Você sabia que a PERDA AUDITIVA pode levar a uma exaustão física e mental?

A EXAUSTÃO pela perda auditiva ocorre pelo trabalho mental extra e excesso de atenção necessária que as pessoas com alguma perda auditiva precisam no seu dia-a-dia.


▶️ A energia gasta para escutar faz com que a performance no trabalho ou mesmo em atividades rotineiras caiam.
Conversar com as pessoas num grupo de amigos, uma reunião ou escutar os sons da rua… todas essas são tarefas MUITO MAIS CANSATIVAS para quem tem perda auditiva. Além do próprio cansaço físico e mental, esse esforço pode levar a dores de cabeça, no corpo, dificuldade de concentração, ansiedade e depressão.
E NÃO é apenas em adultos que isso ocorre. Em crianças em idade escolar, MESMO UM GRAU LEVE de perda auditiva pode ser suficiente para levar a fadiga e desatenção em num dos principais momentos da vida dela: A FASE DO APRENDIZADO (levando a baixa performance escolar com o tempo).


▶️ É MUITO IMPORTANTE que os pacientes fiquem atentos para o que já esta acontecendo com seu corpo como resultado dessa perda, mesmo que ainda não seja facilmente percebido.


✅ Se você tem uma perda auditiva, a primeira etapa do tratamento é MELHORAR A AUDIÇÃO!
Isso leva a um menor gasto de energia no dia-a-dia, se refletindo rapidamente em MELHORA na qualidade de vida e melhora de performance no trabalho ou escola.
E você? Já sentiu ou está se sentindo exausto e acredita que esse cansaço possa ter relação com uma perda auditiva?
Já não é de hoje que se sabe que a perda auditiva não afeta somente o sistema auditivo. A dificuldade em ouvir prejudica o convívio social e pode ser a causa de doenças como, por exemplo, a depressão.
Contudo, além de afetar psicologicamente os pacientes, a perda auditiva pode estar relacionada ao desenvolvimento de fadiga severa e à baixa disposição física.
Essa constatação foi feita a partir de um estudo realizado por pesquisadores do Departamento de Audição e Ciência da Fala, da Universidade Vanderbilt Bill Wilkerson nos Estados Unidos. No estudo foram analisados os resultados de 149 pesquisas dos participantes com a idade média de 66 anos, os quais foram consultados acerca de suas dificuldades auditivas.
É importante notar que esses sintomas de cansaço acima do normal foram notados em pacientes com perda auditiva que não faziam uso de aparelhos auditivos. Mostrando uma relação clara entre a deficiência na audição e o cansaço físico.
Umas das revelações obtidas com o estudo foi a de que adultos que procuram ajuda para dificuldades auditivas são mais propensos a relatar baixo vigor e uma escala menor de aumento de cansaço, comparado com a população em geral. A fadiga severa, na verdade, foi o duas vezes mais elevada no grupo de pacientes analisado.
Além disso, o aumento de risco de fadiga severa e problemas de disposição parece não estar relacionados com o nível de perda auditiva. De modo geral, isso pode significar que a perda auditiva leve pode causar as mesmas sensações de baixa disposição que a perda auditiva severa causaria.
Ainda, segundo o estudo, as consequências psicológicas negativas da perda auditiva estão fortemente associadas com avaliações subjetivas de fadiga, em todos os domínios e disposição. Tal conclusão vem como forma de comprovação das sensações sentidas pelos próprios pacientes com perda auditiva.
Contudo, inúmeros estudos e diversas pesquisas feitas pelos maiores centros médicos do mundo têm revelado que a utilização de aparelhos auditivos é capaz de melhorar a qualidade de vida da maioria dos usuários de maneira significativa. Reduzindo drasticamente os impactos negativos de deficiência auditiva.
O estudo revelou que usuários de aparelho auditivo desfrutam melhor de sua saúde que os não usuários. Pessoas que usam aparelho auditivo afirmam também que se sentem menos cansadas e exaustas. Os maiores efeitos positivos causados pelo uso de aparelho auditivo estão relacionados à vida social dos usuários, ao participarem em atividades de grupo, e nas relações familiares.

Pólipo Nasal: o que é, quais os sintomas e como tratar?

O que é Polipo nasal?

O pólipo nasal é uma massa benigna originada dentro da cavidade do nariz ou nos seios da face gerada por uma inflamação e edema da mucosa existente no nariz

Tende a ser mais comum em adultos com pico por volta dos 40 anos de idade. Mas o pólipo nasal pode ocorrer em mulheres e mais raramente em crianças.

O que causa o Pólipo nasal?

As causas dos pólipos nasais ainda não são completamente conhecidas, apesar dos enormes avanços nos últimos anos em relação ao conhecimento de sua origem. Existem fatores relacionados a própria pessoa como genética, alergia, anatomia, imunidade e fatores externos como os microorganismos, estilo de vida, etc. A junção de vários fatores leve a inflamação da mucosa do nariz gerando o crescimento dos pólipos nasais.

Quais os Fatores de Risco para Pólipos nasais?

O pólipo nasal pode estar associado a:

  • Asma
  • Alergia a AAS, Dipirona e Anti-inflamatórios
  • Rinite alérgica
  • Fibrose Cística
  • Discinesias ciliares

Quais os principais sintomas do Pólipo Nasal?

O pólipo nasal geralmente esta associado a um quadro de Rinossinusite Crônica. No inicio podem gerar poucos sintomas, mas a medida que o tempo passa e não se realiza um tratamento, podem aumentar de número e tamanho, ocupando toda a cavidade nasal.

Os principais sintomas dos pólipos nasais são:

  • Congestão nasal,
  • Obstrução nasal,
  • Dor facial,
  • Secreção nasal,
  • Perda ou diminuição do olfato

Diagnosticando o Pólipo Nasal

O médico especialista no diagnóstico e tratamento do pólipo nasal é o Otorrinolaringologista. Ele irá realizar uma consulta completa com uma série de perguntas sobre os sintomas, estilo de vida, historia familiar, alergias, presença de outras doenças, etc.

Ao exame físico será acrescido de um exame de filmagem do nariz, chamado Nasofibroscopia flexível ou rígida, de forma a identificar a existência e extensão da polipose na cavidade nasal. Também pode ser necessário um exame de Tomografia Computadorizada para avaliar o acometimento dos seios da face, com avaliação de riqueza de detalhes da anatomia de cada paciente.

Alguns exames de sangue, ou testes alérgicos eventualmente também podem ser necessários para direcionar o tratamento mais adequado.

Tratamento do Pólipo Nasal

O tratamento do pólipo nasal com rinossinusite depende do fator associado, mas baseia-se essencialmente no tratamento clínico com medicamentos, associado a cirurgia para casos que não melhoram.

– Tratamento Clínico

O objetivo do tratamento clinico é a diminuição da inflamação dentro do nariz. O tratamento de escolha são os corticoides nasais tópicos, que funcionam como um anti-inflamatório. Mas devem ser indicados de forma correta sempre por um especialista, pois existem efeitos colaterais que devem ser avaliados individualmente, já que serão utilizados por um período longo.

Em casos selecionados, antibióticos podem ser prescritos, assim como tratamentos antialérgicos, entre outros. Medicamentos chamados imunobiológicos tem uma grande promessa para melhora da inflamação nasal e estão aos poucos chegando no Brasil para tratar casos específicos e graves de Rinossinusite crônica com pólipo nasal.

– Tratamento Cirúrgico do Pólipo Nasal

O tratamento cirúrgico do pólipo nasal com rinossinusite tem papel complementar e está direcionado a falha do tratamento clínico. Os objetivos são restaurar a drenagem dos seios da face e melhorar a respiração.

As técnicas variam de acordo com cada caso, desde cirurgias mais conservadoras, até cirurgias extensas, a depender do grau da doença.

O Pólipo Nasal tem cura?

A cirurgia não oferece uma solução definitiva, pois os pólipos tendem a reaparecer com o tempo. Por isso é importante manter o tratamento medicamentoso, mesmo após a cirurgia.

Existem outras Doenças que se parecem com Pólipo Nasal

Devem ser avaliadas minuciosamente pelo médico otorrinolaringologista para o diagnóstico diferencial pois os tratamento diferem entre si.

  • Papiloma invertido
  • Angiofibroma
  • Tumores benignos
  • Tumores malignos
  • Pólipo antrocoanal

Fonte: Modificado de Tratado de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial 2 ed.

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Como identificar os diferentes tipos de otites?

Otite é a inflamação do ouvido que pode ter causas bacterianas, virais ou por fungos.

COMO IDENTIFICAR?

Os sintomas variam de acordo com o tipo de otite. Os sintomas mais evidentes são diminuição da audição, dor local, podendo ocorrer febre. O exame de otoscopia, realizado pelo otorrino, visualizando o canal auditivo e a membrana timpânica ajudarão no diagnóstico. Abaixo temos os 3 principais tipos de otite:

OTITE MÉDIA
Ocorre quando há acumulo de liquido no ouvido médio- atrás do tímpano, onde deveria ter apenas ar. Esses fluidos costumam a aparecer após quadro de gripe, resfriado, sinusite. Com o acúmulo de liquido, pode haver proliferação de vírus e bactérias. Ela costuma acontecer mais em bebês e crianças, mas adultos também são susceptíveis.

A depender da causa da infecção (se bacteriana ou viral), a condição pode ser tratada com o uso de medicamentos tópicos ou comprimidos. O diagnóstico deve ser feito por um médico e não é recomendado o tratamento por conta própria.

OTITE EXTERNA
A otite externa ocorre principalmente por conta de água que entrou no ouvido e não saiu ou traumas e manipulação excessiva do conduto auditivo. Nesse caso, a inflamação ocorre na porção externa do ouvido, como o pavilhão auricular ou o meato acústico externo. A forma de detectar esse tipo de otite é a sensação de ter água no ouvido e o abafamento de sons.

É importante que o paciente não tente resolver o problema com o uso de cotonetes ou outros objetos que podem perfurar o tímpano e causar um estrago ainda maior.

OTITE INTERNA
A otite interna atinge os canais internos do ouvido (cóclea e canais semicirculares), que são responsáveis pelo equilíbrio. Qualquer inflamação nessa região pode causar vertigem, tontura e outros sinais comuns da labirintite. Por ser considerada outro tipo de doença, requer acompanhamento médico para que seja tratada.

COMO PREVENIR?

Não introduzir nenhum corpo estranho no ouvido. Também devemos manter os ouvidos longe de umidade, sempre os deixando secos após o banho. Para as otites médias a prevenção é a mesma em relação a gripes e resfriados. Vacinas contra gripe também auxiliam na prevenção.

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Afinal, Qual a forma correta de limpar os ouvidos?

As orelhas produzem cera apenas na porção externa dos ouvidos ( canal auditivo). Dessa forma, a cera é naturalmente expulsada para fora. Você não precisa E NÃO DEVE, usar cotonete para removê- la.

O cotonete pode até retirar o que está nas bordas, mas EMPURRARÁ o restante para perto da membrana do tímpano!! Dessa forma você ficará com sensação de surdez e entupimento. Nesse caso, APENAS o otorrino está apto a realizar a remoção.

É importante entender que a cera tem o papel de hidratar e proteger os ouvidos de agressões externas que sofremos a todo momento( poeira, água, microorganismos, etc)

Então? Como limpamos os ouvidos?

A melhor maneira de realizar essa limpeza de maneira segura é com uma toalha enrolada na ponta do dedo após o banho e costuma ser muito eficiente na maioria das vezes.

Existem exceções… aquelas pessoas que produzem bastante cera e não conseguem somente com a toalha remover o excesso.. Nesses casos, manter consulta periódica com otorrino é essencial para remover o excesso de cera do canal e acabar com a sensação de ouvido tampado causado pela rolha que se forma.

Existe algo que possa se fazer para não produzir tanta cera?

NÃO!! Como falei a cera é um componente natural do organismo e na verdade uma grande proteção para todos nós! Assim como algumas pessoas tem cabelos oleosos, outros tem cabelos secos, uns tem a pele mais ressecada e outros a pele mais oleosa, alguns indivíduos tem maior produção de cera que outros… o que é absolutamente normal e variável de pessoa para pessoa.

E de quanto em quanto tempo devo ir ao otorrino para realizar a limpeza?

Só se deve realizar a lavagem dos ouvidos aquelas pessoas que estão com sintomas de ouvido tampado e realmente apresentem rolha de cera obstrutiva. O otorrino irá examinar e avaliar o melhor método para remoção.

O intervalo entre as consultas varia para cada um.

Espero ter ajudado. Comente aí se você possui alguma dúvida e se gostou do post.

Como prevenir crises de Rinite?

1. Evitar tapetes, carpetes e cortinas nos quartos.

2. Limpar o quarto preferencialmente com pano úmido, evitar varrer ou usar espanador pois acaba espalhando a poeira.

3. Identificar e eliminar o mofo e a umidade. Camas e berços não devem ficar encostados na parede, se não for possível, encostá-los à parede menos úmida e mais ensolarada.

4. Dar preferência pisos laváveis no quarto como o vinílico e cerâmica.

5. Travesseiros de paina ou pena devem ser evitados. Dê preferência aos de espuma, fibra ou látex. Outra dica é cobrir colchões e travesseiros com material plásticos. Essas ações evitam o acúmulo de poeira e ácaros. 

6. Deixar a luz do sol entrar no quarto e deixá-lo sempre arejado e ventilado.

7. Evitar bichos de pelúcia, estante de livros, caixas de papelão, revistas e tudo que possa acumular poeira e ácaros. 

8. Não fumar e não deixarem que fumem no ambiente do quarto. 

09. Ambientes que ficaram fechados por longos períodos como quartos de  casa da praia e campo, devem ser limpos e arejados 24horas antes da chegada do indivíduo alérgico

10. Pragas – ratos e baratas também são fontes de alergia. Para evitá-los em casa, as recomendações incluem lavar a louça e esvaziar o lixo diariamente; não deixar migalhas de alimentos pela casa e bloquear rachaduras por onde eles possam entrar.

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Mas afinal, por que eu preciso fazer lavagem nasal?

Temos o hábito de escovar os dentes diariamente, limpar o rosto, os olhos, MAS, por que não lavamos o nariz?

A irrigação nasal com solução salina isotônica (soro fisiológico ou cloreto de sódio a 0,9%) é um procedimento sem contra-indicações ou limites de idade, barato e eficaz. Mas por que devemos realizá-lo?

Para entender sua importância é interessante que saibamos um pouco mais sobre o funcionamento do nariz e dos seios da face (ou seios paranasais).

O nariz e seios paranasais são extensas superfícies recobertas de mucosa, determinada por saliências e reentrâncias no crânio e ossos da face que são responsáveis pelo equilíbrio da temperatura e umidade do ar inspirado, tem função olfatória e de “filtro” para o ar inspirado (por ação de agentes imunológicos e enzimas presentes no muco nasal), além de atuar na ressonância da voz. Tais processos são dinâmicos e variam de acordo com mecanismos internos e em resposta à estímulos externos. Nesse tecido respiratório, temos cílios microscópicos, que se movimentam de forma harmoniosa para remover continuamente o muco para fora dos seios.

Para que essa atividade aconteça adequadamente, é necessário que as condições sejam boas para o funcionamento dos cílios, como temperatura adequada (normalmente entre 18 e 33°C), pH próximo a 7, por exemplo. Toxinas específicas, como as produzidas por bactérias (que também podem lesar o cílio diretamente) ou inaladas, assim como uma variedade de viroses, causam redução do batimento ciliar. O movimento dos cílios comprometidos e/ou acúmulo de secreções mais espessas que o normal, pode predispor a instalação de processos infecciosos.

O soro fisiológico, em diversas formas de apresentação e aplicação, é utilizado para o tratamento clínico das rinossinusites (incluindo as rinites), pois seus benefícios incluem a limpeza do muco nasal, diminuição da inflamação local (pois reduz mediadores inflamatório como prostaglandinas, leucotrienos e histamina), das secreções purulentas, restos de células e crostas, além de melhorar o funcionamento do sistema mucociliar como um todo. É o tratamento mais conservador e mais simples de todos

 Para a lavagem nasal em bebês e crianças pequenas podemos nos deparar com várias dúvidas e inseguranças. Para isso, podemos usar algumas dicas:

 – Sinta-se confortável para fazê-lo: você pode começar com pequenos volumes de soro fisiológico e com pouca pressão! Depois que tiver mais confiança e que a criança estiver mais habituada, aumente! Se quiser, também pode-se usar uma pera para aspiração nasal após colocar o soro.

 – Prefira deixar a posição sentada ou em pé: as crianças possuem a tuba auditiva (canal que liga o nariz até a orelha média) mais curta e horizontal, que facilita com que haja refluxo de líquidos para esta região, principalmente se a criança estiver deitada.

 – Escolha a forma de aplicação mais adequada para você: nos estudos, não houve diferença entre a aplicação com sprays ou seringa!

– Segurar a respiração ou falar “Ah!” por alguns segundos: em crianças maiores e com maior compreensão, pode-se ensinar a prender a respiração ou falar “Ah!” durante alguns segundos. Isto diminui o desconforto do líquido ir para a garganta. Depois é só cuspir e/ou assoar o nariz.”

Quantos mL posso colocar em cada narina?

Não existe uma quantidade fixa para isso, nem por idade. Isso varia muito se a criança está mais secretiva, se tem algum processo infeccioso associado, ou se é somente para limpeza nasal. Comece com pequenas quantidades, como 0,5 a 1 ml em cada narina para os bebês, e depois repita quantas vezes forem necessárias. Conforme você adquire segurança ao fazê-lo, pode aumentar a quantidade se houver necessidade. No vídeo, vemos que a mãe coloca uma quantidade de 5ml.

Qual a temperatura que o soro precisa estar?

O ideal é o soro estar em temperatura ambiente ou morno, nunca gelado. Dessa forma, mesmo a secreção mais espessa consegue ser eliminada.

 Qual a posição do bebê quando fizer a lavagem?

O bebê ou criança deve estar sentado ou em pé, com a cabeça levemente reclinada para frente.

A boca do bebê precisa ficar aberta ou fechada?

O ideal é que a boca do bebê esteja levemente aberta. Para adulto, que conseguem deglutir o soro, é indiferente.

A secreção precisa sair pela outra narina? 

Não, não precisa! A secreção pode sair ou não, a depender da quantidade de soro colocada, a quantidade de secreção, e o jato. O mais comum é  sair um pouco de soro pela própria narina, o soro sair pela boca ou a criança engolir o soro com a secreção, e aí saí pelas fezes né…

O bebê pode engasgar? Pode dar otite? Perfurar o ouvido? O catarro ir pro pulmão?

Quando feita de forma segura, com o bebê sentado, com a cabeça reclinada para frente, o soro com a secreção sairá pela própria narina ou será deglutido. O nariz, ouvido e garganta estão interligados, portanto a secreção acumulada já está lá, se há um processo infeccioso. O soro irá mobilizar essa secreção. A lavagem com soro não “causa” otite, muito menos pneumonia, nem é capaz de perfurar o ouvido! O processo infeccioso instalado, sim.

Preciso fazer todo dia? 

O nariz está em constante contato com o meio externo. A higiene nasal é interessante ser feita, mas não necessariamente todo dia, nem precisa ser a seringa. Você pode usar sprays, jato contínuo, conta gotas. Se há mais secreção, provavelmente precisará aumentar a frequência e o volume do soro.

Eai? Vamos começar a lavar o nariz das crianças e adultos?

Comente se possuir alguma dúvida.

Fonte: Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e blog Pediatria Descomplicada

É normal criança roncar?

Roncos eventuais e respiração pela boca podem ocorrer quando a criança está gripada ou resfriada. Mas quando ocorre de forma recorrente pode ser sim um problema como a apnéia do sono.

Quando a respiração de uma criança é interrompida durante o sono, o corpo percebe que há algo errado. A frequência cardíaca aumenta, a pressão arterial aumenta, o cérebro é despertado e o sono é interrompido. Os níveis de oxigênio no sangue também podem cair.

Quais são os sintomas?


Os possíveis sintomas e consequências dos distúrbios da respiração na criança não tratados podem incluir:

-Ronco – o ronco alto está presente na maioria das noites. O ronco pode ser interrompido pelo bloqueio completo da respiração, com ruídos ofegantes e bufantes associados ao despertar do sono.

– Irritabilidade – Uma criança com distúrbios da respiração pode ficar irritada, com sono durante o dia ou ter dificuldade em se concentrar na escola. Ele ou ela também pode exibir um comportamento hiperativo.

– Enurese – ou seja, aumento da produção de urina à noite.

– Dificuldades de aprendizagem – Crianças podem se tornar mal-humoradas e perturbadoras, ou não prestar atenção, tanto em casa quanto na escola. Os distúrbios da respiração  também podem ser um fator que contribui para os distúrbios do déficit de atenção em algumas crianças.

– Crescimento lento – crianças podem não produzir hormônio de crescimento suficiente, resultando em crescimento e desenvolvimento anormalmente lentos.

– Dificuldades cardiovasculares – a apneia do sono pode estar associada a um risco aumentado de pressão alta ou outros problemas cardíacos e pulmonares.

– Obesidade – os distúrbios da respiração  podem fazer com que o corpo aumente a resistência à insulina, e a fadiga durante o dia pode levar à diminuição da atividade física. Esses fatores podem contribuir para a obesidade.

Quais são as causas mais comuns?

Uma causa comum do estreitamento das vias aéreas que contribui para a apnéia do sono é o aumento das amígdalas e adenóides.

– Crianças com excesso de peso têm maior risco de apnéia do sono, porque depósitos de gordura ao redor do pescoço e garganta também podem restringir as vias aéreas.

-Crianças com anormalidades envolvendo a mandíbula ou a língua inferiores, ou déficits neuromusculares como paralisia cerebral, apresentam maior risco de desenvolver apnéia do sono

Como apnéia do sono é diagnosticada?


Se você notar algum dos sintomas descritos neste artigo, leve o seu filho a um otorrinolaringologista. O diagnóstico é realizado com base na história e no exame físico.

Em outros casos, como crianças com suspeita de apneia grave devido a síndromes craniofaciais, obesidade mórbida, distúrbios neuromusculares ou crianças com menos de três anos de idade, podem ser recomendados testes adicionais, como um teste de sono.

Quais as opções de tratamento?

Se você notar algum dos sintomas descritos neste artigo, leve o seu filho a um otorrinolaringologista.

O diagnóstico é realizado com base na história e no exame físico. Em outros casos, como crianças com suspeita de apneia grave devido a síndromes craniofaciais, obesidade mórbida, distúrbios neuromusculares ou crianças com menos de três anos de idade, podem ser recomendados testes adicionais, como um teste de sono.

Amígdalas e adenóides aumentadas são uma causa comum de apnéia do sono em crianças. A remoção cirúrgica das amígdalas e adenóides, denominada amigdalectomia e adenoidectomia é considerada um dos tratamentos se os sintomas forem significativos e as amígdalas e adenóides forem aumentadas.

Nem toda criança com ronco precisa passar por cirurgia da retirada das amigdalas e adenóides.

Se os sintomas são leves ou intermitentes, o desempenho e o comportamento no aprendizado não são um problema, as amígdalas são pequenas ou a criança está próxima da puberdade (porque amígdalas e adenóides geralmente encolhem na puberdade).

Pode ser recomendável que uma criança com roncos seja acompanhada conservadoramente e tratada cirurgicamente somente se os sintomas piorarem.

Às vezes, podem ser necessários tratamentos adicionais, como perda de peso, uso de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP) ou procedimentos cirúrgicos adicionais.

Alguma dúvida? Comente aqui.

Sangramento Nasal ( Epistaxe)

Sangramentos nasais (chamados epistaxe) são causados ​​quando vasos sanguíneos no nariz se rompem.  Sangramentos nasais são muito comuns e afetam muitas pessoas em algum momento de suas vidas.

Quais são os sintomas do sangramento nasal?

Existem duas categorias de hemorragias nasais. Os sangramentos nasais anteriores ocorrem quando o sangramento vem da frente do nariz e os sangramentos nasais posteriores ocorrem quando o sangramento se origina mais profundamente no nariz, geralmente onde a fonte do sangramento não pode ser vista sem exame. Sintomas comuns podem incluir:

-Os sangramentos nasais anteriores começam com fluxo de sangue através de uma ou ambas as narinas

-Os sangramentos nasais posteriores podem começar mais para trás no nariz e podem fluir pela garganta

Quais as causas de sangramento nasal?


A maioria dos sangramentos nasais começa no septo nasal, a parede que separa os dois lados do nariz. O septo contém vasos sanguíneos que podem ser facilmente danificados. A irritação de assoar o nariz ou raspar com a ponta de uma unha é suficiente para danificar os vasos e causar sangramento no nariz. Os sangramentos nasais anteriores também são comuns em climas secos, ou durante os meses de inverno, quando o ar seco desidrata as membranas nasais e aumenta a probabilidade de ruptura dos vasos sanguíneos.

  • As causas de sangramentos nasais recorrentes ou frequentes podem incluir:
  • Alergias, infecções ou ressecamento nasal
  • Assoar o nariz vigorosamente
  • Distúrbios genéticos ou de coagulação hereditários ( hemofilias, doença de von Willebrand)
  • Medicamentos que alteram a coagulação do sangue
  • Fraturas do nariz ou base de crânio
  • Telangectasia hemorrágica hereditária, um distúrbio que envolve o crescimento de vasos sanguineos de forma frágil, com facilidade de se romperem

Quais as opções de tratamento?

É importante tentar determinar se o sangramento nasal é anterior ou posterior. Os sangramentos nasais posteriores costumam ser mais graves e quase sempre requerem cuidados médicos.

Sangramentos nasais anteriores – Quando se acredita que o ar seco é a causa do sangramento nasal, pode resultar em crostas, rachaduras e sangramentos. Isso pode ser evitado hidratando o nariz com soro fisiológico e utilizando algumas pomadas hidratantes na região do septo.

Siga estas etapas para parar um sangramento nasal anterior:

  1. Mantenha a calma ou ajude uma criança pequena a manter a calma. Uma pessoa que está agitada pode sangrar mais profusamente do que alguém que se sente seguro e apoiado.
  2. Sente-se e mantenha a cabeça acima do nível do coração.
  3. Incline-se um pouco para a frente para que o sangue não escorra para o fundo da garganta.
  4. Usando o polegar e o dedo indicador, aperte todas as partes moles do nariz.
  5. Mantenha a posição por cinco minutos. Se ainda estiver sangrando, segure-o novamente por mais 10 minutos.

Se o sangramento continuar depois disso, você deve procurar atendimento médico. Pode ser necessário uma cauterização do vaso sangrante, tamponamento ou outras técnicas.

Sangramentos nasais posteriores – mais raramente, um sangramento no nariz pode começar profundamente dentro do nariz e fluir pela parte posterior da boca e garganta, esteja o paciente sentado ou em pé. Os sangramentos posteriores do nariz diferem dos sangramentos anteriores porque a pressão direta na parte externa do nariz não interrompe o sangramento. É importante procurar atendimento médico imediato se o sangramento não parar para impedir a perda de sangue.

Sangramentos nasais posteriores são mais prováveis ​​de ocorrer em pessoas mais velhas e em pessoas com cirurgia nasal ou sinusal prévia ou lesão no nariz ou na face. Geralmente, o tratamento inclui cautela e / ou tamponamento do nariz.

Quais as dicas para prevenção de sangramento nasal?

  1. Mantenha as unhas das crianças curtas
  2. Neutralize os efeitos do ar seco usando um umidificador.
  3. Use soro fisiológico para umedecer a mucosa do nariz.
  4. Parar de fumar. Fumar seca o nariz e o irrita.
  5. Não assoe o nariz após a interrupção do sangramento inicial.
  6. Não force nem se abaixe para levantar algo pesado após a interrupção do sangramento inicial.
  7. Ligue para o seu médico se o sangramento persistir

Gostou das informações? Comente abaixo se possui alguma dúvida sobre o tema.

Rinite ou Sinusite?

Nariz entupido, diminuição do olfato e secreção nasal. Com base nesse quadro, você acharia que é Rinite ou Sinusite? Ficou na dúvida? 🤧

 Que Rinite é a inflamação das mucosas do nariz, já sabemos. Mas por que ela ocorre? Qual a diferença da Sinusite?

Na Rinite Alérgica, o corpo tem uma super reação a algum estímulo do ambiente chamado de alérgeno (ácaro, mofo, pólem ,etc). Esses alérgenos entram no nariz e alertam nossas células sobre a sua presença.

Em pessoas normais, a reação da célula é: “È apenas um grão de poeira, não terá grandes problemas”

Já em pessoas com rinite alérgica, essa célula terá uma reação exagerada, liberando moléculas de histamina, que irá gerar uma grande inflamação ocasionando:

▫ Coceira no nariz, olhos, céu da boca e garganta;
▫ Espirros;
▫ Coriza;
▫ Congestão nasal;
▫ Ardência e vermelhidão nos olhos;
▫ Dor de cabeça;
▫ Tosse seca.

Além da Rinite alérgica, existe também a Rinite não alérgica, que pode ser causada por mudanças bruscas de temperatura ou por uma infecção, seja ela viral (como gripe ou resfriado), bacteriana ou fúngica.

Ou seja, na Rinite Alérgica, existe uma sensibilidade aumentada de determinadas pessoas a vários estímulos, levando a esses sintomas desagradáveis quando expostas.

 Já a Sinusite Aguda, as cavidades presentes na face (seios paranasais) se inflamam devido a um edema na área de saída da secreção, de forma que o muco não pode ser escoado para o nariz, obstruindo os seios da face, podendo ser uma complicação da própria Rinite, por exemplo.

Dessa forma, um dos sintomas de Sinusite famoso é a dor na face, mas ela não vem sozinha e não é o principal, mas sim os seguintes:

▫ Congestão nasal;
▫ Coriza;
▫ Secreção que escorre do nariz para a garganta e Diminuição do olfato

Então, há muitas semelhanças entre Rinite e Sinusite, mas são doenças diferentes e exigem cuidados específicos.

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Pigarro e Bólus Faríngeo

Todos nós  já experimentamos a sensação de gotejamento ou muco pós-nasal e pigarro, principalmente após uma infecção viral ou quando estamos desidratados.

Sabe-se que cerca de 20 a 40 ml de muco são secretados pelo nariz “normal” todos os dias. Esse muco então é movido pelos cílios da frente do nariz para  a nasofaringe, onde pode ser engolido ou expectorado.

Entretanto, muitas vezes os pacientes estão convencidos que esse sintoma é advindo de uma sinusite e não raramente os exames dos seios paranasais encontram-se normais ou com pequenas alterações e achados radiológicos que não justificam o sintoma.

Entretanto, existem várias hipóteses diagnósticas para esse gotejamento pós nasal, como por exemplo, os pacientes com rinite alérgica que podem apresentar sintoma de muco na garganta, mas que melhoram com o tratamento adequado da rinite.

Além disso, outra causa é o refluxo faringolaríngeo.

Quando o conteúdo gástrico sai do estômago e sai do esôfago (ou seja, refluxo extra-esofágico ou laringofaríngeo), eles causam uma irritação química da laringe, faringe e nasofaringe. Sabemos que isso ocorre e existem evidências na literatura para apoiá-lo.

Dessa forma, na prática podemos ver isso clinicamente como alterações edematosas na laringe contribuindo para o pigarro crônico e tosse inexplicável.

Assim, o tratamento deve ser conjunto entre otorrinolaringologista e o gastroenterologista para diagnóstico diferencial e melhor acompanhamento do paciente.