Dor de cabeça pela sinusite ou enxaqueca?

👉🏻Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a enxaqueca e cefaléia tensional são alterações que geram muitos sintomas semelhantes aos da sinusite, como a dor na região frontal, sensação de peso na cabeça e na face, além da dor de cabeça intensa. Entretanto, há diferenças claras entre as entidades.

A enxaqueca tende a se manifestar com uma dor em um lado da face, muitas vezes pulsátil ou em peso, e pode ser acompanhada de fobia a luz dentre outros sintomas.

A dor de cabeça da sinusite ocorre em quadros agudos da doença e deve estar acompanhada de sintomas nasais como obstrução nasal e /ou secreção

MAS, existe também a cefaleia rinogênica causada por um ponto de contato mucoso persistente dentro do nariz devido a um desvio de septo, pólipos, alteração dos cornetos, por exemplo. MAS ocorre em um grupo BEM selecionado.

Então, antes de se dar um diagnostico é importante uma avaliação otorrinolaringologica e neurologica.

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Impacto do cigarro na Rinossinusite Crônica

A Rinossinusite Crônica (RSC) é uma afecção de fisiopatologia heterogênea que é causada por uma combinação de fatores inflamatórios, ambientais e de hospedeiro.

O tabagismo induz um aumento da resistência das vias aéreas, irritação, congestão nasal e rinorreia.

O tabaco demonstrou efeitos adversos no clearance mucociliar nasossinusal, na função imune e na geração de metaplasia da mucosa olfatória. O tabagismo ativo tem sido associado ao aumento dos marcadores de inflamação sistêmica, ao mesmo tempo que provoca uma redução relativa de eosinófilos circulantes.

Existem evidências claras na literatura de que a fumaça do cigarro, seja por meio do fumo ativo ou da exposição passiva contribui para a RSC. Estudos prospectivos recentes sugerem que o fumo ativo não é uma contra-indicação para a cirurgia de sinusite crônica, mas o impacto do volume do fumo e do fumo de longo prazo após a cirurgia não foi suficientemente avaliado.

O tabagismo ativo é o principal fator da associação entre o tabagismo e a perda de produtividade relacionada à RSC. Além disso, foi verificado que a associação entre o tabagismo e a diminuição da produtividade na RSC é independente tanto da gravidade dos sintomas sinonasais quanto das comorbidades cardiovasculares ou pulmonares apresentadas pelo paciente.
O tabagismo, principalmente o ativo, está associado independentemente ao aumento nos dias de absenteísmo nos pacientes com RSC.

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👩‍⚕ Dra Milene Lopes Frota
▫ Otorrinolaringologista
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Quando é indicada imunoterapia para Rinite?

O que é imunoterapia?
A imunoterapia é um conjunto de estratégias desenvolvido graças aos avanças tecnológicos, utilizado na medicina para otimizar a resposta imunológica em dados tratamentos. Essa técnica pode ser empregada em casos que vão desde alergias até cânceres e outras formas de infecção.

Embora muita gente desconheça essa modalidade, ela já é utilizada há mais de 100 anos. Em 1911, os pesquisadores ingleses Leonard Noon e John Freeman publicaram seus trabalhos sobre o tema, defendendo a eficácia das vacinas terapêuticas em pacientes acometidos de “Febre do Feno”.

De lá para cá, muita coisa mudou, e o tratamento de imunoterapia para rinite alérgica foi aprimorado e difundido por todo o mundo para trazer cada vez mais benefícios aos pacientes.

O principal objetivo dela é reduzir a sensibilidade das pessoas a dadas substâncias, diminuindo as reações alérgicas e os seus sintomas. A imunoterapia permite que o paciente deixe de ser hipersensível a determinados fatores e passe a ser tolerante a eles, gerando maior qualidade de vida ao indivíduo.

Conheça a imunoterapia para rinite alérgica
De forma geral, o tratamento para rinite alérgica baseia-se em três pilares: controle do ambiente, uso de medicamentos e imunoterapia. Cada paciente possui características únicas, portanto, é importante saber identificar a estratégia adequada para seu caso específico a fim de controlar os sintomas e melhorar a sua qualidade de vida.

Embora muita gente goste de mascarar os sintomas da crise, fazendo uso de spray nasal e antialérgicos, a imunoterapia é o único meio de modificar a história natural da rinite alérgica e controlá-la.

Também conhecida como “vacina para alergia”, a imunoterapia para rinite alérgica tem como objetivo diminuir a sensibilidade do paciente alérgico a determinadas substâncias. O tratamento consiste na administração do alérgeno em doses crescentes e por um período de tempo que dependerá de fatores que incluem risco de exposição, sintomas, resposta, entre outros.

Para inibir as reações, ela é formulada de acordo com cada paciente. As doses podem incluir ácaros, pólens e venenos de inseto (abelhas, formigas e vespas) para diminuir a sensibilização do indivíduo por meio de uma série de alterações na resposta imune que estão associadas à melhora clínica.

Quando a imunoterapia para rinite alérgica é indicada?
A vacina para o tratamento de doenças alérgicas é indicada para os indivíduos sensíveis a fungos, poeira, pólen, pelos de animais e cheiros fortes.

A aplicação da imunoterapia deve ser fundamentada por meio de três pilares: disponibilidade do alérgeno, comprovação da sensibilidade e avaliação do quadro clínico do paciente.

É importante ressaltar que a rinite alérgica não tem cura. Por isso, as vacinas com alérgenos devem ser usadas em conjunto com outras medidas, como o controle ambiental e a farmacoterapia. Assim, por meio desse conjunto, é possível otimizar a prevenção das manifestações clínicas.

Benefícios da imunoterapia para rinite alérgica
A aplicação das doses também ajuda a prevenir o desenvolvimento de sensibilização para outros alérgenos e a impedir a evolução do quadro para outras doenças, como a asma.

Quem mora em grandes cidades está sujeito a fatores que são difíceis de serem controlados, como a poeira e as mudanças na temperatura. Além disso, é impossível impedir as crianças de brincarem com cachorros e ursinhos de pelúcia que podem estar com poeira doméstica, além de frequentar praças com flores cheias de pólen.

Como a exposição aos alérgenos ocorre de maneira quase natural e diária, é preciso utilizar estratégias que combatam a continuidade do contato e gerem uma resposta imunológica. O principal benefício da imunoterapia é a possibilidade de mudar a resposta imune do paciente alérgico, diminuindo os sintomas e resultando na melhora da qualidade de vida.

Como é feito o tratamento de imunoterapia para rinite alérgica?
A aplicação do tratamento é feita em sua maioria por meio de injeções subcutâneas. São ministradas doses crescentes do alérgeno causador do problema até atingir uma concentração de manutenção.

A duração da imunoterapia é de cerca de 3 a 5 anos após alcançar o máximo efeito clínico, mas essa decisão é tomada considerando fatores individuais que influenciam no seu efeito.

Embora o tratamento de imunoterapia para rinite alérgica eleve a imunidade do paciente para que ele apresente menos sensibilidade, não dá para relaxar! Se o indivíduo possui 3 milhões de anticorpos e entra em um ambiente úmido e cheio de poeira, que faz com que ele tenha contato com 4 milhões de ácaros, as perspectivas não são nada boas e as crises podem ser iminentes.

Por isso, manter a casa sempre limpa e arejada, lavar o nariz frequentemente com soro fisiológico e evitar o contato com os agentes causadores da alergia são alguns cuidados muito importantes.

Quanto mais cedo for feito o diagnóstico e forem determinadas as causas da rinite, melhores serão os resultados alcançados. O tratamento pode ser feito em qualquer idade, respeitando, evidentemente, as características do paciente. Casos de indivíduos que sofram com asma devem ser analisados, bem como os daqueles que usem betabloqueadores ou sofram de doenças autoimunes ou coronarianas.

As vacinas devem ser aplicadas quando outras terapias se demonstraram ineficazes. Assim, a administração de um alérgeno padronizado pode ser a melhor opção para esse paciente.

Apesar de todos os avanços da medicina e do desenvolvimento de técnicas para controlar as alergias e os sintomas a elas associados, a imunoterapia ainda enfrenta algumas barreiras. A principal delas é o fato de que, em sua maioria, os indivíduos costumam ser hipersensíveis a mais de um tipo de fator, dificultando a identificação do alérgeno.

Mas existem exames, como o teste cutâneo e os exames de sangue, que evoluíram muito e são capazes de detectar múltiplos alérgenos e diferentes fontes, para que, assim, o paciente receba um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz.

Se a ideia das picadas frequentes faz com que você ou as crianças torça o nariz para o tratamento de imunoterapia para rinite alérgica, é importante saber que a administração por via sublingual vem sendo bastante estudada e empregada, mas segue em fase investigativa. As injeções subcutâneas continuam sendo a melhor e mais eficaz opção. Além disso, basta ter em mente todos os benefícios que serão conquistados após a aplicação das doses, não é mesmo?

Quem é o responsável pelo tratamento de imunoterapia para rinite alérgica?
Para poder identificar os agentes causadores da rinite alérgica, o médico deve estar familiarizado com os principais alérgenos da região e dispor de métodos apropriados de diagnóstico. Nesse sentido, o profissional deve possuir capacitação específica para evitar o agravamento da alergia e aplicar as doses da melhor forma possível.

A imunoterapia é bastante eficaz quando aplicada por profissionais qualificados, capazes de determinar a dosagem necessária e desenvolver a padronizações dos extratos necessários. Nesse sentido, um atendimento humanizado, realizado por renomados médicos é um diferencial.

Dermoseptoplastia

A dermoseptoplastia é a cirurgia utilizada para tratamento da telangiectasia hemorrágica hereditária (THH), também conhecida como síndrome de Osler-Weber-Rendu, é uma doença genética rara. Causa sangramento nasal recorrente associado a “degenerações vasculares” e possui caráter hereditário.

A septodermoplastia (ou dermoseptoplastia ou ainda simplesmente dermoplastia) é o atual padrão para o tratamento da epistaxe em pacientes com THH, por apresentar os melhores resultados a longo prazo, principalmente nos casos de epistaxe grave.

O princípio da septodermoplastia é o de que as telangiectasias nasais sangram por estarem muito expostas a traumas locais e ao atrito com o ar. A mucosa nasal, com seu epitélio respiratório ciliado, não oferece proteção adeqüada às angiodisplasias, que se rompem com facilidade. Uma vez “protegidas”, ou seja, recobertas por um enxerto, elas estariam menos vulneráveis a rupturas traumáticas e com isso sangrariam menos.
A cirurgia consiste na remoção da mucosa comprometida (em geral a mucosa do septo) com uma cureta, seguida da cobertura da área cruenta com um enxerto. A intenção da substituição da mucosa pelo enxerto não é a de eliminar as telangiectasias, pois sabe-se que elas ressurgirão na região curetada, mas sim recobrir as lesões com um tecido mais resistente
que diminua a chance de injúria e impeça dessa forma o sangramento.

A área de mucosa a ser curetada depende da distribuição das telangiectasias, podendo estar restrita ao septo ou ainda incluir o assoalho da fossa nasal e os cornetos. É importante planejar o quanto de mucosa será retirado antes do procedimento, para adequar a retirada do enxerto ao tamanho da área a ser recoberta (pode-se optar por diferentes regiões doadoras do enxerto de acordo com a necessidade de um enxerto maior ou menor). Da mesma forma, a localização e extensão da mucosa a ser curetada pode determinar a necessidade de um acesso que permita uma visão mais ampla da fossa nasal. A rinotomia lateral na septodermoplastia como forma de se obter um campo amplo para uma curetagem mais eficiente foi descrita por Whicker and Lake em 1972 e é preferida por alguns autores (Whicker, 1972). Muitos entretanto ainda realizam a curetagem por via endonasal (através do vestíbulo nasal com o auxílio de espéculos). Outros preferem rebater a cartilagem alar. Seja qual for o acesso, a curetagem deve ser sempre cuidadosa e delicada. É fundamental preservar o pericôndrio para manter o suprimento sangüineo ao enxerto e evitar necrose ou perfuração septal.
Depois de recobrir a região cruenta com o enxerto, sutura-se sua borda anterior à fossa nasal com fio absorvível (alguns autores suturam também as bordas posteriores) e coloca-se um tampão anterior em dedo de luva.

Patologia

A incidência da THH no mundo é motivo de certa controvérsia. Alguns estudiosos do assunto defendem a tese de que a síndrome é, na verdade, mais freqüente do que se calculou inicialmente, uma vez que tende a ser sub-diagnosticada pelo desconhecimento dos médicos atendentes.

O sintoma mais comum da doença é a epistaxe recorrente, acometendo cerca de 90% dos casos, de modo que o otorrinolaringologista é na maioria das vezes o primeiro médico que os pacientes procuram. A duração de cada episódio variou de 1 minuto a 1 hora, com tempo médio de 7,5 minutos.

Investigação familiar
Devido ao caráter hereditário da doença, que apresenta história familiar positiva em cerca de 80% dos casos, deve-se sempre ter em mente que a identificação de um paciente com a síndrome não representa apenas um caso a ser tratado, mas na maioria das vezes uma família inteira. É comum que vários parentes apresentem história de epistaxes freqüentes e ainda não tenham sido diagnosticados como portadores da síndrome.
Desse modo, a primeira conduta na investigação familiar é levantar a história familiar do paciente, questionando quanto aos parentes que apresentam epistaxe, hemorragia digestiva, hemoptise ou eventos neurológicos agudos.

Tratamento de suporte
Os sangramentos freqüentes característicos da síndrome quase sempre evoluem para uma anemia ferropriva. A suplementação oral de ferro é mandatória em quase todos os casos de pacientes sintomáticos. A estimulação crônica da medula óssea pode levar a casos de síndrome anêmica refratária ao tratamento com suplementação de ferro oral. Nestes casos o acréscimo de folato pode ser útil. Alguns pacientes com sangramentos muito freqüentes podem beneficiar-se de ferro administrado por via parenteral.
As hemotransfusões são necessárias sempre que há uma descompensação da síndrome anêmica, ou seja, sempre que a anemia implica em instabilidade hemodinâmica, insuficiência cardíaca ou respiratória ou descompensação de alguma comorbidade presente.

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Será que você tem sinusite mesmo?

Quando alguém é acometido por uma doença respiratória, é muito comum que confunda os sintomas. Principalmente se esta pessoa não costuma ir ao médico e tem o hábito de se autodiagnosticar. Você, por exemplo, saberia dizer a diferença entre rinite e sinusite?

Mas, afinal, por que faz tanta diferença assim saber o que se tem exatamente, se eu já souber como devo agir sempre que aparece algum tipo de sintoma? Bem, para começo de conversa, o ideal é que você sempre saiba o que tem para poder combater as causas de cada crise.

Se você está apenas gripado, vai se tratar de um jeito, com rinite, vai se tratar de outro jeito. Com sinusite, vai se tratar de outro jeito. E, assim, mesmo que tenha manifestado doenças que não têm cura, apenas tratamentos paliativos, você ainda pode evitar que elas apareçam.

Separamos algumas diferenças entre a rinite e a sinusite, leia com atenção e aprenda a identificar cada uma delas:

Sintomas diferentes

Rinite
Basicamente, a rinite é uma inflamação na mucosa do nariz. Além da coceira nasal, na garganta, no céu da boca e nos olhos, você pode apresentar ainda espirros, coriza clara e obstrução nasal. Ainda dentro desse diagnóstico, a rinite pode ser não alérgica e alérgica.

Se ela for não alérgica, pode ser causada por centenas de diferentes vírus e bactérias, ou qualquer outro motivo que não sejam alérgicos. Geralmente, esse tipo de rinite tem cura e é associada a resfriados. Por isso acontece em estações mais frias do ano.

Agora, se a rinite for alérgica, pode ser classificada como um problema hereditário, ou seja, herdado de família. É uma das doenças crônicas que mais incomodam as pessoas, não obedecendo sazonalidades.

Especialistas chegam ainda a ligar esses tipos de rinite a outros quadros, como asma, ronco e tabagismo.

Sinusite
Quem sofre de sinusite vai entender bem este sintoma, a doença é a infecção nos seios paranasais, que são as cavidades internas da face. Elas ficam obstruídas, inflamam e infeccionam.

Um dos principais sinais que podem te dizer que está com sinusite, e não com rinite, é reparar na cor da secreção. Se na rinite ela é transparente, aqui transita entre o amarelado e o esverdeado.

Uma vez com sinusite, você pode sentir dores de cabeça, pela face, tosse – especialmente à noite –, diminuição do paladar, do olfato, e febre. Para identificar se é uma doença ou outra, faça este teste: abaixe a cabeça, se sentir uma pressão interna no rosto, seu problema é a sinusite.

Confira também – Como tirar a umidade? Aprenda de uma vez por todas!

Tratamento
Para melhorar uma crise de Sinusite, é recomendado diluir a secreção que está obstruindo os seios da face. Para isso, é recomendado a utilização de solução salina feita em casa mesmo com aplicação direta no local. Além disso, uma boa inalação também ajuda.

Para combater a infecção, apenas o seu médico pode recomendar o antibiótico correto. Alguns casos mais graves exigem atitudes mais drásticas, como é o caso de procedimentos cirúrgicos.

Já a rinite, quando for não alérgica, pode ser causada por bactérias, mas assim como na sinusite, apenas o seu médico pode decidir qual remédio será usado. O uso indiscriminado de medicamentos pode ser responsável pelo fortalecimento de infecções, tornando-as muito mais difíceis de serem tratadas.

Geralmente, os sintomas devem desaparecer em até quatro dias. No caso das rinites alérgicas, o paciente acometido por ela deve, além de todo o tratamento com medicamento, se isolar imediatamente das causas da sua alergia. Ou seja, evitar contato com os agentes alérgenos que o deixam assim.

Cuidados
Você sabe que tipo de alérgenos deve evitar? É muito comum que agentes como pólen das flores, pelos de animais, ácaros na poeira de casa, mofo, fungos e perfumes tenham o papel de desencadear muitas doenças respiratórias.

O ideal, então, é evitar compartilhar ambientes que contenham alguns deles. Um tratamento preventivo que exige uma mudança nos seus hábitos alimentares e higiênicos, por exemplo.

Evite ainda contato com pessoas gripadas, a exposição à fumaça de cigarro, mantenha a casa sempre arejada e livre de poeira. Elimine a vassoura de casa, prefira passar aspiradores ou panos molhados nos cômodos de casa.

Para complementar ainda mais os cuidados com as doenças respiratórias, aposte em um purificador de ar. Modelos completos são capazes de esterilizar o ar e deixar sua casa cada vez mais livre dos principais alérgenos presentes nos ambientes domésticos.

E aí, aprendeu mais sobre as dicas para diferenciar rinite e a sinusite? Conta para a gente se ainda tem alguma dúvida nos comentários.

Citomegalovírus (CMV)

Citomegalovírus (CMV)

O citomegalovírus (CMV) nunca abandona o organismo da pessoa infectada. Permanece em estado latente e qualquer baixa na imunidade do hospedeiro pode reativar a infecção.

O citomegalovírus (CMV) pertence à família do herpesvírus, a mesma dos vírus da catapora, herpes simples, herpes genital e do herpes-zóster. Na maioria das vezes, a infecção pelo CMV é assintomática e passa despercebida, mas mesmo nesses casos o vírus ficará latente e poderá ser reativado casa haja uma deficiência imunológica do hospedeiro.

As manifestações clínicas da infecção pelo CMV variam de uma pessoa para outra e incluem discreto mal-estar e febre baixa. Em recém-nascidos e pessoas com sistema imunológico enfraquecido, como pacientes com aids, transplantados e pessoas em tratamento quimioterápico, a infecção pode provocar doenças graves que comprometem o aparelho digestivo, sistema nervoso central e retina .

O citomegalovírus nunca abandona o organismo da pessoa infectada. Permanece em estado latente e qualquer baixa na imunidade do hospedeiro pode reativar a infecção.

O citomegalovírus pode ser transmitido das seguintes formas:

Por via respiratória. Tosse, espirro, fala, saliva, secreção brônquica e da faringe servem de veículo para a transmissão do vírus;
Por transfusão de sangue;
Por transmissão vertical da mulher grávida para o feto ou durante o parto;
Por via sexual. Nesse caso, ele é considerado causador de infecção sexualmente transmissível;
Por objetos como xícaras e talheres. Embora esse tipo de transmissão seja pouco comum, ele é possível porque o citomegalovírus não é destruído pelas condições ambientais.
É quase impossível viver sem ser infectado, em algum momento, pelo citomegalovírus. Estima-se que entre 60 e 90% dos adultos já tiveram contato com o vírus. O período de incubação varia de alguns dias a poucas semanas.

SINTOMAS DA INFECÇÃO POR CITOMEGALOVÍRUS

Na fase aguda, a principal manifestação é a citomegalomononucleose, com sintomas semelhantes aos da mononucleose infecciosa causada pelo vírus Epstein-Barr (VEB). A diferença é que o VEB também pode causar dor de garganta com placas que parecem amidalite, enquanto o CMV não causa lesões na garganta:

Febre;
Mal-estar;
Fadiga;
Aumento do fígado e do baço;
Presença de linfócitos atípicos.

COMPLICAÇÕES DA INFECÇÃO POR CITOMEGALOVÍRUS

A reativação do quadro infeccioso está associada à deficiência do sistema imunológico. Nos imunodeprimidos, lesões ulceradas e dolorosas podem comprometer todo o aparelho digestivo (boca, garganta, faringe, esôfago, estômago, intestino grosso e delgado).

Nos pacientes com aids, a complicação mais comum é a coriorretinite, que pode levar à cegueira, mas existem outras, como pneumonia, comprometimento dos intestinos, do fígado e do sistema nervoso central, que resultam em perda do movimento dos membros inferiores, em mielite e encefalite.

DIAGNÓSTICO DE CITOMEGALOVÍRUS

Existe exame laboratorial específico para pesquisar anticorpos contra o citomegalovírus. Os anticorpos da classe IgM estão presentes apenas na fase aguda da infecção e os da classe IgG também aparecem na fase aguda, mas persistem por toda a vida.

Em recém-nascidos, geralmente são feitos exames de urina.

No caso de pessoas com imunidade debilitada pode ser requisitada biópsia dos tecidos atingidos para confirmar o diagnóstico.

A coriorretinitie pode ser diagnosticada pelo oftalmologista com o uso do oftalmoscópio (aquele instrumento semelhante a uma lupa com um feixe de luz), mas a relação com o CMV precisa ser confirmada com exames como os citados anteriormente.

TRATAMENTO DA INFECÇÃO POR CITOMEGALOVÍRUS

Em geral a infecção regride espontaneamente e são necessários somente medicamentos para aliviar sintomas, como analgésicos.

O uso de antivirais fica reservado para as formas graves da doença, quando há sério risco à saúde do paciente, e pode ser administrado por via oral ou venosa, por períodos de pelo menos 1 mês. É necessário atenção ao tempo de tratamento devido ao efeito tóxico dessas drogas sobre os glóbulos do sangue e os rins.

RECOMENDAÇÕES

Não se descuide do uso de preservativo nas relações sexuais como forma de evitar a transmissão;
Procure não usar copos, xícaras e talheres se não tiver certeza de que foram bem lavados;
Esteja atento ao fato de ser portador do citomegalovírus, pois ele pode provocar uma infecção aguda se suas reservas imunológicas ficarem enfraquecidas;
Lembre-se de que a transmissão vertical do CMV durante a gestação é a principal causa de retardo mental em crianças. Siga rigorosamente as orientações para evitar a transmissão, como não compartilhar objetos (mesmo de familiares e pessoas próximas), evitar aglomerações e lavar as mãos com frequência.

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A doença do Beijo

O que é a doença do beijo?
A doença do beijo, também conhecida como Mononucleose Infecciosa, é uma infecção causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV) pertencente à família do herpes, chamado de Herpesvírus 4. Ele pode ficar alojado no organismo durante muitos anos de forma silenciosa, sem se manifestar, ou, devido a alguma imunodeficiência, pode levar o indivíduo a sentir os sintomas.
Esta patologia foi descrita pela primeira vez em 1920.

Essa condição é chamada de doença do beijo porque é transmitida majoritariamente pelo contato direto com a saliva de um indivíduo que tenha a doença, além do contato com objetos dessa pessoa. Outra forma de transmissão da doença do beijo é por meio da transfusão de sangue.

O EBV é um vírus bastante comum, onde grande parcela da população adulta já foi infectada por ele em algum momento de sua vida.
A doença do beijo é bastante comum em indivíduos entre 15 e 30 anos e, uma vez que tenha sido infectado com o vírus Epstein-Barr, o paciente fica com ele por toda a vida. Mesmo sem apresentar os sintomas da mononucleose, ele acaba sendo capaz de transmitir a doença para outras pessoas, dependendo de certos fatores.
Após a infecção inicial, o VEB, como outros herpesvírus, permanece no organismo, principalmente nos glóbulos brancos do sangue, durante toda a vida. Deste modo os infectados podem eliminar o vírus periodicamente na saliva. É muito provável que eles infectem outras pessoas durante a eliminação do vírus, o que não causa sintomas.
O período de incubação do VEB varia de 30 a 50 dias.

Algumas complicações que podem surgir com a Mononucleose Infecciosa é o aumento do baço, que caso se rompa traz risco à vida. Outras complicações muito RARAS incluem convulsões, danos aos nervos, anomalias comportamentais, encefalite, meningite, anemia e bloqueio das vias respiratórias pelos linfonodos aumentados.

Atualmente, acredita-se que o vírus causador da mononucleose seja um fator de risco para outras condições de saúde, como o lúpus e a diabetes.

Quais os sintomas da doença do beijo?
Entre os sintomas da doença do beijo, podemos destacar:

– inflamação e dor na garganta;
– febre;
– mal-estar;
– dor de cabeça;
– fadiga e cansaço;
– calafrios;
– náuseas e vômitos;
– tosse;
– perda de apetite;
– inflamação dos gânglios do pescoço;
– dores musculares; e
– aumento do fígado e do baço.

Como é o tratamento da doença do beijo?
Embora a mononucleose não tenha um tratamento específico, tem cura e desaparece após uma ou duas semanas. O único tratamento recomendado inclui repouso, ingestão de líquidos e uso de remédios para aliviar os sintomas. Por isso, quando o vírus faz com que a pessoa apresente os sintomas de mononucleose, é preciso tratar os sintomas em si, tomando medicamentos que aliviem a febre e a dor de garganta, por exemplo.

Quais são as dicas para evitar o problema?

Como a doença é transmitida pelo beijo, a principal dica é evitar beijar pessoas desconhecidas. Para uma melhor prevenção, é preciso higienizar sempre as mãos e também é indicado evitar locais com muita gente e o contato com pessoas com sintomas gripais.

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Síndrome da Boca Ardente

A síndrome da boca ardente, ou SBA, é caracterizada pela ardência de qualquer região da boca sem que hajam alterações clínicas visíveis. Essa síndrome é mais comum em mulheres entre 40 a 60 anos, mas pode acontecer em qualquer pessoa.

Nessa síndrome há dor que piora ao longo do dia, boca seca e gosto metálico ou amargo na boca, sendo importante consultar o dentista ou o otorrinolaringologista para que sejam avaliados os sintomas e seja feito o diagnóstico, que é feito baseado nos sintomas, história clínica do paciente e resultado de exames que buscam identificar a causa da síndrome.

O tratamento é feito de acordo com a causa e tem como objetivo aliviar os sintomas, podendo ser feito com o uso de medicamentos ou mudança no estilo de vida, ou seja, por meio de uma alimentação saudável e que não contenha alimentos apimentados, além de atividades que promovam o relaxamento, uma vez que o estresse pode ser uma das causas da SBA.

Principais sintomas

Os sintomas da síndrome da boca ardente podem aparecer de repente ou serem progressivos, havendo principalmente dor intensa na boca, alteração no paladar, como gosto metálico ou amargo, e boca seca, também conhecida por xerostomia, sendo esses sintomas conhecidos como a tríade sintomática da SBA. No entanto, nem sempre as pessoas que possuem a síndrome possuem a tríade, podendo surgir outros sintomas como:

– Sensação de queimação na língua, lábios, interior das bochechas, gengivas, palato ou garganta;
– Aumento da sede;
– Formigamento ou sensação de ardência na boca ou na língua;
– Perda do apetite;
– Dor que aumenta durante o dia;
– Alteração na quantidade de saliva produzida.

Os sintomas podem aparecer em qualquer parte da boca, sendo mais comum de acontecer na ponta da língua e nas bordas laterais da boca. Em alguns casos a dor da SBA surge durante o dia e possui intensidade progressiva, podendo atrapalhar até mesmo o sono. Além disso, algumas atitudes podem favorecer a ardência e queimação da boca, como comer alimentos picantes ou quentes e tensão, por exemplo.

Possíveis causas da síndrome

As causas da síndrome da boca ardente não são muito bem estabelecidas, no entanto podem ser classificadas em dois tipos principais, a síndrome da boca ardente primária e a secundária:

– Síndrome da boca ardente primária ou idiopática, em que são observados os sintomas, mas a causa desencadeante não é identificada. Além disso, nesse tipo de SBA não são observadas evidências clínicas ou laboratoriais que confirmem a causa da SBA;

– Síndrome da boca ardente secundária, em que é possível determinar a causa da síndrome, podendo ser devido a alergias, infecções, deficiências nutricionais, refluxo, próteses mal ajustadas, estresse, ansiedade e depressão, uso de alguns medicamentos, diabetes e síndrome de Sjögren, por exemplo, além de alteração nos nervos que controlam o paladar a dor.

O diagnóstico da síndrome da boca ardente deve ser feita pelo médico de acordo com os sintomas apresentados pela pessoa, histórico clínico e resultado de vários exames, como hemograma, glicemia em jejum, dosagem de ferro, ferritina e ácido fólico, por exemplo, com o objetivo de diagnosticar deficiências nutricionais, infecções ou doenças crônicas que possam causar a SBA.

Além disso, o médico pode solicitar a realização de testes para doenças auto-imunes e testes de alergias a produtos dentários ou alimentares, por exemplo.

Como é feito o tratamento

O tratamento para a síndrome da boca ardente é feita de acordo com a causa, podendo ser recomendada ajuste na prótese dentária, terapia, no caso da SBA causada por transtornos psicológicos, ou tratamento com medicamentos no caso da SBA causada por refluxo e infecções.

No caso da SBA causada por alergias, é importante identificar a causa da alergia e evitar o contato. Já no caso da síndrome que surge devido a deficiências nutricionais, é normalmente indicada suplementação nutricional, que deve ser feita conforme orientação do nutricionista.

Nos períodos de crise, ou seja, quando a dor é muito intensa, é interessante chupar gelo, pois o gelo além de aliviar a dor, ajuda a umedecer a boca, evitando a xerostomia, por exemplo. Além disso, é importante evitar situações que possam favorecer o aparecimento dos sintomas, como tensão, estresse, falar muito e consumo de alimentos muito apimentados, por exemplo.

A SAB primária pode ser difícil de tratar, pois não tem uma causa conhecida. No entanto, o paciente pode tentar reduzir a gravidade dos sintomas:

– Evitar alimentos ácidos ou picantes
– Reduzir o estresse
– Evitar quaisquer outros alimentos conhecidos desencadeadores de crises
– Praticar regularmente atividade física
– Mudar o creme dental
– Evitar enxaguatórios bucais contendo álcool
– Chupar lascas de gelo para amenizar a inflamação
– Evitar o álcool se o mesmo desencadeia sintomas
– Beber líquidos frios ao longo do dia
– Parar de fumar
– Adotar uma dieta balanceada
– Verificar medicamentos que possam agir como gatilhos de crises

Os sintomas da SAB secundária geralmente desaparecem quando a causa subjacente é tratada.

A síndrome da boca ardente pode ser dolorosa e irritante. Infelizmente, essa condição imprevisível pode durar vários meses e pode ocorrer novamente.

A SAB não causará mais complicações, mas o paciente ainda deve conversar com seu dentista sobre seus sintomas e procurar um médico otorrinolaringologista.​

👉Atenção!! A lingua é uma importante estrutura do nosso corpo e qualquer alteração deve ser investigada.

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‍‍⚕ 👩🏻‍⚕️Dra Milene Lopes Frota
▫ Otorrinolaringologista
▫ dramilenefrota.com.br
▫ Av. Raja Gabáglia 2000, Torre 2, salas 505/506
▫ Luxemburgo – BH/MG / WhatsApp: (31) 99839-6075

Diabetes e Otite. Qual a relação?

A maioria dos clínicos tem conhecimento que doenças infecciosas ocorrem com maior frequência e/ou são mais graves em pacientes com diabetes, muitas vezes associando-se a incrementos nos índices de morbimortalidade.

Uma série de evidências ‘in vitro’ demonstra que tal associação correlaciona-se a uma série de fatores consequentes ao ambiente hiperglicêmico, que caracterizam o paciente com diabetes mellitus, dentre os quais podemos ressaltar:

1. A atividade funcional dos neutrófilos encontra-se comprometida: evidencia-se em ambientes hiperglicêmicos redução da mobilização de leucócitos polimorfonucleares (PMN), assim como também se caracterizam deficiências em sua quimiotaxia e atividade fagocítica. Além disso, nesse mesmo ambiente observa-se inibição da atividade enzimática da glicose-6-fosfato-dehidrogenase e da transmigração transendotelial dos PMNs, ao mesmo tempo em que se eleva seu índice de apoptose. A atividade funcional dos linfócitos CD4 também se encontra prejudicada em pacientes nos quais o índice de hemoglobina glicada esteja acima de 8,0%.

2. Depressão dos sistemas antioxidantes: nos tecidos nos quais a presença de insulina não se faz necessária para o transporte de glicose, o ambiente hiperglicêmico circunjacente acarreta incremento nos níveis intracelulares de glicose, à qual é então metabolizada através do emprego de NADPH como co-fator. Destarte, o decréscimo nos níveis de NADPH acaba por impedir a regeneração de moléculas que têm papel fundamental nos mecanismos anti-oxidativos no interior da célula, acarretando por consequência elevação na suscetibilidade celular ao estresse oxidativo.

3. Comprometimento da imunidade humoral: tanto o sistema de ativação do complemento como a atividade funcional dos anticorpos podem se mostrar comprometidos em pacientes com diabetes. Dessa forma, alguns estudos demonstraram deficiência do componente C4 do complemento, enquanto outros demonstram que tal deficiência pode ser decorrente da disfunção dos PMNs. No que tange à produção de anticorpos, observa-se em pacientes diabéticos glicosilação da molécula de imuneglobulina, que se incrementa paralelamente à elevação dos níveis de Hb glicosilada, fato que pode acarretar seu comprometimento funcional.

4. Redução na produção de interleucinas: os macrófagos e monócitos de pessoas com diabetes secretam menor quantidade de interleucina 1 (IL-1) e IL-6 em resposta ao estímulo de lipopolissacarídeos, aparentemente em decorrência da presença de defeito intrínseco nas células do paciente diabético. Por outro lado, incremento na glicosilação pode vir a inibir a produção de IL-10, Fator de Necrose Tumoral (TNF) e interferon-gama pelas células mieloides. Da mesma forma, essa elevada glicosilação acarreta redução da expressão na superfície de células mieloides do complexo de histocompatibilidade (MHC) classe I e, por conseguinte, prejudicando todo encadeamento da resposta imunológica iniciada pela interação dos antígenos com esse complexo MHC.

Como consequência desses distúrbios mencionados, uma série de infecções é mais comumente evidenciada ou se expressa com maior gravidade em pacientes diabéticos, entre essas infecções está a Otite.

A otite externa maligna ocorre principalmente em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido e em pessoas idosas com diabetes. A infecção do ouvido externo é normalmente causada pela bactéria Pseudomonas, espalha-se para o osso temporal, causando uma infecção grave, com risco de vida. O Staphylococcus aureus resistente à meticilina (SARM) também foi identificado como uma causa.

Otite externa maligna, infecção invasiva do conduto auditivo externo e da base do crânio, é considerada complicação infecciosa “quase específica” do diabetes em pacientes imuno-comprometidos, pelo mal controle metabólico e/ou, por idade avançada.

Tem na Pseudomonas aeruginosa o agente infeccioso responsável em 95% dos casos. O tempo de evolução do diabetes, a presença de complicações micro e macrovasculares e o conseqüente comprometimento vascular contribuem para a maior freqüência e severidade da infecção.

Sintomas de otite externa maligna
As pessoas com otite externa maligna apresentam dor de ouvido intensa (frequentemente pior à noite), secreção do ouvido com odor fétido, pus e detritos no canal auricular e, geralmente, diminuição da audição. Em casos graves, pode ocorrer paralisia dos nervos da face à medida que a infecção se espalha pela base do crânio.

Diagnóstico de otite externa maligna
Exame de tomografia computadorizada (TC)
Cultura da secreção
Biópsia

O diagnóstico da otite externa maligna se baseia na clínica e em resultados de TC. É importante realizar uma cultura (uma amostra da secreção é cultivada em laboratório para identificar os micro-organismos). Os médicos precisam frequentemente retirar uma pequena peça de tecido do canal auricular e analisá-la sob um microscópio (biópsia) para se certificarem de que os sintomas não são causados por câncer.

Tratamento de otite externa maligna
Antibióticos
Controle da diabetes
Repetidas limpezas do canal auricular

Geralmente, a otite externa maligna é tratada dentro de 6 semanas com antibióticos por via endovenosa. Entretanto, as pessoas com uma infecção leve devem ser tratadas com altas doses de um antibiótico, como ciprofloxacino por via oral. As pessoas que têm um acometimento extenso do osso podem precisar de antibioticoterapia por um período mais longo.

É essencial fazer um controle meticuloso do diabetes . Se possível, os médicos param de administrar qualquer medicamento que suprima o sistema imunológico .

Embora uma cirurgia não seja, normalmente, necessária, repetidas limpezas e remoção de pele morta e tecido inflamatório (debridamentos) do canal auricular no consultório médico são necessárias até que a infecção desapareça.

Dra. Milene Lopes Frota
Otorrinolaringologista
Belo Horizonte/BH
(31)99839-6075
otorrino@dramilenefrota.com.br

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Tuberculose Laringea

A tuberculose laringea é a doença granulomatosa mais frequente desse órgão. Em geral, as lesões laringeas são secundárias à tuberculose pulmonar, ou seja, o paciente começa com acometimento nos pulmões que acabam se extendendo para a laringe e também faringe (garganta) em alguns casos.

Os sintomas gerais que predominam são emagrecimento, febre baixa, tosse produtiva (pode haver sangue no escarro), fraqueza e sudorese noturna.

Na laringe, o acometimento pela tuberculose em geral se manifesta como rouquidão persistente; outros sintomas incluem dor de garganta e dificuldade de se alimentar (disfagia).

Nesses casos, um exame da laringe – laringoscopia – se faz necessário e encontramos vermelhidão, edema, ulcerações e tecido de granulação acometendo diversas regiões da laringe, como a epiglote e principalmente as cordas vocais.

Devido a seu aspecto ao exame de laringoscopia, normalmente é necessária a realização de biópsia das lesões encontradas, visando descartar outras doenças graves, como o câncer de laringe. Uma radiografia de tórax sempre é feita para buscar possível acometimento pulmonar, além da realização de baciloscopias.

O tratamento consiste em uso de medicações antituberculinicas por no mínimo seis meses, suporte clínico e acompanhamento com pneumologista. Reabilitação da voz com fonoterapia é uma alternativa importante para os pacientes submetidos ao tratamento para atenuar as sequelas que a doença traz para as cordas vocais.

Dessa forma, casos de rouquidão persistente associada a perda de peso, dor de garganta importante e dificuldade de se alimentar devem alertar para a possibilidade de tuberculose laringea e uma avaliação com otorrinolaringologista é fundamental para seu diagnóstico e tratamento corretos.

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👩‍⚕ Dra Milene Lopes Frota
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