Relação entre Rinite e Vitamina D

A rinite alérgica é um tipo de condição inflamatória que leva obstrução nasal, espirros, nariz entupido ou corrimento nasal, além de olhos inchados, coceira, vermelhidão e lacrimejamento. Esses sintomas são desencadeados como resultado do aumento de mediadores inflamatórios, como histamina e leucotrienos. Estudos mostraram recentemente o papel da vitamina D em muitas condições alérgicas e imunológicas, onde os receptores para a forma ativa da vit.D (1,25-dihidroxivitamina D3) foram descobertos na superfície de quase todos os tipos de células inflamatórias.

Estudos recentes mostram o papel da Vitamina D nas nossas funções de defesa. O seu papel como imunomodulador, estimulando e controlando o Sistema Imune tem sido surpreendente.

Há mais de um século se sabe que a falta de vitamina D está relacionada ao enfraquecimento dos ossos, mas as novas pesquisas apontam que a baixa quantidade da vitamina está ligada a maior ocorrência de infecções virais. A vitamina D tem um papel de supressão da inflamação na mucosa nasal, na verdade, na via aérea inteira. Quando em baixa concentração, pode influenciar o desenvolvimento e a manutenção da rinossinusite crônica, rinite alérgica e asma.

Algumas pessoas são mais propensas a ter defasagem de vitamina D. Isso porque as fontes da vitamina são relativamente escassas, restringindo-se somente à luz solar, óleos de peixe e outros poucos alimentos que, aliás, não têm quantidades suficientes para a manutenção total do organismo. Obesos, negros, idosos, vegetarianos, pessoas que pouco se expõem à luz solar ou que vivem em locais com muita poluição, usuários crônicos de corticoides, doentes renais e hepáticos crônicos têm risco elevado para deficiência de vitamina D.

Banhos de sol são essenciais para manter o nível adequado de vitamina D no organismo.

A falta da vitamina D tem sido um fator de risco para infecções virais recorrentes como asma de difícil controle, rinites e sinusites crônicas. Ela regula o excesso de estimuladores inflamatórios e promove a manifestação de substâncias que são potentes antimicrobianos naturais presentes nas células de defesa das vias aéreas e que atuam protegendo os pulmões das infecções.

Estudos mostram que a exposição à luz solar e a suplementação dietética com óleo de fígado de bacalhau reduzem a incidência de infecções respiratórias virais. Pacientes medicados com a vitamina D demonstram resultados notórios. Os pacientes tratados com a vitamina estão usando menos antibióticos e apresentando menos infecções. A literatura científica também tem mostrado esses resultados.

A vitamina D passa a ter então um papel ainda mais importante na medicina e no tratamento de doenças inflamatórias das vias aéreas, pois fornece uma potencial nova forma de medicamento que apresenta resultados positivos em intervalos de tempo menores, se comparados aos outros métodos de tratamento convencionais.

Dra. Milene Lopes Frota
Otorrinolaringologista
Belo Horizonte/BH
(31)99839-6075
otorrino@dramilenefrota.com.br

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Tenho ronco e apnéia obstrutiva do sono. A culpa é do meu desvio de septo?

A cirurgia de apneia do sono é um dos tratamentos indicados para indivíduos que têm sua noite de sono afetada por períodos de apneia obstrutiva, caracterizada pela ocorrência de paradas respiratórias por mais de 10 segundos. Trata-se de um procedimento que visa melhorar o fluxo de ar pelas vias respiratórias, melhorando o ronco e as pausas na respiração.

Estima-se que 40% da população mundial sofra de algum distúrbio do sono, sendo que o ronco e a apneia são justamente os problemas mais comuns entre os pacientes. Levando em consideração que uma noite mal dormida pode comprometer significativamente o funcionamento do organismo, a cirurgia de apneia do sono destaca-se como uma alternativa para alcançar qualidade de vida e evitar problemas de saúde.

O que é apneia do sono?
Assim como o ronco, a apneia do sono está associada ao estreitamento das vias aéreas — uma alteração que pode ser causada por fatores como obesidade, relaxamento da musculatura, obstrução nasal, crescimento das amígdalas e qualquer fenômeno que dificulte a passagem de ar. Este problema se caracteriza pela ocorrência de uma pausa na respiração por, pelo menos, 10 segundos.

Essas paradas respiratórias interferem diretamente na qualidade do sono do indivíduo, que pode se sentir cansado, indisposto e até mais irritadiço durante o dia. A apneia também pode acarretar graves problemas de saúde, uma vez que está associada ao aumento da pressão arterial, pode predispor arritmias cardíacas e prejudicar a oxigenação sanguínea.

Outros sintomas apresentados por pacientes que sofrem de apneia obstrutiva do sono são:

Sonolência excessiva;
Dificuldade de concentração;
Problemas de memória;
Dor de cabeça matinal;

Vale lembrar que o paciente pode tanto apresentar todas essas queixas ou apenas algumas delas, sendo necessário consultar um otorrinolaringologista especializado em Medicina do Sono para diagnosticar o problema, identificar suas causas e apontar se a cirurgia de apneia do sono é a melhor opção para tratar a condição.

Quando é indicada a cirurgia de apneia do sono?
As cirurgias na faringe é uma das alternativas terapêuticas cirúrgicas indicadas para alguns casos de apneia obstrutiva do sono, em que o paciente corre o risco de desenvolver problemas cardíacos, dentre outros. Em geral, esta é uma operação que pode ser associada a outros procedimentos que ajudam a desobstruir a faringe e demais estruturas respiratórias.

Cuidados pré e pós-operatórios
Assim como em qualquer procedimento cirúrgico, a realização da cirurgia de apneia do sono demanda uma análise criteriosa do histórico clínico e estado de saúde do indivíduo. Além disso, o otorrinolaringologista responsável por conduzir o tratamento solicitará exames laboratoriais específicos, além de encaminhar o paciente para realizar uma avaliação cardiológica e anestésica antes da cirurgia.

O período de recuperação após o procedimento pode trazer incômodos como sensibilidade na garganta e dificuldade para falar e engolir, mas não exige um longo período de internação. Em casa, são necessários cuidados no que diz respeito à alimentação — que deve ser líquida nos primeiros dias — e repouso na primeira semana.

Para saber mais sobre a indicação da cirurgia de apneia do sono e entender se esta é a melhor opção de tratamento para você, agende uma consulta com um otorrinolaringologista.

Sinusite em pacientes pré e pós transplante.

Todos os pacientes transplantados utilizam medicações imunossupressoras para evitar a reação de rejeição do órgão. Os transplantes de medula óssea, de pulmão, fígado e rins são os que causam uma imunossupressão mais intensa.

O nariz e os seios paranasais são órgãos expostos diretamente ao ambiente externo e apresentam um risco aumentado de infecções bacterianas, virais e fúngicas nos pacientes imunossuprimidos.

A rinossinusite fúngica invasiva é a mais enfatizada quando se trata de um paciente imunossuprimido em razão da alta mortalidade.

Quanto maior a imunossupressão, menor serão as defesas do sistema imunológico e consequentemente maior a penetração desses microorganismos nas mucosas e corrente sanguínea.

Para o diagnóstico de rinossinusite nesses pacientes a febre por exemplo pode ser o único sintoma. Exames rigorosos do nariz como a endoscopia nasal devem ser realizados a fim de excluir a presença de sinais de fungo ou outras infecções.

Para as infecções bacterianas o tratamento com antibióticos é preconizado e para as infecções fúngicas a cirurgia deve ser realizada prontamente assim que se dá o diagnóstico.

Dessa forma, antes da realização de um transplante é super importante avaliar o nariz e os seios paranasais para que não se perpetue uma infecção já existente e não se agrave após o transplante. E após o paciente ser transplantando também é necessário o acompanhamento de um otorrino pois o estado de imunossupressão é delicado e pode predispor a rinossinusites.

Rinite entra como comorbidade para vacina de covid?

Você deve saber que portadores de doenças crônicas fazem parte do grupo de risco da Covid-19, causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). Portanto, uma alergia respiratória como a rinite também favoreceria a piora do quadro, certo?

Não é bem por aí. A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai) divulgou um comunicado à imprensa ressaltando que esse problema, por trás de crises de coriza e muita coceira no nariz, não aumenta o risco de complicações do coronavírus. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) não cita essa enfermidade em seus documentos oficiais que abordam os grupos de risco da pandemia.

Para entender o porquê, precisamos antes compreender os efeitos do Sars-CoV-2 no corpo. A Covid-19 é uma doença infecciosa aguda, de caráter sistêmico. Isso significa que ela consegue afetar vários órgãos. O vírus penetra em células de diversos tecidos. O comprometimento do pulmão é uma das principais preocupações dos profissionais de saúde.

Com o período de outono-inverno, este dilema tende a ficar ainda mais intenso, já que a incidência de problemas respiratórios tende a aumentar.

Acontece que a rinite acomete a mucosa nasal. Ou seja: ela não é sistêmica. É uma inflamação bem localizada. O mesmo vale para sinusite, laringite e faringite.

As alergias respiratórias, das quais destacamos a rinite alérgica é uma doença crônica, de caráter hereditário, genético e não tem cura, e sim controle, em busca de uma boa qualidade de vida. Diferenciando das infecções respiratórias, como resfriado, gripe e até a covid.

A coisa muda quando falamos de problemas respiratórios a exemplo da asma e da doença pulmonar obstrutiva crônica, a DPOC. Aí sim os pulmões tendem a estar fragilizados, o que pode culminar em uma perigosa sobrecarga caso a Covid-19 se instale.

E por que pressão alta, obesidade e diabetes, que não abalam o sistema respiratório diretamente, estão entre os grupos de risco? Porque esses transtornos repercutem em diferentes cantos do organismo, ainda que silenciosamente. Uma das consequências disso é a diminuição da imunidade, o que ajuda o agente infeccioso da vez a causar estragos adicionais.

E mais: o novo coronavírus afeta a microvasculatura — nossa rede de pequeninos vasos sanguíneos. O diabetes e a hipertensão também têm atuação microvascular.

Os cuidados com a rinite em tempos de coronavírus

O fato de essa alergia não se enquadrar entre os grupos de risco não isenta seus portadores de certas medidas preventivas durante a pandemia. Eles devem manter a doença sob controle para que sintomas de processos infecciosos não venham a se confundir com uma crise alérgica.

Há uma preocupação dos pacientes com rinite envolvendo os corticoides — remédios comumente aplicados para amenizar a irritação no nariz. Isso porque eles agem sobre o sistema imunológico.

Mas atenção: as recomendações dos órgãos internacionais de referência são a favor da manutenção do tratamento anterior à pandemia, inclusive em casos infectados.

Dúvidas sobre quaisquer tratamentos devem ser debatidas com seu médico. Não abandone qualquer droga antes de falar com ele.

0Dra. Milene Lopes Frota
Otorrinolaringologista
Belo Horizonte/BH
(31)99839-6075
otorrino@dramilenefrota.com.br

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O Inverno se aproxima e com ele: Resfriado x Gripe x Rinite x Sinusite x Coronavírus. Como diferenciar?

O inverno começa no dia 21 de junho, e devido à umidade do ar reduzida, a estação traz algumas preocupações para a saúde. Casos de casos de rinite alérgica, rinossinusite viral e bacteriana, asma e pneumonia têm aumento significativo, sem falar na pandemia da Covid-19, que por si só requer cuidados especiais.
No inverno temos a queda da temperatura e a baixa umidade do ar que causam aumento da poluição, além de facilitarem a proliferação dos vírus e bactérias.
As temperaturas mais baixas fazem com que as pessoas fiquem com os ambientes mais fechados, facilitando a transmissão . Mas é fundamental manter a casa e o local de trabalho sempre arejados, sobretudo porque estamos numa pandemia e precisamos reforçar todas as medidas de prevenção à Covid-19.

Diferença entre gripe, resfriado, rinite, sinusite e coronavírus:

Resfriado
O resfriado é uma infecção leve das vias aéreas causada por vários tipos de vírus, sendo o rinovírus o mais comum. É muito contagioso e a transmissão ocorre pelo contato com as mãos infectadas ou por meio de espirros ou tosse. Costuma durar, em média, de três a sete dias, porém em alguns casos pode persistir por mais tempo.
Os principais sintomas do resfriado são: coriza, tosse e espirros. Complicações são raras e incluem o agravamento da asma e infecções bacterianas como sinusites ou otites.

Gripe
Já a gripe é causada pelo vírus Influenza. Não se deve confundir com o resfriado, pois apresenta um quadro clínico mais acentuado. Na gripe, o aparecimento dos sintomas é mais rápido (súbito), ao contrário do resfriado, que é mais lento.

A gripe apresenta uma maior taxa de complicações, como a pneumonia. O modo de transmissão é semelhante ao do resfriado, e o tempo da doença pode durar até duas semanas.

Tosse e dor garganta são alguns dos sintomas da gripe
Os principais sintomas da gripe são: febre alta, dores no corpo, mal-estar, dor de cabeça, dor nas articulações, perda do apetite, tosse e dor de garganta.

Rinite
A rinite alérgica é a inflamação e irritação da mucosa nasal. Costuma ser desencadeada por alérgenos como poeira e ácaros, por exemplo, e a genética tem grande influência no aparecimento da inflamação, afetando adultos e crianças. Já a rinite não alérgica pode ser iniciada pela mudança de temperatura, agentes irritantes como fumaça, cheiros fortes, etc.

Os principais sintomas da rinite são: congestão nasal, espirros, coceira no nariz e olhos, além da coriza.

Sinusite Aguda
A sinusite aguda é uma inflamação dos seios da face, que pode ser causada por um agente etiológico, por exemplo, um vírus, uma bactéria levando a uma obstrução dos óstios de drenagem, gerando os sintomas seguintes:

Obstrução nasal e secreção são sintomas característicos da sinusite
Outros sintomas que podem ocorrer são dor facial, diminuição do olfato, tosse, e sensação de ouvido tapado.

Coronavírus
A Covid-19 é uma doença causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, que apresenta um quadro clínico que varia de infecções assintomáticas a quadros respiratórios graves.
Em relação ao coronavírus, os sintomas podem transitar desde os sinais mais leves de um resfriado, uma rinite, como espirro e coriza, ou se apresentar como uma gripe muito forte, além de febre alta, cansaço, perda de olfato e paladar. Ou seja, APENAS PELOS SINTOMAS NÃO TEM COMO DIFERENCIAR!

Nariz entupido. E agora?
Em dias mais frios, o nariz costuma ficar mais entupido, o que gera grande desconforto. Para aliviar o quadro, a dica é sempre ter em casa o soro fisiológico.

O soro fisiológico limpa, descongestiona e umidifica a mucosa nasal.
Todos podem e devem usar o soro, inclusive várias vezes ao dia. Ele limpa, descongestiona e umidifica a mucosa nasal, melhorando o desconforto e evitando a proliferação bacteriana e o acúmulo de secreções, que podem levar a um quadro de sinusite, otite e bronquite.
Uso do ar condicionado
Para quem faz uso frequente do ar condicionado, é bom ficar atento à higienização do aparelho.
O uso constante do ar condicionado pode causar sintomas como obstrução nasal e secreção constante, além de facilitar os processos de infecção da cavidade nasal, como a rinossinusite.
Manter os ambientes limpos e arejados ainda é uma das melhores maneiras de prevenir as doenças respiratórias. Um ambiente bem ventilado, além de dispersar os vírus e bactérias, previne o acúmulo de agentes causadores de doenças alérgicas, como poeira e fungos.

Dicas para prevenção
Para se proteger das doenças do inverno e também se proteger contra a Covid-19, seguem 5 dicas fundamentais para ficar longe de bactérias e fungos, além de evitar doenças indesejáveis:

1 – Lave sempre as mãos, independente da estação e se estamos com picos de casos de coronavírus. É uma medida já comprovada, extremamente efetiva e de fácil aplicação. Se não puder lavar as mãos com água e sabão, higienize-a com álcool em gel 70%.

2 – Evite aglomerações, principalmente nesta fase de pandemia, e quando estiver em ambientes fechados, mantenha-os sempre arejados.

3 – Devido à pandemia, o uso de máscara é obrigatório, portanto, tenha sempre máscaras limpas para uso.

4 – Opte por uma alimentação saudável e beba bastante água. Se associadas à prática de atividade física (sempre com distanciamento e segurança), terão impacto positivo na imunidade.

5 – Limpar o nariz com soro fisiológico. Como a rinite alérgica é uma inflamação crônica da mucosa nasal que acumula secreção (coriza) ou mesmo obstrução nasal, a limpeza do nariz com soro fisiológico ajuda a remover o excesso de secreção, diminuindo os seus sintomas e os riscos de infecções como gripes e sinusites. Além disso, ajuda na hidratação nasal, no caso de ressecamento da mucosa.

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👩‍⚕ Dra Milene Lopes Frota
Otorrinolaringologista
dramilenefrota.com.br
Av. Raja Gabáglia 2000, Torre 2, salas 505/506
Luxemburgo – BH/MG / WhatsApp: (31) 99839-6075

O que é Ceratocone? Qual sua relação com Rinite Alérgica?

O Ceratocone é uma doença dos olhos que atinge diretamente a córnea. Com isso, essa estrutura fica curvada para fora do olho, semelhante a um “cone”. A principal causa é o HÁBITO DE COÇAR OS OLHOS e os sintomas variam de acordo com o grau da doença.
Por isso algumas alergias podem acelerar seu desenvolvimento, como a Rinite Alérgica que faz o paciente coçar os olhos com frequência.

O que é o Ceratocone?
O ceratocone é uma doença ocular que deixa a córnea do olho curvada para a frente, ficando semelhante a um cone — daí a terminologia da doença.

A córnea é uma estrutura transparente localizada na parte anterior do olho, que pode ser comparada ao “vidro de um relógio”. Ela é responsável por proteger o restante do olho contra poeira e substâncias nocivas, além de regular a entrada da luz que é projetada na retina.

O ceratocone ocorre com mais frequência na adolescência, podendo se estabilizar com o tempo ou prolongar-se aproximadamente até os 35 anos de idade. Sua progressão geralmente é lenta, e os seus sintomas — como visão desfocada e sensibilidade à luz — podem ser facilmente confundidos com outras doenças, em especial, o astigmatismo.

Nesse sentido, consultar-se regularmente com o oftalmologista permite identificar o quanto antes o ceratocone, bem como descartar a possibilidade de outras doenças.

Causas e Fatores de Risco do Ceratocone
Ainda não é possível determinar a causa exata da ceratocone. Estudos sugerem que ela ocorre devido a inúmeros fatores, tanto hereditários quanto ambientais. Contudo, existem alguns fatores de risco que podem contribuir ou acelerar o desenvolvimento da doença. São eles:

-Histórico familiar de ceratocone;
-Coçar ou esfregar o olho com frequência;
-Possuir algumas condições alérgicas que instiguem a coçar o olho, como RINITE ALÉRGICA, asma ou dermatite (alergia de pele);
-Ser portador da Síndrome de Down ou da Síndrome de Ehlers-Danlos.
-Por que coçar os olhos pode contribuir para o ceratocone?
-Esfregar os olhos com frequência favorece o surgimento e agravamento do ceratocone porque o trauma contínuo sofrido pelo olho, vai, gradativamente, fragilizando e rompendo as fibras que mantêm a córnea estável.

Nesse sentido, é muito importante evitar ou eliminar os fatores que levam a sentir vontade de coçar os olhos, como evitar alergênicos, como poeira e pólen, ou tratar crises alérgicas decorrentes de tais substâncias.

Sintomas do Ceratocone
Existem casos específicos em que o ceratocone não apresenta sintomas. No entanto, quando eles aparecem, podem variar de acordo com o grau do ceratocone.

A seguir, conheça os principais sintomas que podem ocorrer:

-Desfoque da visão (podendo evoluir com o agravamento da doença);
-Aumento da sensibilidade à luz (fotofobia);
-Dificuldades para enxergar à noite;
-Dificuldades para realizar atividades rotineiras, como ler e dirigir;
-Visão dupla (diplopia);
-Surgimento ou aumento de miopia e astigmatismo.
-Para quem já trata algum erro refrativo, o ceratocone pode aumentar o grau ocular, sendo necessário adequar os óculos e as lentes de contato, ou reaver o tratamento.

Além dos sintomas citados acima, o ceratocone pode evoluir e gerar complicações mais graves.

É o caso, por exemplo, do chamado Sinal de Munson — que é quando a pálpebra inferior do olho recua quando a pessoa olha para baixo — e a hidropsia corneana — que gera uma perda aguda da visão.

Diagnóstico
Para que o diagnóstico da doença seja realizado, o oftalmologista irá avaliar o seu histórico médico e familiar, e realizar alguns exames oculares para avaliar o estado do seu olho e da sua córnea.

É o médico quem irá avaliar a necessidade de cada exame, ou indicar a realização de demais exames complementares.

É possível prevenir?
Como o ceratocone ainda possui uma causa exata desconhecida, não existe uma maneira comprovada de prevenir a doença. Contudo, sabe-se que o seu desenvolvimento está associado ao hábito contínuo de coçar os olhos. Por isso, é altamente recomendado que você evite essa prática ao máximo.

E onde entra o otorrino nessa história? O diagnóstico e tratamento correto da Rinite auxilia MUITO na prevenção e controle do ceratocone. Utilização do controle ambiental e uso das medicações corretas implicam em melhor qualidade de vida para o nariz e para os olhos também!!

👉🎥Veja o vídeo abaixo mostrando em exame de ressonância magnética o que acontece quando coçamos os olhos.. como um simples movimento causa um trauma ocular:

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5 Problemas na língua e suas causas

A língua é um músculo muito importante para o funcionamento correto do corpo humano. É por meio dela que podemos sentir o sabor de nossas comidas preferidas, conversar com os amigos e digerir os alimentos corretamente. Entretanto, essa parte do corpo também sofre com problemas e doenças e, para mantê-la saudável, é preciso ficar atento a alguns cuidados.
Além de doenças específicas, a língua também pode sinalizar outros problemas como doenças virais, anemias, etc. Por isso, é necessário dar atenção à sua aparência e textura para identificar sinais estranhos e alterações.
Neste post, vamos apresentar a você os problemas na língua mais comuns, suas causas, como tratar e as melhores formas de prevenção. Quer entender melhor o assunto? Então confira na leitura!

1. Língua pilosa


A língua pilosa não é um problema grave. Ela acontece quando existe um acúmulo de ceratina, fungos ou bactérias nas papilas gustativas, que ficam mais alongadas, dando uma aparência de pelos na língua. Esse tipo de alteração pode estar associado ao escurecimento das papilas, também conhecido como língua pilosa negra.
O problema pode ser causado por má higiene, tabagismo, infecções e reação adversa a alguns medicamentos. Seu tratamento é simples, sendo necessário apenas focar na higiene bucal, suspender o uso de tabaco e consultar um médico para substituir medicamentos, caso essa seja a causa.
Melhorando a higiene da língua, os sintomas devem desaparecer após uma semana. No entanto, caso persistam, procure um otorrinolaringologista para verificar a necessidade de recorrer a medicamentos antifúngicos ou antibióticos.

2. Afta


A afta é outro problema bastante comum, que afeta tanto a língua, quanto a boca por completo. É caracterizada por pequenas lesões arredondadas que causam muita dor e, muitas vezes, dificultam a alimentação e a fala. Seu aparecimento pode estar relacionado a fatores como:
• consumo de alimentos cítricos como abacaxi e limão;
• alteração do pH da boca, causado pela má digestão;
• carência de vitaminas;
• mordida na língua;
• alergias alimentares;
• estresse;
• doenças autoimunes;
• uso de aparelho.
Normalmente, as aftas desaparecem de forma espontânea após 7 ou 10 dias, sem deixar cicatrizes.
Durante esses dias, algumas dicas podem ajudar a lidar com o desconforto. É útil, por exemplo, aplicar gelo local gentilmente próximo a lesão para anestesiar e utilizar um enxaguante bucal sem álcool com regularidade com orientação profissional.

3. Macroglossia


Pacientes com macroglossia apresentam aumento das dimensões da língua, podendo sofrer com dificuldades na respiração, fala, mastigação e lacerações devido ao constante trauma dos dentes com a borda do músculo.
A condição, mais frequente em crianças e adultos jovens, pode estar associada a vários fatores como:
• tumores na língua;
• más-formações congênitas;
• síndrome de Down;
• alergias;
• diabetes neonatal;
O diagnóstico é feito por exame clínico e investigação de outras doenças associadas ao problema. Já o tratamento depende da gravidade do caso. Casos muito brandos não exigem nenhum tratamento, enquanto outros, mais graves, podem demandar aparelhos ortodônticos e até cirurgias.

4. Sapinho


O sapinho ou candidíase oral é uma doença caracterizada pelo surgimento de placas esbranquiçadas na língua e interior da boca, vermelhidão, sensação de ardência e sabor desagradável. Ela ocorre devido a uma infecção causada por fungos e não é contagiosa.
Alguns fatores como falta de higiene, fumo e uso de medicamentos podem favorecer o desenvolvimento da doença.
No entanto, alguns grupos de pessoas são mais susceptíveis ao problema. É o caso de bebês recém-nascidos, usuários de próteses dentárias, pessoas em tratamento com antibióticos, com alimentação inadequada ou sistema imunológico debilitado (caso, por exemplo, de pacientes com HIV e transplantados).
O tratamento é feito com remédios antifúngicos em forma de gel ou creme aplicados de forma tópica. Após o início do tratamento, os sintomas devem desaparecer em duas semanas. No caso do sapinho causado por medicamentos, é preciso conversas com seu médico para verificar a possibilidade de mudar a dosagem ou substituir a medicação.
Apesar de ser uma doença que não causa grandes complicações, é preciso ficar atento quando a candidíase oral acontece em bebês. Isso porque a infecção pode gerar dificuldades na ingestão de alimentos, levando a perda de peso e prejudicando a saúde. Portanto, caso note os sintomas, é preciso procurar um médico para evitar outros danos.

5. Câncer bucal


Mais grave que os anteriores, o câncer bucal também é um problema que pode afetar essa parte da boca. É mais frequente em homens com mais de 40 anos e tem como principais fatores de risco o consumo excessivo de álcool e fumo, combinados.
Esse tipo de câncer deve ser diagnosticado precocemente. Entre os sintomas, estão:

• feridas e lesões no interior da boca que não apresentam melhora;
• dificuldade de mastigar e engolir;
• caroços ou inchaços endurecidos que não melhoram;
• falta de sensibilidade ou sensação de dormência

Para prevenir a maioria das alterações na região da língua e boca, é necessário manter uma boa higiene bucal e evitar maus hábitos como o fumo. Não esqueça que a língua também deve ser escovada para complementar a limpeza dos dentes.

Visitar um dentista com regularidade também é fundamental para garantir a saúde da sua boca e, assim, evitar problemas que podem gerar transtornos. Ao notar qualquer alteração na aparência e textura da língua, não hesite em procurar um otorrinolaringologista.

O Pólipo Nasal

Pólipos nasais são um motivo frequente de consultas nos consultórios de otorrinolaringologia. Enquanto pólipos nos intestinos, na bexiga ou útero levantam suspeita de um tumor maligno, os pólipos nasais raramente estão relacionados ao câncer. É mais comum que eles se apresentem em pessoas com asma, rinite alérgica ou sinusites de repetição. Os sintomas podem variar, dependendo da localização e dimensão das lesões dentro do nariz. Pólipos pequenos podem ser assintomáticos. Devido a sua capacidade de ocupar várias regiões das cavidades nasais e paranasais, a doença recebe o nome de polipose nasal.

Sintomas

• Nariz entupido (obstrução nasal)
• Espirros
• Gotejamento pós-nasal
• Secreção nasal
• Dores na cabeça e na face
• Alterações do olfato e do paladar
• Sinusites de repetição

O que Causa os Pólipos Nasais?

Pólipos nasais são bem mais comuns após os 40 anos de idade, embora eles possam ocorrer mais cedo. Nas raras vezes em que aparecem em crianças, é importante investigar a possibilidade de fibrose cística. Bem mais comum é a relação da polipose nasal com a rinite alérgica, asma, alergia à aspirina, e sinusites. No passado era comum considerar que alergias eram a causa de todos casos. Atualmente há muita discussão sobre o assunto e parece mais correto dizer que os pólipos tendem a se formar em ambientes nasais cronicamente inflamados, seja qual for a causa da inflamação.

Como Diagnosticar?

Os sintomas descritos acima podem levantar a suspeita de polipose, mas o diagnóstico é realizado na consulta com o otorrinolaringologista. Quadros muito extensos e que se desenvolveram durante anos, podem formar pólipos facilmente visíveis no exame clínico com a luz frontal (luz que o médico usa presa a testa). Entretanto, o mais comum é que a lesões possam ser observadas através da vídeo-endoscopia nasal (rígida ou flexível). Trata-se de um exame simples e realizado em consultório, com ou sem a aplicação de anestesia tópica no nariz através de um spray.

A aparência dos pólipos é a de uma bolsa ou um abaulamento amarelado ou bege, de consistência amolecida. Algumas vezes, seu aspecto pode ser diferente, gerando dúvida no examinados quanto a natureza da lesão (pólipo ou tumor no nariz). Nesses casos, uma biópsia pode ser necessária.
A tomografia computadorizada dos seios da face é usada para avaliar a extensão dos pólipos dentro das cavidades nasais e paranasais. Sua avaliação minuciosa também é importante para a estudar a anatomia e programar abordagem cirúrgica, quando essa for indicada.

Qual o Tratamento?

MEDICAMENTOS
Pólipos nasais pequenos e que não crescem podem ser assintomáticos, podendo ser apenas acompanhados, sem o uso de medicamentos. Entretanto, é mais provável que os pólipos tragam alguns do sintomas acima descritos, necessitando de tratamento.
Os medicamentos mais utilizados são os corticosteroides, tanto por via oral quanto pulverizados diretamente no nariz através de um spray. Uma parte dos pacientes apresenta excelente resposta com esses corticoides tópicos. Sua propriedade de “encolher” os pólipos pode controlar a doença clinicamente em diversos casos, sem necessidade de cirurgia. As formulações modernas fazem efeito quase que exclusivamente no nível local, com baixo risco de efeitos colaterais. Devido a soma de sua eficacia e segurança, eles se tornaram o “padrão ouro” no tratamento clínico dos pólipos nasais.
Antibióticos e antialérgicos também podem ser empregados em pessoas que também apresentam quadros de sinusites e rinite alérgica.
O uso livre de solução fisiológica nasal ajuda a manter as cavidades nasais limpas e desobstruídas.

CIRURGIA
Para uma parte dos pacientes não é possível o controle clínico da polipose nasal. Nesses casos podemos indicar a cirurgia, hoje realizada pela via endoscópica. Usando um instrumental específico para a dimensão estreita das fossas nasais e assistido por fibras óticas com um sistema de imagem em alta definição, o cirurgião pode “entrar” na cavidade nasal com muita precisão. Trata-se da cirurgia endoscópica funcional das cavidades paranasais (em inglês, FESS), que pode ser feita sob anestesia geral ou local.
Na maioria das vezes, os pacientes operados podem retornar para casa no mesmo dia, com a recomendação de usar alguns medicamentos orais por poucos dias. O desconforto pós-operatório é pequeno, sendo incomum a queixa de dor. A boa recuperação costuma permitir que a pessoa retome as atividades profissionais ou acadêmicas em poucos dias.
Algumas medidas podem ser adotadas para se evitar sangramento além do normal, como a dieta líquida fria e o uso de travesseiros mais altos por alguns dias. Na maioria das vezes recomendamos evitar a atividade esportiva ou esforços físicos maiores por pelo menos 3-4 semanas.

Rinite e Asma

A Rinite Alérgica é uma alergia respiratória, que compromete pelo menos 30% da população mundial. Os sintomas da rinite são: nariz entupido, coriza, espirros e coceira, que aparecem com frequência no nariz, garganta e olhos.
Ela também pode levar a complicações como infecção nos ouvidos, sinusites, roncos noturnos, respiração bucal e alteração na posição dos dentes que ficam para frente (devido à respiração bucal).
Um dos novos conceitos apresentados pelo Aria (sigla em inglês para Rinite Alérgica e seu Impacto sobre a Asma), projeto desenvolvido em colaboração com a OMS, revolucionou o modo como a asma e a rinite são vistas, tratadas e definidas. Hoje, pode-se afirmar que ambas caminham juntas.
Todo paciente com Rinite Alérgica deve ser questionado sobre a presença de sintomas de asma, e o inverso também é verdadeiro. Rinite e Asma decorrem de um processo inflamatório na mucosa (camada de pele que reveste nossos órgãos por dentro), atingindo tanto a parte nasal, como a das vias aéreas inferiores (brônquios).
Estudos apontam que 70% dos asmáticos podem apresentar sintomas de rinite alérgica, enquanto 30% a 50% dos pacientes com rinite desenvolvem os sintomas da asma. O recomendado é que o paciente trate a rinite para ter ampliadas as respostas do tratamento da asma.

QUAIS SÃO OS PRINCIPAIS DESENCADEADORES DA ASMA E DA RINITE ALÉRGICA?
• Alérgenos inalatórios (ácaros, fungos, polens e epitélio de animais) e fatores irritantes.
• Infecções virais e as rinossinusites.
• Atividade física (asma induzida pelo exercício).
• Doença do refluxo gastresofágico.
• Alguns medicamentos.

ALGUMAS SUBSTÂNCIAS NÃO ALERGÊNICAS TAMBÉM DESENCADEIAM ASMA, POIS SÃO IRRITANTES À MUCOSA DAS VIAS AÉREAS:
• Os poluentes do ar, tais como a fumaça de cigarro, fumaça da combustão da madeira (fruto das queimadas, muito comuns em nossa região);
• Exposição ocupacional a alérgenos e substâncias irritantes nasais;
• Substâncias irritantes com odores fortes, tais como perfumes, produtos de limpeza da casa, tintas, etc.
O tratamento se baseia em três pilares: controle ambiental, controle das crises e no tratamento de manutenção.
Em relação com controle ambiental, orientamos que não se fume em casa, que os ambientes sejam limpos e arejados, evitando o acúmulo de poeira e umidade (devido aos fungos).
Feito o diagnóstico, o que se deseja é evitar as crises, usando o tratamento medicamentoso preventivo, que é a base do tratamento da rinite alérgica e da asma. Há também a Imunoterapia (vacina contra alergia), recomendado para casos específicos.

QUAIS OS OBJETIVOS NO CONTROLE DA ASMA BRÔNQUICA?
• Evitar crises, idas à emergência e hospitalizações;
• Permitir atividades normais – trabalho, escola e lazer;
• Manter a função pulmonar normal ou a melhor possível;
• Reduzir a necessidade do uso de broncodilatador para alívio dos sintomas;
• Prevenir a morte.
Teste Cutâneo (Prick Test) – Teste de Alergia
No consultório realizamos o teste cutâneo alérgico apenas para alérgenos inalatórios, para investigação de Rinite Alérgica e Asma Brônquica.
É um método diagnóstico seguro e indolor. Pode ocorre algum desconforto devido ao prurido (coceira) na área testada. Na maioria das vezes é realizado no antebraço após higiene local com algodão e álcool.
O resultado é obtido em 15 a 20 minutos e a reação positiva consiste na formação de uma pápula vermelha, semelhante à uma picada de mosquito.
É necessária a interrupção de medicação antialérgica 5 a 7 dias antes do teste, não havendo impedimento para uso de medicação tópica nasal (casos de Rinite) ou inalatória (casos de Asma).

DICAS DE HIGIENE AMBIENTAL CONTRA ALERGIAS
A poeira de casa (doméstica) é formada por uma mistura de descamações de pele humana e de animais (cão e gato), seres vivos como os ácaros, fungos, dejetos de baratas, etc, são os alérgenos inalatórios, os principais causadores de alergias respiratórias. Para os que já possuem alguma tendência à alergia, sua casa requer alguns cuidados especiais.
Entretanto, cerca de 30% dos pacientes com rinites inflamatórias (não infecciosas), apresentam quadro de Rinite Não Alérgica, porém os cuidados com o ambiente devem ser os mesmos indicados para os Alérgicos.

Tudo o que você precisa saber sobre a sinusite

Como se inicia a sinusite?
Sinusite é uma resposta inflamatória da mucosa de revestimento das cavidades paranasais (seios da face), que se estende às fossas nasais. Hoje, o termo correto seria “Rinossinusite”, pois a rinite pode manifestar-se isoladamente, mas a sinusite quase sempre é acompanhada de rinite.
Existem quatro pares de cavidades paranasais: maxilar, etmoidal, frontal e esfenoidal. Essas cavidades participam na ressonância vocal, auxiliam na filtração, aquecimento e umidificação do ar, amortecem choques contra a cabeça, reduzem o peso do crânio, secretam muco e contribuem para o desenvolvimento da face.
A cavidade nasal é divida ao meio pelo septo nasal e lateralmente estão localizados 3 cornetos de cada lado, inferior, médio e superior. Todas as cavidades aéreas da face são comunicadas com o nariz, através dos óstios de drenagem e ventilação que ficam nos meatos médios e recessos da cavidade nasal.
Ela pode ter diversas causas ou está relacionada a algo específico?
Quaisquer alterações estruturais ou inflamatórias que venham obstruir esses óstios de drenagem, irão produzir uma pressão negativa no interior do seio ocluído, provocando acúmulo de líquido, que irá se infectar causando a sinusite.
Como alguém identifica que está com sinusite?
A rinossinusite pode ser aguda ou crônica.
Os sintomas da sinusite aguda são: tosse, dor de cabeça, dor e pressão na face, obstrução nasal com deglutição de secreção e diminuição do olfato. Eventualmente poderá ocorrer febre, mau hálito, dor de dente e ouvido.
Após 3 meses sem tratamento e persistirem os sintomas, ela passa a ser considerada crônica.
As principais causas das rinossinusites são de origem viral (gripes e resfriados) que acometem a população no inverno. Esses vírus destroem os cílios da mucosa nasal, dificultando a autolimpeza dessas cavidades, acarretando infecções secundárias por bactérias ou fungos.
O diagnóstico é feito através de um exame, a vídeo-endoscopia nasal, que irá nos mostrar se há secreção descendo pelos meatos médios, recessos frontais ou esfeno-etmoidais, confirmando a suspeita de rinossinusite. Nesse exame, também é possível avaliar alterações estruturais intranasais que bloqueiam a drenagem dessas secreções como desvios septais, cornetos médios pneumatizados, paradoxais ou globosos, processos unciformes curvos ou bolhosos e pólipos. O diagnóstico por imagem através da Tomografia Computadorizada também é muito valioso e muitas vezes imprescindível.

Quais são os tratamentos disponíveis atualmente?
O tratamento a princípio é clínico com uso de antibióticos, corticóides (oral / nasal), e como terapia coadjuvante irrigação nasal com soluções salinas que aumentam o batimento dos cílios reduzindo a inflamação da mucosa.
Após o tratamento clínico, não debelar a rinossinusite, é solicitada uma Tomografia Computadorizada dos seios da face, para confirmar as alterações estruturais intra-nasais já observadas no exame endoscópico e alterações estruturais intra-sinusais, células de Haller, osteomas, espessamento mucoso e das paredes ósseas, nível líquido e se há secreções aeradas (bactérias anaeróbicas, que vivem sem oxigênio), focos radiopacos no interior dos seios (fúngos) e saber quais seios estão comprometidos.
Na sinusite crônica deve-se procurar as causas responsáveis por essa cronicidade. Deve-se investigar não só a terapêutica utilizada, mas os fatores anatômicos e funcionais da drenagem, e também eventuais doenças básicas, como alergia, AIDS, etc…
Com os resultados dos exames endoscópico e de imagem, chega-se a uma conduta, que poderá ser um novo tratamento clínico ou uma “SINUSOPLASTIA VÍDEO-ENDOSCÓPICA” em consultório ou uma “ CIRURGIA VÍDEO-ENDOSCÓPICA NASOSSINUSAL” em hospital.
A Sinusoplastia Vídeo-Endoscópica, sob anestesia local, consiste em introduções de balões insufláveis nos óstios para fazer uma dilatação desses e restabelecer suas funções, embora este procedimento seja indicado em casos muito específicos apenas.
A Cirurgia Vídeo- Endoscópica Nasossinusal, sob anestesia geral, consiste em resolver as alterações anatômicas estruturais previamente diagnosticadas, como desvio de septo, hipertrofia dos cornetos médios, processos uncinados, que prejudicam a saída da secreção e ampliar o diâmetro desses óstios (ostioplastias).
Há como evitar?
Além de adotar um estilo de vida saudável, vale evitar mudanças bruscas de temperatura, manter as narinas limpas e umidificadas com a ajuda de soro fisiológico, tratar rinite, resfriado ou gripe assim que os sintomas aparecerem, procurar um otorrinolaringologista e evitar sempre a automedicação.