Como armazenar o soro fisiológico para lavar o nariz?

👉🏼O soro fisiológico deve ser armazenado em temperatura ambiente (15ºC a 30ºC) e o prazo de validade é determinado pelo fabricante de acordo com a data de fabricação. Em geral, os fabricantes determinam 24 meses de validade para esse tipo de produto antes de ser aberto.

É importante ler a bula do produto para obter informações adicionais, pois podem existir recomendações diferentes. Além disso, se for necessário, uma boa estratégia é ligar para o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) do fabricante em caso de dúvidas técnicas ou entrar em contato com a referência técnica da Vigilância Sanitária do seu município ou a Vigilância Sanitária Estadual.

Um problema comum nas Unidades de Saúde é o uso parcial do soro fisiológico que permanece aberto por um tempo e é utilizado em outros procedimentos. Não foi encontrada até o momento nenhuma legislação nacional, estadual ou municipal que especifique essa situação. A informação disponível é que o ideal é manter no próprio frasco, mas não há uma instrução normativa que oriente, recomende ou proíba tal conduta. No caso dos soros para irrigação (comprados em farmácias comerciais para uso doméstico) a maioria dos fabricantes recomenda manter em geladeira por três dias.

Os produtos de uso hospitalar devem ser descartados adequada e imediatamente após o uso.
Interpretamos que não se recomenda guardar sobras de volume de um procedimento para usar em outro momento. Por esse motivo, é importante haver disponibilidade de apresentações em volumes diferentes para que se possa calcular a quantidade necessária em cada procedimento a fim de evitar desperdícios. Atributos da APS Integralidade do cuidado: O cuidado integral em saúde supõe a qualidade dos insumos empregados. Isto é fundamental para a correta realização do tratamento e para garantir a segurança das pessoas, com a prevenção de complicações decorrentes do uso inadequado.

@dramilene.otorrino

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A importância da lavagem nasal em crianças.

Você já ouviu falar em higiene nasal? Ela é importante para que o nariz cumpra algumas de suas principais funções, tais como filtrar o ar de impurezas, regular a entrada de ar para os pulmões e proteger o corpo contra bactérias e vírus. Mas como funciona esse processo de ‘filtro’ no nariz?

O nariz e os seios da face são extensas superfícies recobertas de mucosa que são responsáveis pelo equilíbrio da temperatura e umidade do ar inspirado; têm função olfatória e de ‘filtro’ para as impurezas. Nesse tecido respiratório, temos cílios microscópicos, que se movimentam para remover continuamente o muco para fora dos seios. Diversas toxinas produzidas por bactérias e vírus causam redução do batimento ciliar. A diminuição do movimento desses cílios causa acúmulo de secreções mais espessas que o normal, aumentando a predisposição à instalação de processos infecciosos.

A lavagem nasal, além de remover o muco nasal, secreções purulentas, restos de células e crostas, diminui a inflamação local da mucosa. “Estudos mostram que pacientes que realizam a lavagem nasal têm uma menor tendência a usar antibióticos. Além disso, já está comprovado que limpar as vias aéreas em quem tem alergia ajuda a evitar infecções e crises.

A lavagem nasal é um procedimento amplamente incentivado para prevenção e auxílio no tratamento de diversas doenças das vias respiratórias.

Como realizar a lavagem nasal?

A lavagem nasal deve ser realizada utilizando soro fisiológico 0,9% em temperatura ambiente. “Pode ser spray, jato contínuo ou seringa com soro. Frascos de soro fisiológico, ao contrário dos sprays, devem ser mantidos em geladeira após abertos.

A quantidade de soro a ser usada depende muito do tamanho da criança, da quantidade de secreção que ela apresenta e da tolerância da criança ao procedimento. “Uma dica é começar com pequenos volumes de soro fisiológico, como 0,5 a 1 ml em cada narina para os bebês, e com pouca pressão.

O bebê ou a criança deve estar sentado ou em pé, com a cabeça levemente reclinada para frente. “As crianças possuem a tuba auditiva (canal que liga o nariz até a orelha média) mais curta e horizontal, que facilita com que haja refluxo de líquidos para os ouvidos, principalmente se a criança estiver deitada. A lavagem com soro não ‘causa’ otite, muito menos pneumonia, nem é capaz de perfurar o ouvido. O processo infeccioso instalado e a secreção acumulada nas vias respiratórias é que podem causar essas complicações.

O importante é que o médico dê as orientações corretas, principalmente para os pais realizarem o procedimento nas crianças. “Lembre-se que cada criança é única e nenhuma dica substitui as orientações do otorrino que a acompanha. Peça para ele demonstrar como você deve fazer.

É necessário fazer a lavagem todos os dias?
O nariz está em constante contato com o meio externo, portanto, recomenda-se realizar a higiene nasal diariamente. “Se o objetivo é apenas umidificar a mucosa porque o tempo está seco, bastam cerca de 3 vezes diárias. Mas se a criança está resfriada e com muita secreção, o ideal é de 8 a 10 vezes no dia.

Por que seu nariz entope quando deita?

Já aconteceu de você se deitar para dormir, ou para descansar um pouco e simplesmente o quando você se levanta, percebe que está com o nariz entupido?⠀

Isso acontece com algumas pessoas, se deve ao aumento do fluxo de sangue nas conchas nasais e a consequente obstrução. Vamos entender aqui alguns possíveis motivos que contribuem para isso acontecer:⠀

🔹 Quando se deita de lado, o pulmão desse lado sente uma pequena compressão, podendo gerar um bloqueio na narina deste mesmo lado, de forma involuntária;⠀

🔹 O fluxo sanguíneo nas conchas nasais aumentam, o que pode contribuir para a obstrução nasal;⠀

🔹 É comum que algumas pessoas apresentem alguma alteração na estrutura nasal como desvio do septo ou hipertrofia de cornetos;⠀

É normal isso acontecer pois o nariz possui no seu interior estruturas chamadas cornetos, que são importantes para aquecer, umidificar e direcionar o fluxo de ar que passa pelo nariz.

Os cornetos possuem muitos vasos sanguíneos em seu interior e quando deitamos eles recebem mais sangue e aumentam de tamanho, diminuindo o espaço para a passagem do ar.

Essa obstrução ocorre em algum grau mas não é normal o nariz fechar totalmente e você não conseguir respirar ao deitar. Se isso acontece pode haver alguma outra alteração no nariz contribuindo para o seu entupimento ao deitar, como rinite , desvio de septo ou uma hipertrofia desses cornetos (quando eles são maiores do que o normal). Nesses casos uma avaliação com o otorrino é necessária.

A obstrução nasal pode causar irritabilidade, mal estar, diminui a qualidade do sono, prejudica o olfato e o paladar, causa dores de cabeça afetando diretamente a qualidade de vida.

Existem ainda vários fatores que causam a obstrução nasal, como:

– Desvio septal
– Aumento das conchas nasais
– Rinite
– Sinusite
– Aumento da Adenóide
– Pólipos nasais
– Tumores

O tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico.
Nos casos de desvio de septo, é feito a septoplastia.

A septoplastia é uma cirurgia realizada por dentro do nariz, sem cicatriz e sem alteração da estética nasal. É feita em ambiente hospitalar, sob anestesia geral e com internação de 1 dia. Esse procedimento pode ser realizado isoladamente ou combinado com outras técnicas para corrigir problemas nasais que costumam acontecer junto com o desvio de septo (turbinectomias, rinoplastias, sinusectomias).

Os sintomas de desvio do septo nasal são: dificuldade para respirar; Dor de cabeça; Sinusite; Transtornos do sono como ronco e agravo da apneia do sono.

⭐ Cada caso precisa ser avaliado e diagnosticado por um otorrinolaringologista, não hesite em procurá-lo se esse problema é bastante recorrente na sua vida ou na vida de algum familiar.⠀

Respirar bem é viver bem.

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Dra. Milene Lopes Frota
Otorrinolaringologista
Belo Horizonte/BH
(31)99839-6075
otorrino@dramilenefrota.com.br

#otorrino #otorrinolaringologia #saúde #epistaxe #BH #dramilenefrota #saúdeauditiva

Tenho ronco e apnéia obstrutiva do sono. A culpa é do meu desvio de septo?

A cirurgia de apneia do sono é um dos tratamentos indicados para indivíduos que têm sua noite de sono afetada por períodos de apneia obstrutiva, caracterizada pela ocorrência de paradas respiratórias por mais de 10 segundos. Trata-se de um procedimento que visa melhorar o fluxo de ar pelas vias respiratórias, melhorando o ronco e as pausas na respiração.

Estima-se que 40% da população mundial sofra de algum distúrbio do sono, sendo que o ronco e a apneia são justamente os problemas mais comuns entre os pacientes. Levando em consideração que uma noite mal dormida pode comprometer significativamente o funcionamento do organismo, a cirurgia de apneia do sono destaca-se como uma alternativa para alcançar qualidade de vida e evitar problemas de saúde.

O que é apneia do sono?
Assim como o ronco, a apneia do sono está associada ao estreitamento das vias aéreas — uma alteração que pode ser causada por fatores como obesidade, relaxamento da musculatura, obstrução nasal, crescimento das amígdalas e qualquer fenômeno que dificulte a passagem de ar. Este problema se caracteriza pela ocorrência de uma pausa na respiração por, pelo menos, 10 segundos.

Essas paradas respiratórias interferem diretamente na qualidade do sono do indivíduo, que pode se sentir cansado, indisposto e até mais irritadiço durante o dia. A apneia também pode acarretar graves problemas de saúde, uma vez que está associada ao aumento da pressão arterial, pode predispor arritmias cardíacas e prejudicar a oxigenação sanguínea.

Outros sintomas apresentados por pacientes que sofrem de apneia obstrutiva do sono são:

Sonolência excessiva;
Dificuldade de concentração;
Problemas de memória;
Dor de cabeça matinal;

Vale lembrar que o paciente pode tanto apresentar todas essas queixas ou apenas algumas delas, sendo necessário consultar um otorrinolaringologista especializado em Medicina do Sono para diagnosticar o problema, identificar suas causas e apontar se a cirurgia de apneia do sono é a melhor opção para tratar a condição.

Quando é indicada a cirurgia de apneia do sono?
As cirurgias na faringe é uma das alternativas terapêuticas cirúrgicas indicadas para alguns casos de apneia obstrutiva do sono, em que o paciente corre o risco de desenvolver problemas cardíacos, dentre outros. Em geral, esta é uma operação que pode ser associada a outros procedimentos que ajudam a desobstruir a faringe e demais estruturas respiratórias.

Cuidados pré e pós-operatórios
Assim como em qualquer procedimento cirúrgico, a realização da cirurgia de apneia do sono demanda uma análise criteriosa do histórico clínico e estado de saúde do indivíduo. Além disso, o otorrinolaringologista responsável por conduzir o tratamento solicitará exames laboratoriais específicos, além de encaminhar o paciente para realizar uma avaliação cardiológica e anestésica antes da cirurgia.

O período de recuperação após o procedimento pode trazer incômodos como sensibilidade na garganta e dificuldade para falar e engolir, mas não exige um longo período de internação. Em casa, são necessários cuidados no que diz respeito à alimentação — que deve ser líquida nos primeiros dias — e repouso na primeira semana.

Para saber mais sobre a indicação da cirurgia de apneia do sono e entender se esta é a melhor opção de tratamento para você, agende uma consulta com um otorrinolaringologista.

Cefaleia Rinogênica: tudo o que você precisa saber e como tratar

Cefaleia Rinogênica – Que atire a primeira pedra quem nunca sentiu dor de cabeça ao menos uma vez na vida. Esta dor chata pode ter várias causas e uma delas é nasal. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) a dor de cabeça é considerada umas das 20 dores mais impactantes que alguém pode ter.

“a dor de cabeça é mais conhecida entre os médicos como cefaleia. E quando a dor é persistente e recorrente há inúmeras causas a serem investigadas antes de iniciar o tratamento”.

Cefaleia Rinogênica

Existe um tipo de dor de cabeça chamada cefaleia rinogênica. O nome que esse tipo de dor de cabeça recebeu é por ser de origem de problemas nasais. Normalmente a causa desse problema fica localizada na região da face, mais precisamente na região nasal, ao redor dos olhos e frontal.
Esse tipo de cefaleia costuma ser confundida com sinusite. E é por este exato motivo, que o diagnóstico precisa ser feito com eficácia e corretamente, pois o tratamento da cefaleia rinogênica é muito diferente de uma sinusite.

Otorrinolaringologista é o médico especialista para esse diagnóstico
Justamente por ser facilmente confundido com sinusite, outra doença que o otorrino trata, esse tipo de enfermidade, deve ser tratada por um otorrinolaringologista. Essa especialidade médica tem os conhecimentos necessários para distinguir uma doença da outra e oferecer o tratamento mais adequado.

A Cefaleia Rinogênica costuma ser causada por grandes desvios de septo ou cornetos médios bolhosos. O diagnóstico pode ser feito através da história clínica e do exame otorrinolaringológico.

E como tratar a Cefaleia Rinogênica?

Na maioria dos casos a cirurgia para a correção do septo pode ser a solução, pois a principal causa da cefaleia rinogênica é o desvio do septo nasal. Quando o desvio é acentuado, há um contato entre as estruturas no interior do nariz. Isso leva a um processo inflamatório que resulta na dor. “mais de 20% da população brasileira sofre deste tipo de desvio nasal”.

A dor por cefaléa rinogênica requer um tratamento específico. Além disso, o tratamento errado pode prejudicar ainda mais o paciente. “A automedicação, ou seja, sem orientação médica, na tentativa de aliviar a dor é prejudicial e pode, muitas vezes, levar o paciente à quadros mais graves, pois pode esconder sintomas mais sérios. A dor de cabeça, apesar de comum, é um problema sério e requer atenção em todos os casos. Consulte sempre um otorrino para realização de diagnóstico correto. Sua saúde agradece.

Videonasolaringoscopia: o que é e como é realizado esse exame?

A videonasofaringolaringoscopia trata-se de um exame de imagem indicado pelo médico otorrinolaringologista para visualizar as estruturas do nariz, faringe e laringe. De forma geral, o procedimento é realizado com o objetivo de investigar as causas de obstrução nasal, tosse crônica, ronco, rouquidão, dificuldade para engolir,por exemplo.

O otorrinolaringologista é o médico responsável pelo estudo, cuidado e tratamento de áreas como ouvido (oto), nariz (rino) e garganta (laringo). Por isso, é este profissional que está apto a investigar as queixas trazidas pelo paciente, diagnosticar distúrbios ou doenças através de uma análise clínica ou de exames solicitados, como é o caso da videonasofaringolaringoscopia.

Como é feito o exame de videonasofaringolaringoscopia?

A videonaso, como é popularmente chamada, é um exame que pode ser realizado no próprio consultório médico do otorrino ou em uma enfermaria, em função de sua simplicidade e rapidez. O exame é realizado com a auxílio de um aparelho formado de uma fibra ótica flexível que possui uma microcâmera acoplada em uma das suas extremidades, o qual pode ser inserido pela abertura nasal do paciente, a fim de serem observadas as estruturas ali presentes, como por exemplo as cavidades nasais, rinofaringe e hipofaringe e laringe. Durante o procedimento, o médico poderá solicitar que o indivíduo fale ou respire de forma orientada por ele. Assim, a câmera pode captar, registrar ou ampliar imagens ou sons produzidos que poderão fornecer material para realização de diagnóstico.

Para alguns pacientes pode haver um pequeno desconforto durante a realização do procedimento, e por isso pode ser realizado com ou sem anestésicos tópicos. No entanto, não há restrições após o exame, de forma que o paciente pode voltar à sua rotina normal no mesmo dia. O exame pode ser realizado em todas as idades a partir da avaliação e pedido do médico otorrinolaringologista. O médico otorrinolaringologista pode realizar o exame no próprio consultório

Quando esse exame é indicado?

O principal objetivo do exame de videonasofaringolaringoscopia é a visualização ou identificação de alterações presentes na cavidade nasal, faringe e laringe, os quais podem indicar doença não identificáveis sem o aparelho. De forma geral, é solicitado este exame para observação de:

• Presença de alterações nas cordas vocais
• Sinusites
• Tosse crônica;
• Rouquidão;
• Dificuldade para engolir;
• Alterações que possam ser indicativas de câncer;
• Causa de dificuldade respiratória;
• Aumento das adenóides em crianças;
• entre outros casos.

O exame também pode ser solicitado para investigar a condição das pregas vocais de artistas, cantores, palestrantes ou pessoas que fazem uso da voz de maneira mais apurada e precisam ficar atentos à alterações na qualidade da voz. Assim, a videonasofaringolaringoscopia poderá auxiliar na identificação de lesões anatômicas e distúrbios funcionais, quando houver.

Quando procurar um otorrinolaringologista?

Dentre os sintomas mais comuns que merecem atenção e são um indicativo de que você deve procurar este profissional estão: obstrução nasal, sangramento no nariz, secreção crônica, dificuldades para engolir, sensação de ouvidos tampados, rouquidão; alergia das vias respiratórias; ronco e apneia do sono; entre outros. Ao sentir alguns desses sintomas é importante buscar orientação médica, uma vez que há diversas doenças relacionadas a esses quadros, e quanto antes forem diagnosticadas, melhores e mais eficazes serão os tratamentos.

Caso os sintomas não sejam duradouros, mas ocorram muitas vezes ao ano, como por exemplo; sinusites, doenças alérgicas, sangramentos… o ideal é procurar o otorrino para investigar se há alguma alteração congênita ou quadro crônico de doenças que devem ser acompanhados ou até mesmo solucionadas através de medicações ou cirurgias.

Veja abaixo um exemplo de videonasofaringolaringoscopia:

Sangramento nasal ou epistaxe: quais são as causas? O que se deve fazer? O que não fazer quando o nariz sangra? E após o sangramento?

O sangramento nasal, também chamado epistaxe, é a perda de sangue pelo nariz, que geralmente ocorre em apenas uma das narinas. Os sangramentos esporádicos e eventuais são muito comuns e a maioria deles acontece por causas banais, como uma irritação da mucosa nasal por um agente agressor ou um resfriado comum. No entanto, o sangramento nasal pode também ser denunciador de problemas mais graves, como uma pressão arterial muito elevada ou transtornos da coagulação do sangue, por exemplo. Para alguns pacientes o sangramento nasal de qualquer natureza pode ser assustador, mas raramente representa alguma ameaça séria à saúde.

Os sangramentos nasais são mais frequentes no inverno, quando os fatores ambientais predisponentes são mais comuns. A maioria deles tem sua origem na parte anterior do septo nasal e podem ser facilmente contidos. Os sangramentos nasais que ocorrem na porção mais alta do septo podem ser de mais difícil controle.

Por que o nariz sangra?
O nariz é muito vascularizado por pequenos vasos sanguíneos, sobretudo em sua porção anterior, os quais se rompem e sangram facilmente, seja por condições locais ou por repercussão de problemas gerais. Basta a mucosa se ressecar pelo ar que penetra no nariz que ela forma crostas que podem sangrar quando irritadas ou retiradas. Muitas vezes o sangramento ocorre pelo simples ato de assoar o nariz ou acontece por causa da baixa umidade ou de alguma outra afecção nasal simples, como alergias ou resfriados, por exemplo. Pode também acontecer que a pessoa exteriorize pelo nariz um sangue que não tenha origem nasal, como no caso de traumatismos ou tumores de regiões vizinhas.

Epistaxe
Quais são as causas de sangramento nasal?
São múltiplas as razões de sangramento pelo nariz, indo desde causas mecânicas até outras devidas a constituições hereditárias. Entre as causas mecânicas estão incluídos:

Traumatismos nasais causados por objetos estranhos introduzidos no nariz.
Ato de assoar o nariz com muita força.
Hábito de levar o dedo ao nariz.
Ar muito frio e/ou seco.
Espirros repetidos.
Substâncias irritantes.
Cirurgias nasais ou perinasais, etc.
Os sangramentos pelo nariz também podem acontecer em razão de rinites, uso excessivo de descongestionantes ou infecção das vias respiratórias superiores.

Sangramentos repetitivos e muito frequentes também podem ser sinal de telangiectasia hemorrágica hereditária (Síndrome de Osler-Weber-Rendu), de tumor no nariz ou nos seios nasais. Alguns anticoagulantes podem precipitar ou agravar sangramentos nasais.

O que fazer quando o nariz sangra?
A grande maioria dos sangramentos nasais é autolimitada e se resolve sem intervenção do médico. Inicialmente, a pessoa deve manter-se confortavelmente assentada, inclinada para frente, procurando encostar o queixo no peito, para evitar engolir sangue ou que ele escorra para as vias aéreas, e comprimir o nariz por cinco minutos fazendo uma pinça com os dedos polegar e indicador, de modo que as narinas fiquem fechadas, respirando pela boca. Depois desse tempo, deve descomprimir lentamente o nariz. Algumas pessoas só precisarão fazer isso por cinco minutos, mas se ao final desse tempo o sangramento não tiver parado, devem repetir o procedimento por dez minutos ou mais, antes de verificar de novo se o sangramento parou. Além disso, deve-se aplicar gelo ou compressas frias sobre dorso do nariz. A maior parte dos sangramentos nasais cede com esses procedimentos. Se mesmo assim o sangramento continuar, pode-se usar localmente um algodão embebido em um vasoconstritor (Afrin ou NeoSinefrina, por exemplo) na tentativa de fechar os vasos sanguíneos menores. Como a maioria dos sangramentos nasais ocorre a partir da parte anterior e frontal do nariz, esses procedimentos geralmente bastam. Apenas em casos excepcionais, em que o sangramento não pare, mantenha o nariz comprimido e recorra ao médico. Sangramentos na parte alta ou posterior do nariz ou em pessoas com distúrbios da coagulação do sangue podem exigir procedimentos médicos mais incisivos.

O que não se deve fazer quando o nariz sagra?

Não deite ou incline a cabeça para trás enquanto houver um sangramento nasal. Isso tanto facilita a circulação do sangue na direção do nariz, quanto facilita que o sangue se dirija para a parte posterior dele e seja engolido ou que escorra para as vias respiratórias ou forme grandes coágulos que possam obstruí-la.

Evite fungar ou assoar o nariz durante várias horas após um sangramento nasal, porque isso pode remover o coágulo que esteja tamponando o sangramento e ele pode recomeçar.

E depois do sangramento, o que fazer?
Se você ficou em dúvida quanto à causa do sangramento, procure um médico para esclarecê-la e tratá-la, se for o caso.
Suspender, ou não o uso de anticoagulantes deve ser criteriosamente discutido com o médico.
Evite espirros violentos.
Se o tratamento tiver sido a cauterização( em alguns casos) utilize o creme ou a pomada que seu médico orientou
Evite ambiente muito seco ou frio. Evite ar condicionado.
Hidrate o nariz com soro fisiológico.

Por que o ar frio e seco pode ocasionar sintomas de rinite irritativa e obstrução nasal?

👉 Uma hipótese para isso acontecer é que a mucosa que reveste o nariz dos indivíduos sensíveis ao ar frio e seco não é capaz de compensar a perda de água que ocorre com essa mudança ambiental.

❓O que fazer?

👃🏻Lavar o nariz com soro fisiológico é efetivo para diminuir os sintomas.

👉O uso do soro para lavar a cavidade nasal é :
❗️capaz de deixar o muco menos espesso,
❗️o torna mais facilmente removível,
❗️melhora o batimento dos cílios existentes na mucosa do nariz, ❗️além de retirar alguns agentes irritantes responsáveis por desencadear a obstrução nasal, secreção, espirros e coceira.

💦Pode ser utilizado por meio de sprays, seringa, ou garrafinhas.

👍🏼É seguro,barato e fácil de realizar!

☃️🧣Você é dessas pessoas que sofrem com mudança drástica de temperatura?

Usa descongestionante? ATENÇÃO!

O nariz entupido é uma queixa muito frequente que está relacionada, principalmente, com doenças alérgicas (como a rinite) e quadros de gripe ou resfriado. Uma das formas de tentar conter o desconforto é através do uso do descongestionante nasal, que é aplicado diretamente nas narinas.

Como o descongestionante nasal age?

O principal mecanismo de ação do descongestionante está sobre os vasos sanguíneos do nariz, que ao receberem o medicamento, tendem a estreitar, e assim, diminuir o fluxo de sangue e desobstruir as fossas nasais.
Com isso, é de se esperar que a ação seja local e amenize os desconfortos dos pacientes. Entretanto, devem ser utilizados com muita cautela, por 3 a 5 dias, no máximo.

Caso sejam utilizados com frequência, ou de forma crônica, podem trazer inúmeros efeitos colaterais, alguns deles muito sérios e perigosos. Isso porque esse tipo de medicação tende a ser muito absorvido pela mucosa nasal, e gerar efeitos sistêmicos, isto é, no corpo todo.

Quais as consequências do uso de descongestionante?

Basicamente, o mesmo efeito que ocorre no nariz, vai ocorrer nas artérias e veias de todo o corpo, podendo resultando em:

• Aumento da pressão arterial;
• Aumento da frequência cardíaca;
• Acidente vascular encefálico;
• Arritmias;
• Alterações no sistema nervoso central;
• Alterações renais;
• Dores de cabeça.

Além disso, o uso contínuo do medicamento por mais de 5 dias pode predispor a dependência ao mesmo, necessitando de doses cada vez maiores para obter algum efeito.

<<Riscos que a perda do olfato traz>>

Como agir?

A forma consciente de usar um descongestionante é através da dose recomendada pelo seu médico, apenas quando os sintomas estiverem muito intensos e em situações muito específicas. O ideal é não utilizá-los de forma rotineira, sem indicação médica. Existem medicações mais apropriadas para desobstruir o nariz de forma segura e duradoura, que atuam somente no nariz, com pouca repercussão no restante do organismo. Procure seu otorrinolaringologista de confiança para um seguimento adequado e individualizado.

Evitar a automedicação também é essencial para reduzir os riscos e as complicações. Portanto, só utilize descongestionante nasal quando houver prescrição médica. Descontinue o uso no aparecimento de qualquer sintoma. E avise sempre seu médico se você tiver algum problema cardiovascular, respiratório ou metabólico.

Tudo sobre o Olfato

O olfato é um dos cinco sentidos e é através dele que os odores podem ser percebidos e distinguidos.
O órgão responsável pelo olfato varia de acordo com as espécies. Enquanto os seres humanos utilizam o nariz para perceber os odores, os insetos utilizam as antenas.
De extrema utilidade, o olfato auxilia na sobrevivência dos animais, que conseguem sentir o cheiro do seu predador para fugir. Já para os seres humanos, o olfato pode evitar acidentes ao sentir o cheiro de gás vazando.
Como funciona o olfato?
Diferentemente da visão, que consegue notar uma série de cores ao mesmo tempo, o olfato é capaz de identificar apenas um odor de cada vez, mesmo que esse seja uma combinação de vários odores.
Se dois odores coexistirem em um mesmo local, predominará o mais intenso, e no caso de ambos serem intensos, a percepção do cheiro alternará entre um e outro odor.
O processo de percepção dos odores acontece quando o ar que possui as moléculas aromáticas passa pelas fossas nasais e entra em contato com a mucosa olfativa.
Mucosa Olfativa
A mucosa olfativa está localizada no alto da cavidade nasal e é rica em terminações nervosas. Essas terminações possuem células olfativas que enviam impulsos ao cérebro para que estes sejam interpretados. O resultado desse processo é a identificação dos cheiros.
Essa mucosa é sensível a ponto de ser estimulada a produzir impulsos, mesmo com uma quantidade muito pequena de moléculas aromáticas.
No entanto, quanto maior for a quantidade dessas moléculas no ar, maior será a quantidade de estímulos transmitidos ao cérebro e consequentemente, maior a sensação/percepção do odor.
Essa sensação, mesmo quando muito intensa, é rapidamente assimilada pelo olfato. Ou seja, ele “acostuma-se” ao odor intenso passado pouco tempo e passa a senti-lo de forma mais amena.

Na parte inferior da cavidade nasal, está localizada a mucosa composta por diversos vasos sanguíneos.
É formada por glândulas secretoras de muco, que por sua vez são responsáveis por manter a região úmida.
Durante um resfriado, por exemplo, essas glândulas produzem muco em excesso fazendo assim com que o nariz fique entupido.
Relação entre olfato e paladar
Apesar de ser o sentido relacionado com os odores, o olfato é fundamental também para o paladar.
As papilas gustativas, localizadas majoritariamente na língua e responsáveis pela percepção dos sabores, identificam os sabores, distinguindo entre doce, salgado, amargo e ácido.
Os odores, por sua vez, são identificados pelos nervos que estão localizados no nariz. Dessa forma, as sensações são transmitidas ao cérebro de modo que os sabores possam ser reconhecidos.
Somente alguns sabores mais complexos, que misturam ácido e doce, por exemplo, exigem tanto o paladar quanto o olfato.
Muitas vezes os odores são fundamentais para identificar gostos diferentes entre sabores iguais. É possível diferenciar, por exemplo, o sabor de uma maçã do de uma pera, apesar de ambas terem sabor doce.
Quando a capacidade olfativa não está funcionando corretamente, o paladar também fica comprometido fazendo com que tenhamos a sensação de que aquilo que ingerimos está “sem gosto”.
O olfato dos animais
O olfato humano é bem menos desenvolvido que o olfato dos animais. Para se ter uma ideia, nos seres humanos, as células olfativas cobrem 10 cm2 do nariz, nos cachorros 25 cm2 e nos tubarões 60 cm2.
Enquanto uma pessoa tem cerca de 20 milhões de células sensoriais, cada uma com 6 pelos sensoriais, um cachorro, por exemplo, possui mais de 100 milhões de células sensoriais, cada uma com pelo menos 100 pelos sensoriais.
Para um cachorro sentir um determinado cheiro ele necessita de cerca de 200 mil moléculas de uma substância por metro cúbico do ar. Já para o ser humano, é preciso mais de 500 milhões de moléculas dessa substância por metro cúbico para que o odor possa ser sentido.
Isso explica a capacidade que os animais têm de sentir odores imperceptíveis pelos humanos. Além disso, justifica o fato de sentirem odores que estão a quilômetros de distância e que as pessoas só conseguem sentir quando já estão mais próximos.
Doenças do olfato
O olfato pode apresentar alguns distúrbios que afetam a sensibilidade e capacidade de percepção de cheiros e odores.
As doenças do olfato podem interferir na degustação dos aromas de bebidas e comidas, ou ainda na identificação de substâncias químicas e gases que podem gerar graves consequências.
Essa sensibilidade podem ser causadas por algum fator externo ou estarem relacionadas a algum distúrbio do organismo.
• Anosmia: representa a perda total ou parcial do olfato e atinge cerca de 1% de toda população mundial. Pessoas com anosmia não conseguem distinguir sabores específicos, somente reconhecer determinadas substâncias.
• Hiposmia: é a baixa sensibilidade olfativa.
• Parosmia: é a percepção alterada do olfato que leva a modificação de determinados cheiros.
Veja a seguir o que pode causar a distorção do sentindo do olfato:
• Infecções dos seios paranasais
• Infecções bucais
• Higiene oral insuficiente
• Dano dos nervos olfatórios
• Depressão
Algumas doenças específicas podem influenciar a percepção dos cheiros e odores, comprometendo o olfato. São elas:
• Alzheimer
• Doenças endócrinas
• Distúrbios neurológicos
• Distúrbios nutricionais
• Intoxicação por chumbo
• Parkinson
• Problemas respiratórios
• Traumatismos da face ou base do crânio
• Tumores no nariz ou cérebro
É importante destacar que os idosos apresentam diminuição do olfato, pois a a partir dos 50 anos de idade a capacidade de sentir cheiros e sabores passa a decrescer gradualmente. Essa mudança se justifica pela deterioração dos nervos responsáveis pelo olfato.