é recomendado que a pessoa suspensa o uso de anti-alérgicos, em forma de comprimidos, cremes ou pomadas, por cerca de 1 semana antes da realização do teste, para que não haja interferência no resultado.

Antes de iniciar o teste, é importante que o antebraço seja observado com o objetivo de identificar qualquer sinal de dermatite ou lesões, pois caso seja percebidas essas alterações, pode ser necessário fazer o teste no outro antebraço ou adiar a realização do teste. O teste é feito seguindo o seguinte passo a passo:

Higienização do antebraço, que é o local em que é realizado o teste, utilizando álcool a 70%;
Aplicação de uma gota de cada substância potencialmente alergênica com uma distância mínima de 2 centímetros entre cada uma;
Realização de uma pequena perfuração através da gota com o objetivo de fazer com que a substância entre em contato direto com o organismo, levando à reação imunológica. Cada perfuração é feita com uma agulha diferente para que não haja contaminação e interfira no resultado final;
Observação da reação, sendo indicado que a pessoa permaneça no ambiente em que o teste foi realizado.
Os resultados finais são obtidos após 15 a 20 minutos e é possível que durante a espera a pessoa perceba a formação de pequenas elevações na pele, vermelhidão e coceira, sendo indicativo de que houve reação alérgica. Apesar da coceira poder ser bastante desconfortável, é importante que a pessoa não coce.

Como entender os resultados?
Os resultados são interpretados pelo médico através da observação a presença de vermelhidão ou elevações na pele no local em que o teste foi realizado, sendo também possível determinar qual foi a substância que desencadeou a alergia. Os testes são considerados positivos quando a elevação vermelha na pele apresenta diâmetro igual ou superior a 3 mm.

É importante que os resultados do Prick test sejam avaliados pelo médico levando em consideração o histórico clínico da pessoa e resultado de outros exames de alergia.

Veja o artigo completo no Site, o link do site encontra-se disponível na bio para acessar ao Blog.

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Tuberculose Laringea

A tuberculose laringea é a doença granulomatosa mais frequente desse órgão. Em geral, as lesões laringeas são secundárias à tuberculose pulmonar, ou seja, o paciente começa com acometimento nos pulmões que acabam se extendendo para a laringe e também faringe (garganta) em alguns casos.

Os sintomas gerais que predominam são emagrecimento, febre baixa, tosse produtiva (pode haver sangue no escarro), fraqueza e sudorese noturna.

Na laringe, o acometimento pela tuberculose em geral se manifesta como rouquidão persistente; outros sintomas incluem dor de garganta e dificuldade de se alimentar (disfagia).

Nesses casos, um exame da laringe – laringoscopia – se faz necessário e encontramos vermelhidão, edema, ulcerações e tecido de granulação acometendo diversas regiões da laringe, como a epiglote e principalmente as cordas vocais.

Devido a seu aspecto ao exame de laringoscopia, normalmente é necessária a realização de biópsia das lesões encontradas, visando descartar outras doenças graves, como o câncer de laringe. Uma radiografia de tórax sempre é feita para buscar possível acometimento pulmonar, além da realização de baciloscopias.

O tratamento consiste em uso de medicações antituberculinicas por no mínimo seis meses, suporte clínico e acompanhamento com pneumologista. Reabilitação da voz com fonoterapia é uma alternativa importante para os pacientes submetidos ao tratamento para atenuar as sequelas que a doença traz para as cordas vocais.

Dessa forma, casos de rouquidão persistente associada a perda de peso, dor de garganta importante e dificuldade de se alimentar devem alertar para a possibilidade de tuberculose laringea e uma avaliação com otorrinolaringologista é fundamental para seu diagnóstico e tratamento corretos.

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Relação entre Rinite e Vitamina D

A rinite alérgica é um tipo de condição inflamatória que leva obstrução nasal, espirros, nariz entupido ou corrimento nasal, além de olhos inchados, coceira, vermelhidão e lacrimejamento. Esses sintomas são desencadeados como resultado do aumento de mediadores inflamatórios, como histamina e leucotrienos. Estudos mostraram recentemente o papel da vitamina D em muitas condições alérgicas e imunológicas, onde os receptores para a forma ativa da vit.D (1,25-dihidroxivitamina D3) foram descobertos na superfície de quase todos os tipos de células inflamatórias.

Estudos recentes mostram o papel da Vitamina D nas nossas funções de defesa. O seu papel como imunomodulador, estimulando e controlando o Sistema Imune tem sido surpreendente.

Há mais de um século se sabe que a falta de vitamina D está relacionada ao enfraquecimento dos ossos, mas as novas pesquisas apontam que a baixa quantidade da vitamina está ligada a maior ocorrência de infecções virais. A vitamina D tem um papel de supressão da inflamação na mucosa nasal, na verdade, na via aérea inteira. Quando em baixa concentração, pode influenciar o desenvolvimento e a manutenção da rinossinusite crônica, rinite alérgica e asma.

Algumas pessoas são mais propensas a ter defasagem de vitamina D. Isso porque as fontes da vitamina são relativamente escassas, restringindo-se somente à luz solar, óleos de peixe e outros poucos alimentos que, aliás, não têm quantidades suficientes para a manutenção total do organismo. Obesos, negros, idosos, vegetarianos, pessoas que pouco se expõem à luz solar ou que vivem em locais com muita poluição, usuários crônicos de corticoides, doentes renais e hepáticos crônicos têm risco elevado para deficiência de vitamina D.

Banhos de sol são essenciais para manter o nível adequado de vitamina D no organismo.

A falta da vitamina D tem sido um fator de risco para infecções virais recorrentes como asma de difícil controle, rinites e sinusites crônicas. Ela regula o excesso de estimuladores inflamatórios e promove a manifestação de substâncias que são potentes antimicrobianos naturais presentes nas células de defesa das vias aéreas e que atuam protegendo os pulmões das infecções.

Estudos mostram que a exposição à luz solar e a suplementação dietética com óleo de fígado de bacalhau reduzem a incidência de infecções respiratórias virais. Pacientes medicados com a vitamina D demonstram resultados notórios. Os pacientes tratados com a vitamina estão usando menos antibióticos e apresentando menos infecções. A literatura científica também tem mostrado esses resultados.

A vitamina D passa a ter então um papel ainda mais importante na medicina e no tratamento de doenças inflamatórias das vias aéreas, pois fornece uma potencial nova forma de medicamento que apresenta resultados positivos em intervalos de tempo menores, se comparados aos outros métodos de tratamento convencionais.

Dra. Milene Lopes Frota
Otorrinolaringologista
Belo Horizonte/BH
(31)99839-6075
otorrino@dramilenefrota.com.br

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Quais são as indicações para retirada das Amígdalas?

As amígdalas exercem uma função importante para o sistema imunológico do paciente, sobretudo durante a infância quando as defesas estão em fase de amadurecimento. Apesar disso, em alguns casos o paciente deve realizar a remoção das amígdalas cirurgicamente para recuperar a qualidade de vida, principalmente quando o indivíduo apresenta aumento das amígdalas, gerando pausas respiratórias durante o sono, sono agitado, entre outros sintomas.

A indicação da amigdalectomia — cirurgia realizada para a remoção das amígdalas — deve ser feita por um otorrinolaringologista. O médico avaliará o quadro clínico do paciente individualmente, bem como seu histórico médico e hereditário, para determinar se a intervenção cirúrgica é a conduta mais adequada.

Confira a seguir quando a retirada das amígdalas é indicada.

Quando é indicado remover as amígdalas cirurgicamente?
A remoção das amígdalas por via cirúrgica ocorre nos seguintes casos:

-Quando há o aumento do tamanho das amígdalas (hipertrofia) ocasionando: Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono; dificuldade respiratória; alterações no desenvolvimento craniofacial e da arcada dentária; prejuízos específicos de fala e de deglutição.

Existem outras indicações relativas para a remoção das amígdalas, sendo necessária a avaliação individual de cada paciente junto ao médico otorrinolaringologista. São elas:

-Amigdalite crônica caseosa;
-Ronco;
-Complicações derivadas de amigdalites agudas;
-Episódios frequentes de amigdalite bacteriana, ou seja, quando o diagnóstico é feito sete vezes em um ano, cinco vezes por ano por dois anos consecutivos ou três vezes anualmente por 3 anos seguidos.

Quando procurar um especialista em otorrinolaringologia?
Existem alguns sinais que indicam a necessidade de uma avaliação por um otorrinolaringologista. Somente este poderá predizer se a cirurgia para retirada das tonsilas palatinas, como as amígdalas são conhecidas tecnicamente, deve ser considerada. Confira abaixo quais são eles:

-Ronco;
-Sono agitado;
-Mau hálito;
-Problemas na respiração;
-Voz abafada;
-Rejeição para alimentos sólidos;
-Alterações dento-faciais;
-Infecções de garganta recorrentes;
-Sono não reparador;
-Quadro de apneia obstrutiva do sono.

É importante ressaltar que esses sintomas podem aparecer tanto em crianças quanto em adultos. Portanto, caso um ou mais desses sinais apareçam, é fundamental procurar um otorrinolaringologista para saber se a remoção das amígdalas é indicada. Qualquer intervenção feita por conta própria pode prejudicar o tratamento médico.

Como é feita a cirurgia para remoção das amígdalas?
A extração das amígdalas é realizada com o paciente sob anestesia geral e leva cerca de 1 hora para ser concluída. O médico faz uma pequena incisão na borda anterior da amígdala e, em seguida, após dissecção cuidadosa, remove as tonsilas palatinas em sua totalidade.

Caso ocorra algum sangramento, o otorrinolaringologista poderá utilizar um eletrocautério e/ou realizar pontos para conter o quadro. Geralmente, os pontos da amigdalectomia caem naturalmente após 7–14 dias.

O paciente recebe a liberação médica entre 8 a 12 horas após a retirada cirúrgica das amígdalas desde que o procedimento não tenha apresentado complicações e que o paciente esteja bem e conseguindo se alimentar. No entanto, caso ocorra alguma intercorrência pode ser que esse período aumente, não ultrapassando dois dias na maioria dos casos.

Após a remoção das amígdalas por via cirúrgica o paciente deve seguir as recomendações do otorrinolaringologista para ter um pós-operatório satisfatório. As principais mudanças nesse período serão na alimentação, que deverá ser baseada em alimentos líquidos e frios de 3 a 7 dias depois da amigdalectomia. Passado esse período, alimentos pastosos em temperatura ambiente serão inseridos e só após avaliação médica será recomendado o consumo de alimentos sólidos e quentes.

Caso queira saber mais sobre o procedimento de remoção das amígdalas, entre em contato e agende uma consulta com um médico otorrinolaringologista.

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Tenho ronco e apnéia obstrutiva do sono. A culpa é do meu desvio de septo?

A cirurgia de apneia do sono é um dos tratamentos indicados para indivíduos que têm sua noite de sono afetada por períodos de apneia obstrutiva, caracterizada pela ocorrência de paradas respiratórias por mais de 10 segundos. Trata-se de um procedimento que visa melhorar o fluxo de ar pelas vias respiratórias, melhorando o ronco e as pausas na respiração.

Estima-se que 40% da população mundial sofra de algum distúrbio do sono, sendo que o ronco e a apneia são justamente os problemas mais comuns entre os pacientes. Levando em consideração que uma noite mal dormida pode comprometer significativamente o funcionamento do organismo, a cirurgia de apneia do sono destaca-se como uma alternativa para alcançar qualidade de vida e evitar problemas de saúde.

O que é apneia do sono?
Assim como o ronco, a apneia do sono está associada ao estreitamento das vias aéreas — uma alteração que pode ser causada por fatores como obesidade, relaxamento da musculatura, obstrução nasal, crescimento das amígdalas e qualquer fenômeno que dificulte a passagem de ar. Este problema se caracteriza pela ocorrência de uma pausa na respiração por, pelo menos, 10 segundos.

Essas paradas respiratórias interferem diretamente na qualidade do sono do indivíduo, que pode se sentir cansado, indisposto e até mais irritadiço durante o dia. A apneia também pode acarretar graves problemas de saúde, uma vez que está associada ao aumento da pressão arterial, pode predispor arritmias cardíacas e prejudicar a oxigenação sanguínea.

Outros sintomas apresentados por pacientes que sofrem de apneia obstrutiva do sono são:

Sonolência excessiva;
Dificuldade de concentração;
Problemas de memória;
Dor de cabeça matinal;

Vale lembrar que o paciente pode tanto apresentar todas essas queixas ou apenas algumas delas, sendo necessário consultar um otorrinolaringologista especializado em Medicina do Sono para diagnosticar o problema, identificar suas causas e apontar se a cirurgia de apneia do sono é a melhor opção para tratar a condição.

Quando é indicada a cirurgia de apneia do sono?
As cirurgias na faringe é uma das alternativas terapêuticas cirúrgicas indicadas para alguns casos de apneia obstrutiva do sono, em que o paciente corre o risco de desenvolver problemas cardíacos, dentre outros. Em geral, esta é uma operação que pode ser associada a outros procedimentos que ajudam a desobstruir a faringe e demais estruturas respiratórias.

Cuidados pré e pós-operatórios
Assim como em qualquer procedimento cirúrgico, a realização da cirurgia de apneia do sono demanda uma análise criteriosa do histórico clínico e estado de saúde do indivíduo. Além disso, o otorrinolaringologista responsável por conduzir o tratamento solicitará exames laboratoriais específicos, além de encaminhar o paciente para realizar uma avaliação cardiológica e anestésica antes da cirurgia.

O período de recuperação após o procedimento pode trazer incômodos como sensibilidade na garganta e dificuldade para falar e engolir, mas não exige um longo período de internação. Em casa, são necessários cuidados no que diz respeito à alimentação — que deve ser líquida nos primeiros dias — e repouso na primeira semana.

Para saber mais sobre a indicação da cirurgia de apneia do sono e entender se esta é a melhor opção de tratamento para você, agende uma consulta com um otorrinolaringologista.

Sinusite em pacientes pré e pós transplante.

Todos os pacientes transplantados utilizam medicações imunossupressoras para evitar a reação de rejeição do órgão. Os transplantes de medula óssea, de pulmão, fígado e rins são os que causam uma imunossupressão mais intensa.

O nariz e os seios paranasais são órgãos expostos diretamente ao ambiente externo e apresentam um risco aumentado de infecções bacterianas, virais e fúngicas nos pacientes imunossuprimidos.

A rinossinusite fúngica invasiva é a mais enfatizada quando se trata de um paciente imunossuprimido em razão da alta mortalidade.

Quanto maior a imunossupressão, menor serão as defesas do sistema imunológico e consequentemente maior a penetração desses microorganismos nas mucosas e corrente sanguínea.

Para o diagnóstico de rinossinusite nesses pacientes a febre por exemplo pode ser o único sintoma. Exames rigorosos do nariz como a endoscopia nasal devem ser realizados a fim de excluir a presença de sinais de fungo ou outras infecções.

Para as infecções bacterianas o tratamento com antibióticos é preconizado e para as infecções fúngicas a cirurgia deve ser realizada prontamente assim que se dá o diagnóstico.

Dessa forma, antes da realização de um transplante é super importante avaliar o nariz e os seios paranasais para que não se perpetue uma infecção já existente e não se agrave após o transplante. E após o paciente ser transplantando também é necessário o acompanhamento de um otorrino pois o estado de imunossupressão é delicado e pode predispor a rinossinusites.

Rinite entra como comorbidade para vacina de covid?

Você deve saber que portadores de doenças crônicas fazem parte do grupo de risco da Covid-19, causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). Portanto, uma alergia respiratória como a rinite também favoreceria a piora do quadro, certo?

Não é bem por aí. A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) divulgou um comunicado à imprensa ressaltando que esse problema, por trás de crises de coriza e muita coceira no nariz, não aumenta o risco de complicações do coronavírus. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) não cita essa enfermidade em seus documentos oficiais que abordam os grupos de risco da pandemia.

Para entender o porquê, precisamos antes compreender os efeitos do Sars-CoV-2 no corpo. A Covid-19 é uma doença infecciosa aguda, de caráter sistêmico. Isso significa que ela consegue afetar vários órgãos. O vírus penetra em células de diversos tecidos. O comprometimento do pulmão é uma das principais preocupações dos profissionais de saúde.

Com o período de outono-inverno, este dilema tende a ficar ainda mais intenso, já que a incidência de problemas respiratórios tende a aumentar.

Acontece que a rinite acomete a mucosa nasal. Ou seja: ela não é sistêmica. É uma inflamação bem localizada. O mesmo vale para sinusite, laringite e faringite.

As alergias respiratórias, das quais destacamos a rinite alérgica é uma doença crônica, de caráter hereditário, genético e não tem cura, e sim controle, em busca de uma boa qualidade de vida. Diferenciando das infecções respiratórias, como resfriado, gripe e até a covid.

A coisa muda quando falamos de problemas respiratórios a exemplo da asma e da doença pulmonar obstrutiva crônica, a DPOC. Aí sim os pulmões tendem a estar fragilizados, o que pode culminar em uma perigosa sobrecarga caso a Covid-19 se instale.

E por que pressão alta, obesidade e diabetes, que não abalam o sistema respiratório diretamente, estão entre os grupos de risco? Porque esses transtornos repercutem em diferentes cantos do organismo, ainda que silenciosamente. Uma das consequências disso é a diminuição da imunidade, o que ajuda o agente infeccioso da vez a causar estragos adicionais.

E mais: o novo coronavírus afeta a microvasculatura — nossa rede de pequeninos vasos sanguíneos. O diabetes e a hipertensão também têm atuação microvascular.

Os cuidados com a rinite em tempos de coronavírus

O fato de essa alergia não se enquadrar entre os grupos de risco não isenta seus portadores de certas medidas preventivas durante a pandemia. Eles devem manter a doença sob controle para que sintomas de processos infecciosos não venham a se confundir com uma crise alérgica.

Há uma preocupação dos pacientes com rinite envolvendo os corticoides — remédios comumente aplicados para amenizar a irritação no nariz. Isso porque eles agem sobre o sistema imunológico.

Mas atenção: as recomendações dos órgãos internacionais de referência são a favor da manutenção do tratamento anterior à pandemia, inclusive em casos infectados.

Dúvidas sobre quaisquer tratamentos devem ser debatidas com seu médico. Não abandone qualquer droga antes de falar com ele.

0Dra. Milene Lopes Frota
Otorrinolaringologista
Belo Horizonte/BH
(31)99839-6075
otorrino@dramilenefrota.com.br

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O Inverno se aproxima e com ele: Resfriado x Gripe x Rinite x Sinusite x Coronavírus. Como diferenciar?

O inverno começa no dia 21 de junho, e devido à umidade do ar reduzida, a estação traz algumas preocupações para a saúde. Casos de casos de rinite alérgica, rinossinusite viral e bacteriana, asma e pneumonia têm aumento significativo, sem falar na pandemia da Covid-19, que por si só requer cuidados especiais.
No inverno temos a queda da temperatura e a baixa umidade do ar que causam aumento da poluição, além de facilitarem a proliferação dos vírus e bactérias.
As temperaturas mais baixas fazem com que as pessoas fiquem com os ambientes mais fechados, facilitando a transmissão . Mas é fundamental manter a casa e o local de trabalho sempre arejados, sobretudo porque estamos numa pandemia e precisamos reforçar todas as medidas de prevenção à Covid-19.

Diferença entre gripe, resfriado, rinite, sinusite e coronavírus:

Resfriado
O resfriado é uma infecção leve das vias aéreas causada por vários tipos de vírus, sendo o rinovírus o mais comum. É muito contagioso e a transmissão ocorre pelo contato com as mãos infectadas ou por meio de espirros ou tosse. Costuma durar, em média, de três a sete dias, porém em alguns casos pode persistir por mais tempo.
Os principais sintomas do resfriado são: coriza, tosse e espirros. Complicações são raras e incluem o agravamento da asma e infecções bacterianas como sinusites ou otites.

Gripe
Já a gripe é causada pelo vírus Influenza. Não se deve confundir com o resfriado, pois apresenta um quadro clínico mais acentuado. Na gripe, o aparecimento dos sintomas é mais rápido (súbito), ao contrário do resfriado, que é mais lento.

A gripe apresenta uma maior taxa de complicações, como a pneumonia. O modo de transmissão é semelhante ao do resfriado, e o tempo da doença pode durar até duas semanas.

Tosse e dor garganta são alguns dos sintomas da gripe
Os principais sintomas da gripe são: febre alta, dores no corpo, mal-estar, dor de cabeça, dor nas articulações, perda do apetite, tosse e dor de garganta.

Rinite
A rinite alérgica é a inflamação e irritação da mucosa nasal. Costuma ser desencadeada por alérgenos como poeira e ácaros, por exemplo, e a genética tem grande influência no aparecimento da inflamação, afetando adultos e crianças. Já a rinite não alérgica pode ser iniciada pela mudança de temperatura, agentes irritantes como fumaça, cheiros fortes, etc.

Os principais sintomas da rinite são: congestão nasal, espirros, coceira no nariz e olhos, além da coriza.

Sinusite Aguda
A sinusite aguda é uma inflamação dos seios da face, que pode ser causada por um agente etiológico, por exemplo, um vírus, uma bactéria levando a uma obstrução dos óstios de drenagem, gerando os sintomas seguintes:

Obstrução nasal e secreção são sintomas característicos da sinusite
Outros sintomas que podem ocorrer são dor facial, diminuição do olfato, tosse, e sensação de ouvido tapado.

Coronavírus
A Covid-19 é uma doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, que apresenta um quadro clínico que varia de infecções assintomáticas a quadros respiratórios graves.
Em relação ao coronavírus, os sintomas podem transitar desde os sinais mais leves de um resfriado, uma rinite, como espirro e coriza, ou se apresentar como uma gripe muito forte, além de febre alta, cansaço, perda de olfato e paladar. Ou seja, APENAS PELOS SINTOMAS NÃO TEM COMO DIFERENCIAR!

Nariz entupido. E agora?
Em dias mais frios, o nariz costuma ficar mais entupido, o que gera grande desconforto. Para aliviar o quadro, a dica é sempre ter em casa o soro fisiológico.

O soro fisiológico limpa, descongestiona e umidifica a mucosa nasal.
Todos podem e devem usar o soro, inclusive várias vezes ao dia. Ele limpa, descongestiona e umidifica a mucosa nasal, melhorando o desconforto e evitando a proliferação bacteriana e o acúmulo de secreções, que podem levar a um quadro de sinusite, otite e bronquite.
Uso do ar condicionado
Para quem faz uso frequente do ar condicionado, é bom ficar atento à higienização do aparelho.
O uso constante do ar condicionado pode causar sintomas como obstrução nasal e secreção constante, além de facilitar os processos de infecção da cavidade nasal, como a rinossinusite.
Manter os ambientes limpos e arejados ainda é uma das melhores maneiras de prevenir as doenças respiratórias. Um ambiente bem ventilado, além de dispersar os vírus e bactérias, previne o acúmulo de agentes causadores de doenças alérgicas, como poeira e fungos.

Dicas para prevenção
Para se proteger das doenças do inverno e também se proteger contra a Covid-19, seguem 5 dicas fundamentais para ficar longe de bactérias e fungos, além de evitar doenças indesejáveis:

1 – Lave sempre as mãos, independente da estação e se estamos com picos de casos de coronavírus. É uma medida já comprovada, extremamente efetiva e de fácil aplicação. Se não puder lavar as mãos com água e sabão, higienize-a com álcool em gel 70%.

2 – Evite aglomerações, principalmente nesta fase de pandemia, e quando estiver em ambientes fechados, mantenha-os sempre arejados.

3 – Devido à pandemia, o uso de máscara é obrigatório, portanto, tenha sempre máscaras limpas para uso.

4 – Opte por uma alimentação saudável e beba bastante água. Se associadas à prática de atividade física (sempre com distanciamento e segurança), terão impacto positivo na imunidade.

5 – Limpar o nariz com soro fisiológico. Como a rinite alérgica é uma inflamação crônica da mucosa nasal que acumula secreção (coriza) ou mesmo obstrução nasal, a limpeza do nariz com soro fisiológico ajuda a remover o excesso de secreção, diminuindo os seus sintomas e os riscos de infecções como gripes e sinusites. Além disso, ajuda na hidratação nasal, no caso de ressecamento da mucosa.

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👩‍⚕ Dra Milene Lopes Frota
Otorrinolaringologista
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